postado por Matheus em 20 agosto 2012

O Que Passou Por Meus Fones #4

     Atrasadamente, eu estou aqui mais uma vez pra compartilhar com vocês a minha singela opinião sobre os discos que ouvi pela semana. Estava sem internet em casa ontem (domingo) e eu não pude postar, mas eu estou aqui agora para poder mostrar tudo de bom que estou ouvindo ultimamente. Se você não viu o post da semana passada veja aqui. Não esqueça de dar sua opinião através dos comentários, e, se comentou, participar do top comentarista do mês clicando aqui. Corre que ainda dá tempo!

The E.N.D. | The Black Eyed Peas


     Todos os singles lançados pelo Black Eyed Peas (ou só BEP) viram hit. Isso porque todas as suas músicas são agitadas e naquele estilo que todos gostam. Em “The E.N.D.” essas músicas estão em todo o álbum, não há uma música sequer que não seja animada. O álbum começa com “Boom Boom Pow”, uma música bem dançante, num ritmo de hip-hop mas com um toque bem eletrônico. “Rock That Body” é uma ótima música, mas a voz da Fergie ficou enjoativa demais, o abuso do auto-tune estragou a música. “Meet Me Halfway” é a música menos animada de todo álbum, mas nem por isso ela deixa de ser boa. A voz da Fergie foi muito bem utilizada nessa faixa, deixando-a sensual e um tanto romântica. O clipe de “Meet Me Halfway” merece destaque por ser um clipe bem diferente do que o BEP costuma fazer, sendo mais artístico e com uma história mais complexa. 

     Mas o mérito de melhor clipe da banda retirado desse álbum vai para “Rock That Body” e “Imma Be”. Foi produzido um único clipe para as duas músicas. Esse clipe é cheio de efeitos especiais muito bons e com uma história bem desenvolvida. Como já disse, "Rock That Body" deixa a desejar como música. “Imma Be” é como as demais faixas do álbum, bem dançante e agitada. O resto do álbum segue o mesmo padrão das músicas aqui citadas, podendo alegrar os adoradores de música pop e eletrônica e desagradar aqueles que gostam de música como uma forma de arte.




     Desde 1973 o Queen tentava mostrar o que era sua música, mas foi apenas em 1975 que eles conseguiram mesclar todos os elementos utilizados anteriormente, fazendo um álbum épico, “A Night At The Opera”! O álbum começa com “Death On Two Leags (Dedicated To...)” uma não-homenagem a um antigo empresário da banda, demitido por “conduta financeira pouco hosnesta”. Assim como em todas as faixas, a guitarra do Brian May é ótima. “‘39" é bem calma, mas o vocal de quem está cantando (eu não tenho certeza que seja o Freddie Mercury que esteja cantando) é muito bom. “Love Of My Life” é de fazer qualquer apaixonado chorar. A letra super romântica é perfeita para a voz suave do Freddie. 
     Mas todas essas faixas foram apenas aperitivos para o que iria vir na penúltima faixa, “Bohemian Rhapsody”. Considerado por muitos críticos e fãs (inclusive eu) a melhor música do Queen “Bohemian Rhapsody” é uma combinação mais que perfeita de ópera, rock e pop. Ela é “dividida” em três partes principais, uma balada, uma sessão de ópera e uma breve passagem de hard rock. A parte da balada é a única letra que não fala de auto-estima e consegue me emocionar, além da letra o piano do Freddie é ótimo. Essa parte termina com um solo de guitarra do Brian, um dos únicos solos que me emocionam. A parte operística tem uma letra bem psicodélica e um toque bem diferente de tudo que estamos acostumados a ouvir no rock. A breve passagem de hard rock no final da música é arrepiante! A voz do Mercury é completamente poderosa e a guitarra continua lá, ótima como sempre. Depois que ouvimos a música inteira percebemos que de todas 70 horas necessárias para gravar essa música nem um segundo foi desperdiçado. “A Night At The Opera” é um álbum clássico, com diferentes músicas para todos os gostos, mas eu não tenho tanta certeza se ele seria o mesmo sem “Bohemian Rhapsody”.  


     No auge da MTV no Brasil era muito comum todas as bandas e cantores de sucesso fazerem o seu disco acústico. Muitos foram bons, mas nenhum se encaixou tão bem com a banda como o acústico do Kid Abelha. Todas as músicas românticas da banda soou perfeitamente nas versões acústicas. O álbum contém clássicos, como “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda”, “Nada Sei (Apnéia)” e “Eu Só Penso Em Você”. Eles regravaram o sucesso de Claudinho e Buchecha “Quero De Encontrar”, sendo tão boa quanto a original. Fora essa música eles regravaram “Brasil” do eterno Cazuza. A versão minimalista de “Os Outros” é ótima, foi uma ótima escolha cantar a música apenas com o acompanhamento de um piano. Com melhores e menos melhores músicas “Acústico MTV - Kid Abelha” é um ótimo álbum, com canções que combinaram perfeitamente com o ritmo acústico tão comum para a época.

