postado por Matheus em 29 outubro 2012

O Que Passou Por Meus Fones #12

    

     Como vocês podem ter percebido, não deu para colocar minhas amadas resenhas de discos ontem (no domingo) mas hoje eu estou aqui, atrasado mesmo, para mostrar pra vocês tudo o que eu ouvi pela semana. Nessa semana eu ouvi mais clássicos, mas também teve um disco um pouco mais recente.
     Não viu o post da semana passada? Olhe aqui.
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Back To Black | Amy Winehouse

     Talvez nunca mais exista alguém como a amada Amy. Sua vida era uma m***a (o que dá para perceber através de suas músicas), seus relacionamentos amorosos eram um pior que o outro, seus problemas eram visíveis, etc., etc., etc... Mas no meio dessa vida horrível que ela levava ela encontrou uma maneira de mostrar ao mundo que não era apenas problemas que ela sabia fazer. A Amy também sabia fazer músicas, ÓTIMAS músicas! Na música ela achava um meio de se distanciar de seus problemas, de botar para fora tudo o que estava sentindo, de uma forma suave e forte devido a sua ótima voz, que salvou a música soul.
     Em “Black To Black”, seu segundo e último disco de estúdio, ela conseguiu juntar um repertório de peso para criar um álbum fantástico, empolgante e extremamente verdadeiro e emocionante. O álbum já mostra todo seu espírito soul na primeira faixa, a empolgante “Rehab”. No meio das batidas soul e um pop meio escondido estava a letra biográfica muito boa, contando de uma forma simples e direta os seus problemas com o álcool e com as drogas. Depois vem “You Know I’m No Good”, ainda mais soul e com um instrumental muito bom. A faixa título é uma das mais belas do álbum. Seu ritmo trágico e fúnebre combinou com a voz perfeita e emocionante da Amy. Um pouco à frente está “Tears Dry On Their Own”, com sua batida envolvente e com a ótima letra que trata de superação sem nenhuma dramaticidade. Entre essas músicas citadas se encontra outras que são depressivas e ao mesmo tempo fortes, assim como essas.   
     “Back To Black” fez ressurgir das cinzas o soul, e ainda por cima de uma forma espetacular! Amy Winehouse nunca será esquecida depois de ter lançado esse disco. Sua morte a transformou numa verdadeira lenda da música, lenda essa que conseguia esquecer-se de sua m#rda de vida (nem que fosse por apenas pouco tempo) para lançar músicas maravilhosas: seja por suas melodias simples e contagiantes, por suas letras autobiográficas verdadeiras ou pela sua voz, simplesmente indescritível. 
WE NEVER FORGET YOU AMY!!! =( 


Nothing But The Beat | David Guetta

     Antes, sempre que eu ouvia uma música do David Guetta, eu me perguntava: suas músicas seriam as mesmas sem as participações especiais nos vocais? Depois de ouvir “Nothing But The Beat” eu respondo essa pergunta com toda certeza. Sim!
     Em todas as faixas do disco o destaque fica sempre com a batida (que é sempre produzida pelo David) e não com os vocais. Ele sabe introduzir um ritmo house em uma balada, em um rap, em uma música pop qualquer, ou seja: em todas as músicas ele deixa sua marca com uma batida bem contagiante e bem produzida. Sendo assim, os vocais das diversas participações especiais do disco podem até passar por despercebidas, fato que já se observa na primeira música do álbum. “Where Them Girls At (feat. Flo Rida and Nicki Minaj)” tem uma batida perfeita, tanto pra uma balada como para uma festinha qualquer. Mas os vocais, principalmente os do Flo Rida, nem são tão espetaculares. A Nicki, como sempre, deixa sua marca, com sua voz forte e por vezes estranha. 
     Como o álbum é de um estilo mais dance ninguém poderia esperar alguma letra espetacular. Mas no meio de tantas letras banais se encontra algumas muito boas, como a romântica “Without You (feat. Usher)”. Sua letra é uma das melhores mensagens românticas lançadas em músicas ultimamente. Mas, eu não sei o porquê, eu não senti que ela ficou muito boa na voz do Usher. Sendo assim a versão do Glee para a música é melhor em questão do vocal (ninguém supera a Rachel), mas na melodia a versão original é bem melhor. Depois dessa música vem “Nothing Really Matters (feat. Wiil.i.am)”, uma música que poderia se tornar uma música pra balada perfeita, se não fosse a drástica mudança de ritmo dela. No começo da música a melodia é calma e o Will.i.am canta muito calmamente, mas não demora muito para a música se tornar uma música house estonteante.
     O disco segue na mesma mistura de dance com hip&hop, que se torna por um ponto cansativa, mas que se salva com as melodias. Mas lá no finalzinho é que estava a melhor parte! A música “Titanium (feat. Sia)” é de longe a melhor de todo álbum por uma série de motivos. Em primeiro lugar, sua letra é excepcional. Ela trata de uma forma completamente diferente a nossa força interior, e que nós não podemos nos deixar cair pelo que os outros fazem. A batida da música também é espetacular, assim como no restante do álbum. Mas o destaque fica com a Sia, que emprestou sua voz maravilhosa para essa música. Sia, uma completa desconhecida até então, ganhou destaque quando soltou sua voz, firme, forte e emocionante, nessa faixa, deixando “Titanium” ainda melhor.
     "Nothing But the Beat” não é um disco espetacular, mas ele tem grandes pontos altos. Ele contém algumas letras muito boas, e algumas participações vocais maravilhosas, que podem agradar múltiplos gostos. Mas seja com letras boas ou ruins, com vocais bons ou ruins, a batida e a melodia das músicas está sempre presente no mesmo ótimo estilo de house music que só o David Guetta consegue criar tão bem. 


