postado por Matheus em 22 outubro 2012

O Que Passou Por Meus Fones #11

     

     Mas uma vez eu estou aqui para compartilhar com vocês tudo o que eu ouvi pela semana. Os álbuns que eu ouvi foram principalmente lançamentos do mês passado, mas eu também ouvi um clássico muito bom. 
     Não viu o post da semana passada? Olhe aqui.
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¡Uno! Green Day

     Com o disco “American Idiot” o Green Day mostrou que era uma das maiores (senão a maior) banda de rock atual. Eles ainda têm esse status, tanto é que esse primeiro disco de uma trilogia traz de volta aquele estilo de antes, mas sem nenhum grande hit impactante.

     O disco inteiro é puro rock, um daqueles discos que você pode ouvir várias vezes e não se cansará! A primeira faixa, “Nuclear Family”, mostra justamente isso: muito rock ‘n’ roll! “Let Yourself Go” poderia ser mais uma faixa comum do álbum, se não fosse por sua bateria pulsante e pela letra bem humorada. Assim como outras faixas, “Kill The DJ” tem uma boa batida, mas sua letra é um tanto quanto bizarra. Em meio a essas letras “estranhas” “Loss Of Control” chama atenção por sua letra crítica (uma especialidade do Green Day) e também por seus palavrões, que não são nem um pouco economizados.

     “¡Uno!” não tem nenhuma música tão triste e bonita quanto “Wake Me Up When September Ends”. Sendo assim, as faixas “Sweet 16” e “Oh Love”, com suas letras românticas, são as músicas mais bonitas do álbum. Com esse disco, o Green Day mostrou que ainda está com força total, podendo criar músicas muito boas e compor letras ainda melhores.





Battle Born | The Killers



     Eu acho que nunca a capa de um disco contou tanto sobre seu estilo quanto a de “Battle Born”. Na capa do disco o letreiro e o modelo do carro remetem a um estilo retrô, que está presente em todas as músicas, enquanto a velocidade (que pode ser observada com facilidade) demonstra toda a energia contida no álbum.
     O disco já começa com um toque eletrônico retrô (contida na faixa “Flesh And Bone”), que logo se junta a voz maravilhosa do Brandon Flowers para fazer uma música contagiante. Logo depois vem “Runaway”, tão boa quanto a anterior em questão de ritmo, mas muito diferente em relação à letra. A letra dessa música é extremamente emocionante, passando de um amor adolescente para a vida real, intercaladas por versos poéticos muito bons. “Here With Me”, com sua batida leve e suave e os vocais emocionantes do Brandon, se tornou uma das melhores faixas do álbum.
     O disco continua com faixas razoavelmente boas, até quase o fim. As duas últimas faixas do álbum são bem melhores do que outras anteriores. A 11ª música, “Be Still”, é a faixa mais emocionante de todo disco. Ela começa com um ritmo muito calmo, mas depois de um tempo aparece um toque eletrônico que a deixa ainda mais melancólica. Melancolia essa que combinou perfeitamente com a voz de Brandon e com a letra, que é uma das melhores composições do disco. Na última faixa, a qual deu nome ao disco, um estilo meio rock ‘n’ roll (meio escondido no restante das faixas) aparece com força total, fazendo com que ela se tornasse uma das faixas mais contagiantes do álbum. 
     Faixas melancólicas, letras românticas, ritmos contagiante, vocais emocionantes e muita retrôcidade: é isso que você vai encontrar nesse ótimo disco!