Anacrônico | Pitty

     Pitty é uma das únicas (senão a única) banda de rock brasileira que realmente toca rock. Diferente de NX Zero, Restart (rsrsrs) e outras bandinhas do tipo as músicas da Pitty (principalmente as de “Anacrônico”) são bem rock n’roll. Eles usam muito bem todos os instrumentos, principalmente a guitarra do Martin, complementando a voz poderosa da Pitty. O álbum começa com “A Saideira”, uma música com uma letra bem repetitiva. Mas pelo que eu entendi é apenas uma faixa pra mostrar que o disco irá começar. Mas é depois dessa faixa que o disco realmente começa! A faixa título tem uma ótima letra e o refrão é arrepiante por conta da guitarra. Todas as próximas seguem o mesmo padrão, mas tudo muda com a chegada de “Na Sua Estante”. 
     Um dos maiores sucessos da Pitty é pra mim a sua melhor música. A letra é uma das melhores que já vi. O ritmo continua um pouquinho pesado, mas a voz da Pitty mudou completamente, cantando mais suavemente e arrasando no refrão e em todo o resto da música. “Quem Vai Queimar?”, uma das músicas brasileiras mais pesadas que já ouvi, tem uma letra MUITO pesada, falando de escravidão, estupros, bruxarias e outras coisas do tipo. Com esse álbum Pitty mostrou que é uma banda de rock brasileira que merece destaque, não diferenciando muito das bandas de rock americanas por seguirem os mesmos estilos, mas com letras muito melhores.

Three Cheers For Sweet Revenge | My Chemical Romance 

     Ouvindo My Chemical Romance eu tenho mais um motivo para perceber que não sou brasileiro (rsrs)! Eu acho horrível a música dessas bandinhas emos brasileiras, mas o som do My Chemical Romance (outra banda emo americana) é ótimo! Começando com a música mais conhecida do MCR, “Helena”, o disco inteiro segue o mesmo padrão, músicas muito emotivas com um toque rock n’ roll. “To The End” segue com o mesmo ritmo, mas a guitarra é melhor utilizada nessa faixa, com ótimos riffs. De todas as músicas dramáticas do álbum “The Ghost Of You” é a mais dramática de todas. Ela fala sobre a perda da pessoa amada, ou o medo de perde-la, narrando isso com uma tristeza imensa. A religião é criticada na faixa “Thank You For The Venom”, falando sobre a incerteza da religião, os pregadores que só pensam em dinheiro e outras críticas do tipo. O resto do álbum fica beirando a tristeza e depois pula logo pra uma faixa mais animadinha, fazendo com que diferentes tipos de rockeiros gostem das músicas.

The Who Sell Out | The Who

     Essa é a primeira vez que eu ouço um álbum do The Who, e adorei completamente! Considerado por alguns o melhor álbum da banda (prova disso é ele ocupar o 113º lugar na lista da Rolling Stone dos melhores álbuns de todos os tempos) esse álbum é um misto de psicodelia, humor e puro rock! A psicodelia fica por conta da maioria das faixas, mas principalmente em “Armenia City In The Sky”. Essa faixa não tem uma letra tão estranha como as músicas do Pink Floyd, mas não difere muito em questão da batida. O humor está desde a capa até os comerciais fictícios espalhados por entre as faixas, construindo o conceito do álbum. Esses comerciais, mesmo sendo fictícios, fizeram com que a banda entrasse em vários processos por paródia de comerciais reais. Já o rock está em tudo! Desde a capa, as letras, os instrumentos, tudo nesse maravilhoso álbum é puro rock!




12 comentários:

  1. Queen e Kid Abelha são ídolos que não saem de moda nunca. O época boa...

    Um leve bater de asas para todos!!!!!!!!!!!!!!

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  2. Verdade, msm depois d anos eles ainda continuam populares!!!!

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  3. Opa, adorei o post e me achei com vários que também anda em meus fones...Menos The Who, não me lembro de ter ouvido, mas vale como dica. Kid Abelha é top.

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  4. Peloe meu fone de ouvido passou muita mas nenhum parecido com o seu kkkkk !

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  5. deixa eu adivinhar...

    vc curte sertanejo né?????

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  6. The Who é pouco conhecido por aki mas vale mt a pena ouvir!!!

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  7. Uau! Tem nacionais e internacionais. Gostei. Apesar de que não sou uma pessoa que goste só de uma banda, mas de algumas musicas. Adorei mesmo e conheci novidades.

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  8. Achei muito bom esse O Que Passou Por Meus Fones , três bandas que eu curto bastante estão nela rs The Black Eyed Peas, My Chemical Romance e Queen, já cantores e bandas nacionais não curto muito, mais mesmo assim são boas.

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  9. Pitty, amo *-*
    Juro que não achava My Chemical Romance emo. Cara, esse negocio de emo sumiu neh?! Nunca mais ouvi falar de emo, de pessoa emo, nada emo aqui no Brasil. Achei estranha essa foto de The Who. Nunca ouvi falar dessa banda. Precisa escutar Evanescence *-*

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  10. Sou um grande fã da banda BEP. Fui no show deles e até hoje as músicas e a cena ficam em minha mente, eles são muito bons!!! “Rock That Body” e “Imma Be” realmente foram ótimos hits e o clipe delas que ficou integrado merece muito destaque. Também gosto muito da Pitty e da banda Kid Abelha...

    Abraços
    www.entrepaginasdelivros.com/

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  11. Eu tbm amo Pitty, My Chemical Romance eu acho um pouco emo sim, mas bem menos q as bandas emos brasileiras! rsrsrs
    The Who é pouco conhecido mas é bom e Evanescence tá na minha lista pra ouvir, qualquer dia desses tem resenha d um disco deles por aki!!!!

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  12. Gosto de The Black Eyed Peas e sempre adorei Kid Abelha, mas tem um tempinho que não ouço mais. Saudades. Bjksss

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