postado por Matheus em 14 outubro 2012

O Que Passou Por Meus Fones #10

 
    Olá hunters! Tudo bem com vocês? Como vocês podem ter percebido já faz um bom tempo que eu não estou postando essa coluna, mas é porque estava sem internet em casa. Agora que a internet voltou "O Que Passou Por Meus Fones" volta com força total, tem até um banner exclusivo para a coluna.
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In The Zone | Britney Spears

     Quando Britney Spears chegou ao estrelato, no final da década de 90, muitos pensavam que ela sempre seria a mesma: “a patricinha com voz de gás hélio que fazia musiquinhas para adolescentes”. Mas ela mudou essa personalidade com seu disco “Britney”, de 2001, mostrando uma Britney mais sexy e madura. Mas foi com “In The Zone” que ela se consolidou com essa personalidade. Assim com em “Britney”, aqui ela aparece muito sensual, com vocais incansáveis e com batidas empolgantes.
     O disco abre muito bem com o hit “Me Against The Music (feat. Madonna)”. O ritmo elétrico e dançante é ótimo, se encaixando muito bem com os vocais potentes da Britney. Enquanto Britney está ótima, não se pode dizer o mesmo da Madonna. Sua voz durante a participação na música soa muito “auto-tunizada”, parecendo artificial demais. A próxima faixa, “(I Got That) Boom Boom”, continua dançante, mas a sensualidade está em maior quantidade aqui, devido à voz provocante da Britney. “Breathe On Me” foge um pouco do pop das outras faixas para ir a uma zona mais eletrônica, mas ainda continua sexy. No hit “Toxic” Britney se torna ainda mais sensual. Seus versos sussurrados são de arrepiar! Fora o vocal da Britney, a batida da música também é boa, tendo um som mais “limpo” e enxuto, mas tão contagiante quanto os outros. O disco segue o mesmo estilo “pop-sexy-dançante” até o final, ou melhor, quase até o final. “Quase” porque na última faixa do disco, “Everytime”, o disco perde todo seu charme sexy pra ir a uma zona muito mais trágica e melodramática. A letra dramática ao extremo, que fala de seu antigo namorado Justin Timberlake, já era suficiente para deixar a faixa deprê, mas precisou de um vocal (quase um choro) super dramático para que a faixa se tornasse uma das mais depressivas que já ouvi.
     Para todos aqueles que adoram músicas pops sexys e dançantes “In The Zone” é perfeito. Já aqueles que adoram cair aos prantos ouvindo música o disco também tem seu lado depressivo, mas para isso é necessário ir direto a última faixa. 


Murder Ballads | Nick Cave And The Bad Seeds

     Músicas sombrias podem até ser comuns hoje em dia, mas em “Murder Ballads” Nick Cave mostrou o lado mais dark possível das músicas desse estilo. Não se deixe enganar com a capa do álbum, que mostra uma casinha no meio do nada, uma imagem bem “bonitinha”, o álbum é um verdadeiro massacre!
     Já na primeira faixa, “Song Of Joy”, nós temos a noção da escuridão que percorre todo o álbum. A voz do vocalista (Nick Cave) é estranha e amedrontadora, completando a letra que, assim como todas as outras do álbum, narra um massacre muito violento. Em “Stagger Lee” a letra narra os atos violentos cometidos pelo homem do título na taberna The Bucket Of Blood. A faixa poderia seguir igualmente a primeira, isso se não aparecesse gritos assustadores e arrepiantes nos exatos 4 minutos e 13 segundos. “Henry Lee” é a primeira faixa do álbum com a participação da Kylie Minogue (que aparece em outras faixas). Sua voz suave e feminina faz um contraste à voz grave e estranha de Nick, sem contar que ela canta muito melhor nas faixas desse disco do que nos seus próprios discos, onde ela se parece com um balão de gás hélio. A melodia alegre de “The Curse Of Millhaven” não combina com a letra, que é protagonizada pela doce Loretta, a assassina que mata todos os habitantes de sua aldeia quando se transformou num verdadeiro demônio aos 14 anos. Mas mesmo não combinando o resultado final sai bom, e, como sempre, aterrorizante.