Nevermind | Nirvana

     Em toda a história da música algumas bandas se consagraram como lendas, alguns discos se tornaram completamente influentes e algumas músicas se tornaram inesquecíveis. Nirvana é uma dessas bandas. “Nevermind” é um desses álbuns. “Smells Like Teen Spirit” é uma dessas músicas. Preciso falar mais alguma coisa?
     “Nevermind” é considerado por muitos o melhor álbum de rock de todos os tempos, mas ele faz por merecer. Seu estilo cru e pesado de rock grunge junto com a voz camaleônica do imortal Kurt Cobain fez dele um álbum completamente fantástico. O álbum começa com a já citada “Smells Like Teen Spirit”, um verdadeiro hino do rock. Seu ritmo provocador mudou tudo o que se conhecia de grunge, sua letra estranha e um tanto quanto bizarra se tornou um hino de adolescentes e os vocais apoteóticos do Kurt inspiraram inúmeros vocalistas de bandas ao redor do mundo. Depois desse começo explosivo vem “In Bloom”, não tão explosiva como a faixa anterior, mas igualmente boa. O destaque dessa música fica com a letra, onde Kurt faz uma crítica àqueles fãs da banda que dizem que adoram suas músicas, mas não sabem o que elas significam. Esse trecho da tradução demonstra isso muito bem: “mas ele não sabe o que significa quando eu digo yeah”. Além da ótima letra no meio da música há um solo de guitarra (ou baixo, eu não sei diferencia-los muito bem) muito bom, que completa o resto da melodia. “Come As You Are” deixa de lado o estilo pesado das músicas anteriores para dar lugar a um estilo um tanto menos pesado e também para dar o devido valor ao ótimo vocal do Kurt, que soa estranhamente suave cantando essa sua ótima composição. Em “Breed” o destaque fica com a bateria vibrante do Dave Grohl que dá início à música e continua no restante da faixa. “Lithium” mostra a voz camaleônica do Kurt muito bem. Enquanto ele canta calmamente nos versos da música no refrão ele canta como um verdadeiro rockeiro, com muitos gritos e uma voz poderosa.
     No meio de tantas faixas super bem produzidas “Polly” se destaca com seu estilo simples e acústico. “Drain You” trata de um amor literalmente carnal, onde tudo da vida de uma pessoa desse ser compartilhado com o seu parceiro (a), desde a comida, suas doenças, e tudo mais. Assim como “Polly”, “Something In the Way” também tem um ritmo bem simples, mas não ruim. A letra dessa música chega a quase ser emocionante, contando a dura vida de Kurt quando ele dormia nas ruas de uma forma dura e realista.  
     A gravadora do álbum não esperava que ele fizesse muito sucesso, mas “Nevermind” se superou completamente, inclusive tirando “Dangerous”, do Michael Jackson, do primeiro lugar nos EUA. Além de todo esse êxito comercial ele foi aclamado pela crítica. Esses e outros motivos fizeram com que “Nevermind” se tornasse esse clássico que é, e ainda fizeram com que o Nirvana se tornasse uma banda imortal. 


Push And Shove | No Doubt

     Depois de mais de 10 anos sem lançar nenhum material novo o No Doubt volta com tudo, lançando esse álbum, que não difere do estilo de seus álbuns anteriores. Durante esse tempo em inatividade a vocalista do grupo, Gwen Stefani, aproveitou para embarcar numa carreira solo onde se saiu muito bem lançando o ótimo disco “Love. Angel. Music. Baby”. Agora de volta com sua banda inicial ela criou esse álbum, que nada mais é do que a mistura de seus estilos e ritmos mais adorados.
     O álbum começa um pouco experimental demais, misturando instrumentos orquestrais com um estilo oriental e logo depois pulando para um estilo dance pop jamaicano (tudo isso está só na faixa “Settle Down”). “Looking Hot” fica mais para o lado dance e eletrônico, não entrando tanto na onda jamaicana. Na terceira faixa do disco, “One More Summer”, nós encontramos uma balada bem contagiante, misturando muito bem toques eletrônicos com soft rock. “Push And Shove” também extrapolou no quesito “mistura de estilos”. No começo da música uma melodia eletrônica jamaicana é cantada eletricamente pela Gwen, mas no refrão a melodia parece mais uma balada mal feita. Sendo assim, a faixa não deu tudo o que tinha pra dar.
     O restante do álbum flutua entre algumas músicas eletrônicas contagiantes, baladas quase românticas e soft rocks bem produzidos, tudo isso intercalado com alguns ritmos jamaicanos, que nem sempre caem bem. Aqueles que adoravam o No Doubt de antigamente certamente vai continuar gostando da banda depois de ouvir esse disco.


The Spirit Indestructible | Nelly Furtado

     No mundo da música atual existem várias “regras” a serem seguidas para conseguir a fama e continuar com ela. Uma delas pode, muito facilmente, ser: “nunca fique tanto tempo sem lançar um disco novo”. Nelly Furtado não seguiu essa “regra”, sendo assim esse seu mais novo álbum não chegou nem perto do topo das paradas de sucesso.
     Depois de anos sem lançar nenhum disco em território americano a Nelly voltou com “The Spirit Indestructible”, mas esse álbum não conseguiu se sair tão bem como seus álbuns anteriores. O álbum começa com “Spirit Indestructible”, uma faixa um tanto diferente de seus trabalhos anteriores. A faixa começa com um instrumental fraco, dando destaque aos vocais da Nelly, mas logo isso muda, deixando a batida da música mais contagiante, mas ainda com o bom vocal da Nelly. A próxima faixa, “Big Hoops (Bigger The Better)”, é realmente ruim. Sua batida não é nem um pouco envolvente e como se já não bastasse a voz da Nelly, tão bela em outras músicas, se mostra artificial demais aqui. “Something (feat. Nas)”, em comparação às outras faixas, é obscura demais. Sua batida é uma mistura de R&B com pop e eletrônico, e a voz da Nelly soa sem sentimentos no refrão, com isso a faixa se torna outra música desprezível. No meio de todas as parafernalhas eletrônicas para “melhorar” a voz da Nelly Furtado a música “The Most Beautiful Thing (feat. Sara Tavares)” se destaca pelos vocais da mesma. Ela não está espetacular, mas está acima da média nesse álbum.
Tenho certeza que não são todos os antigos fãs da Nelly Furtado que irão gostar desse álbum. Sua drástica mudança de estilo fez com que a maioria dos seus antigos admiradores desprezassem suas novas músicas, mas você pode até dar uma chance e ouvir (ou ao menos começar a ouvir) esse disco. Se você não gostou da primeira faixa eu recomendo não ir à frente, pois você não vai achar nada melhor que isso.