     A faixa “Death Is Not The End” fecha o disco brilhantemente sem nenhuma letra assustadora. Pelo contrário, essa faixa, que é a regravação de uma música do Bob Dylan, é doce e cativante. A participação da P.J. Harvey e do Shane MacGowan contribuíram para toda essa doçura, e até mesmo a voz de Nick, que antes era assustadora, se mostra muito calma e doce. “Murder Ballads” não é um disco que agrada a certo público, há pessoas que podem adorar as faixas pesadas e sangrentas contidas no disco, mas outras podem odiá-las, então o melhor que você tem a fazer é escolher alguma música e ouvi-la para poder tomar suas próprias conclusões. 




Unbroken | Demi Lovato

     Depois de passar por problemas sérios, como depressão, Demi Lovato trabalhou duro e lançou “Unbroken”, mostrando ao mundo que ela deu a volta por cima, e da melhor forma possível. Demi preferiu mostrar um pouco de animação no começo do disco para depois demonstrar toda a dor que passou. Sendo assim, o disco começa com a contagiante “All Night Long (feat. Missy Elliot e Timbaland)”, que não passa de uma faixa pop adolescente, mas prestando um pouco de atenção vemos a ótima voz da Demi escondida por trás de todos aqueles toques eletrônicos. Na terceira faixa, “You’re My Only Shorty (feat. Iyaz)” o lado pop adolescente ainda está lá, mas a batida da faixa é melhor, e a Demi canta tão bem quanto antes nessa música. Como eu já disse, depois de toda a animação vem a tristeza, ou melhor dizendo, as faixas motivadoras e tocantes. Sendo assim, na quinta faixa, “Lightweight”, as batidas contagiantes saem de cena para dar lugar à um toque mais calmo, dando destaque a letra e a voz perfeita da Demi Lovato. Mas logo isso muda, sendo que na faixa título o ritmo eletrônico volta, mas a letra motivadora continua.
     As próximas faixas ficam entre as batidas eletrônicas e as letras quase biográficas da Demi. Até que o álbum atinge o pico com “Skyscraper”. Essa faixa, sem dúvida a melhor do álbum, é ótima em tudo: sua melodia calma (com um ótimo piano em toda música e com boas percussões no refrão), a ótima letra (que nos mostra que podemos dar a volta por cima dos nossos problemas) e os vocais da Demi (às vezes simples, às vezes poderosos e às vezes provocadores)... Tudo contribuiu para formar toda a emoção contida nessa faixa apoteótica. Depois disso o ritmo do disco muda completamente, flutuando em diversos estilos: R&B (“In Real Life”), soul (“My Love Is Like A Star”) e um estilo indescritível (“For The Love Of A Daughter”). Com toda essa variedade de estilos, ritmos e letras, “Unbroken” agrada a qualquer um que ouvi-lo, tendo faixas para aqueles mais animadinhos e também para aqueles que estão à beira da depressão.



     É difícil olhar para o mundo da música atual e perceber a porcaria (desculpe a palavra, mas é isso mesmo que está acontecendo) que ele está se tornando. Sendo assim, a melhor coisa que temos a fazer é reviver o passado, que se mostra muito melhor do que o presente. Nas décadas de 80 e 90 uma das bandas de rock nacionais que mais brilhavam era Legião Urbana. Mas não é pra menos!
     Tudo na banda é extremamente perfeito. As músicas, as personalidades dos integrantes, a visão social deles, o seu estilo musical... Tudo era maravilhoso!
     Essa resenha não é precisamente de um disco, mas sim de uma coletânea com as melhores (das melhores) músicas. Como a discografia do Legião Urbana é muito grande eu optei por baixar apenas essa coletânea, que me permite ouvir suas melhores músicas em pouco tempo. Essa coletânea abre com a música “Será”, que dita o ritmo de suas músicas e já mostra suas ótimas composições. Um pouco depois vem a romântica e cruamente verdadeira “Eduarda e Mônica”. Seu ritmo leve (o que mais predomina é o violão) completa a letra, que conta a história de amor do casal do nome de uma forma rápida e inteligente. “Tempo Perdido” é uma das melhores músicas da coletânea. Seu ritmo é um pouco mais agitado que o de “Eduardo e Mônica”, mas o destaque da música fica por conta do vocal do “imortal” Renato Russo, que soa suave e logo depois parece mais potente, sendo sempre emocionante. “Índios”, a próxima faixa, tem uma melodia emocionante e simples. A bateria está em toda a faixa, mas aquele toque eletrônico que vai aumentando a intensidade ao decorrer da música é que a deixou maravilhosa.  É desnecessário falar que sua letra é ótima. De todas as composições críticas da banda, “Que País É Esse” é a melhor. Durante toda a música a letra com críticas ao governo brasileiro sempre se mostra presente, mas a música explode no refrão, que consiste na frase-título da música cantada de uma forma forte pelo Renato.
     Nenhum dos versos dos 9 minutos de “Faroeste Caboclo” foram desperdiçados, para contar a estória de vida do caboclo nordestino João de Santo Cristo. Em meio à estória de vida de João muitas críticas a sociedade moderna foram mostradas. Todos os versos de “Pais e Filhos” são completamente sem sentidos, falando de estátuas, filhos e outras coisas que não combinam. Mas todos eles são esquecidos quando vem o verso do refrão, que mostrou em apenas poucas palavras uma linda mensagem de amor (coisa que músicas inteiras não conseguiram fazer): “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.Em “Meninos A Meninas” a mensagem sobre homossexualidade é melhor do que a de muitas músicas pops melosas que são lançadas por aí. A letra romântica e tocante de “Love In The Afternoon” é emocionante. Juntamente com a voz perfeita do Renato Russo e com o ritmo lento e triste ela é capaz de nos fazer chorar, dependendo do momento que estamos passando.
     As outras músicas contidas nessa coletânea continuam tão boas como essas aqui citadas, mas há algo nessas músicas que eu comentei que a tornaram únicas, emocionantes, verdadeiras e também românticas, ou seja: verdadeiras LENDAS!