Hands | Little Boots

Entre todas as divas pops atuais de sucesso há outras cantoras que cantam no mesmo estilo, mas por um motivo ou outro nunca conseguiram o estrelato. Algumas são até mesmo mais talentosas quanto algumas divas de hoje em dia (como a Robyn) mas outras não são tão talentosas, mas mereciam um pouco mais de fama. Emtermos de talento Little Boots fica no meio termo. Ela não tem a genialidade da Robyn, mas suas músicas podem ser tão boas quanto às da Katy Perry. Com esse seu primeiro disco ela mostrou que tinha boas músicas que poderiam chegar a fazer sucesso. A primeira faixa de “Hands” é o quase hit “New In Town”. Essa faixa mostra o estilo de todo disco: batidas eletrônicas contagiantes, letras mais do mesmo e vocais não tão espetaculares. Essa faixa tinha potencial para se tornar um verdadeiro hit, mas o máximo que ela conseguiu foi ser reprisada várias vezes na MTV e aparecer em filmes adolescentes de 2009 (como Garota Infernal). A próxima faixa “Earthquake” continua com seu estilo dance pop eletrônico, mais sua letra é um pouco melhor, falando que nós nos fortalecemos com as críticas dos outros (eu já vi isso em algum lugar)! “Remedy” é outro quase hit do álbum. O seu ritmo é tão contagiante quanto o das faixas já citadas, talvez até melhor, mas sua letra, que fala do poder da música, ganha força no vocal poderoso da Little Boots. Nessa faixa ela está em seu melhor estado vocal. “Symettry” é outro destaque do álbum. Seu ritmo não é dançante, mas sua letra romântica ao seu jeito combinou perfeitamente com o dueto que a Little Boots faz com o outro cara, que eu não sei quem é.

Resumindo tudo, “Hands” é um bom álbum pop. Little Boot pode ser tão dançante quanto Beyoncé, tão romântica quanto Katy Perry, tão contagiante quanto Rihanna e tão desconhecida quanto Robyn. Sendo assim, ela pode agradar diversos gostos, desde os mais experimentais até aqueles acostumados com uma boa música pop. 


8 comentários:

  1. Bem alguns álbuns e cantores conheço, mas tem um que nem sei para onde vai. Que legal!

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  2. Nirvana e Nelly Furtado!! Gosto da banda e da cantora, ambos tem boas músicas, gostei dos albuns, vou baixa-los depois. Pena que Nelly ficou um tempão sem lançar músicas novas..

    Abraços
    www.entrepaginasdelivros.com/

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  3. Desses que você citou, de nome conheço a Nelly Furtado, Nirvana e Green Day. Agora não sei quais são as músicas. Pode ser que já tenha escutado a música sem saber quem estava cantando (pois é, sou louco e desatualizado).

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  4. vrdd! se a Nelly tivesse lançado algumas músicas nesse tempo sem nada de novo talvez ela tivesse continuado na fama!!! e o Nirvana é o Nirvana!!! sem palavras...

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  5. eu sou bem diferente!! depois q eu ouço uma música é automático, eu decoro o nome na hr!!! se eu ouvir depois eu já lembro qual música é! rsrs

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  6. Nirvana!!! A quanto tempo não escuto essa música minha gente, deu até saudade agora. É muito boa!
    Nelly Furtado é voz de nariz nasalado, mas até que gosto de umas musicas dela. Essa não :S outras....

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  7. Fernanda Mendonça29 de outubro de 2012 21:16

    Nao gostei da playlist nao D:

    GreenDay pra mim só prestava nas antigas, agora virou uma bandinha pop chata.

    Mas Nirvana e The Killers são bandas bem legais ^-^

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  8. Gosto de The Killers, mas faz tempo que não ouço. Me animei pra ouvir esse novo cd deles porque a última frase da descrição me conquistou. Vou baixar! Nirvana também. As outras não gosto, ou nuca ouvir falar.

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