"Viva Hate" | Morrissey

     Depois de se separar de sua banda, The Smiths, Morrissey não demorou nada para fazer um álbum solo e continuar no sucesso. Muitos que ouviam as músicas do The Smiths e ouviram “Viva Hate” não acharam diferença alguma no seu estilo. O motivo mais provável disso é que o coração da banda era o Morrissey, era ele que dava estilo à banda.
     Em todo o disco a estranheza é sempre presente nas faixas, seja no ritmo ou nos vocais do Morrissey. Em “Every Day Is Like Sunday” isso está em menor quantidade, fazendo assim com que a faixa se tornasse mais comercial e famosa que as outras. Sua letra poética se encaixa muito bem com a voz forte de Morrissey. “Angel, Angel, Down We Go Together” é diferente de tudo que você já viu!  A letra estranha e ao mesmo tempo tocante ganha vida nos vocais no mínimo diferentes de Morrissey, sem contar a melodia, que está cheia de instrumentos orquestrais muito bem utilizados. Com a ajuda desse disco e também dessas faixas Morrissey conseguiu o estrelato. Como ele mesmo disse com toda sua humildade, talvez ele fosse o único grande ícone pop do mundo.



9 comentários:

  1. Unbroken é o melhor album da Demi <3 é perfeito demais.

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  2. Confesso que só Britney Spears passaria no meu. O resto é muito...não, não á pra mim =/
    Demi? AAAAAH, NÃO! Já era seu tempo pra mim....Até que eu gostava dela, mas enjoei..

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  3. Mas vale a pena ouvir algumas faixas desse disco novo da Demi. Vc já ouviu Skyscraper???? Se ñ ouviu ainda ouça e eu duvido q vc ñ vai gostar!!! =)

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  4. Olha eu sou conheço Brithey e legião o resto é novidade para mim.

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  5. O banner ficou bem legal, curti. Gosto dessa coluna e gostei dos albuns que você citou, mas eu só ouviria a do Legião (curto demais) os outros cantores, principalmente Demi e Britney eu não gosto.

    Abraços
    www.entrepaginasdelivros.com/

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  6. Gostei dessas suas escolhas. Bem eclética, e agrada muitos gostos. Mas posso dizer que só em citar Legião Urbana, já me agrada.

    @_Dom_Dom

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  7. Legião Urbana é uma lenda!!! até agr suas músicas continuam fazendo sucesso, e o melhor, todas são boas!!!!

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  8. o banner foi o Paulo (aki do blog) q fez!!! q bom q vc curte essa coluna, msm vc ñ gostando da Britney! rsrs

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  9. Fernanda Mendonça29 de outubro de 2012 21:24

    dessa lista só gostei de legião!! =S

    tirando as q eu nao conheço, nao gosto muito do popzinho da britney e da demi ://


    =***

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