The Works | Queen

     Para muitos críticos “A Night At the Opera” foi a última obra-prima do Queen. Pode até ser que isso seja verdade, mas nem de longe aquele foi seu último bom disco. “The Works” prova isso. “The Works” é uma junção de vários elementos marcantes do Queen, como o estilo rock ‘n’ roll de antes, mas com uma produção muito mais bem elaborada e tecnológica.
     “Radio Ga Ga” abre o álbum magistralmente! Essa música, um dos vários hits do Queen, mostra tudo de melhor que o álbum tem pra dar: letras inspiradoras, uma batida meio rock misturada com muitas parafernálias eletrônicas e a ótima voz do grande Freddie Mercury. Essa música é tão boa que a nossa mother monster Lady Gaga tirou seu nome artístico do título, mostrando assim sua grande admiração por bandas de glam rock antigas, como o Queen e o David Bowie. Depois desse início catastrófico vem “Tear It Up”, não muito conhecida, mas tão boa quanto a anterior devido a sua melodia que é puro rock ‘n’ roll, deixando a faixa muito contagiante. “It’s A Hard Life” traz um pouco de melancolia para o álbum (assim como “Love Of My Life” em “A Night At the Opera”). Seu ritmo não é tão emocionante quanto o de “Love Of My Life” mas a música ganha destaque nos vocais de Freddie.
     Todo o disco foi construído sob o estilo do começo de carreira da banda. Mas foi em “Man On the Prowl” que a banda voltou completamente a um estilo a muito tempo esquecido, que é realmente indescritível. “Radio Ga Ga” pode até ser a melhor faixa do álbum, mas ela não é o único hit. Não demora em aparecer a inesquecível “I Want To Break Free”, uma grande música que pecou na sua experimentação por vezes exagerada em toques eletrônicos. Tirando alguns toques eletrônicos (um tanto bizarros) que aparecem na metade da música, ela é perfeita. Um pouco após vem “Hammer To Fall” com seus solos de guitarra estonteantes no início, que guiam a música por uma ótima jornada até o fim.
     Depois de tanta animação a faixa final, “Is This The World We Created…?” faz um contraste pesado demais, já que seu ritmo meloso demais não combina em nada com os demais estilos presentes no disco. Mas mesmo com esses pontos fracos aqui descritos é impossível falar mal de alguma coisa que venha do Queen (exceto a turnê atual com o Adam Lambert no lugar do insubstituível Mercury). Sendo assim, “The Works” é um ótimo álbum que merece ser ouvido por todos. Ele pode não se comparar a outros trabalhos do Queen, mas ele também tem suas excelências.


Debut | Björk

     Björk já demonstrava sua grande habilidade musical e sua loucura quando ainda era uma criança. Lá por volta dos 10 anos ela já cantava em cavernas escondidas da Islândia (seu país natal). Um pouco mais a frente ela fez um CD solo de sucesso no seu país. Depois ela ingressou numa banda de sucesso muito moderado, mas muito boa, o The Sugarcubes. Ela poderia continuar na banda e fazer boas músicas, mas ela decidiu que precisava correr riscos, e então entrou numa perigosa carreira solo, mas que deu muito, MUITO, certo!
     Depois que “Debut” foi lançado a crítica (e boa parte do público) se jogaram a seus pés, idolatrando-a como uma verdadeira gênia da música. Você pode até achar que isso é exagero, mas depois de ouvir “Debut” nós percebemos que ela mereceu isso, devido a grande diferencialidade das músicas eletrônicas contidas no álbum. Já na primeira faixa, “Human Behaviour”, dá pra notar toda a genialidade e a estranheza que estão sempre presentes em suas músicas. O videoclipe dessa música se tornou um clássico trash, devido aos seus efeitos especiais toscos, por sua estória bizarra ou por qualquer outro motivo tão louco quanto esses. Em “Crying” Björk já mostra sua grande potência vocal, pulando facilmente de versos carismáticos para gritos guturais. Já “There’s More To Life Than This” vai para um lado mais dance, mas a voz da Björk não ajudou muito para deixar a música comercial. O ponto forte da música são os efeitos sonoros dela, que demonstram os barulhos de uma festa real, como gritinhos empolgados, portas batendo e alguns vocais acapella. O solo de harpa em “Like Someone In Love” deixa-a emocionante, e quando ele entra em conjunto com a voz suave da Björk ela se torna uma música digna de lágrimas.
     O disco segue o mesmo ritmo até o fim, tornando-o uma jornada delirante para o mundinho estranho da Björk. O estilo experimental da Björk contido nesse disco contribuiu para uma afirmação que foi percebida mais tarde: Björk poderia tirar boa música de tudo, inclusive taças afinadas e alguns monges (como fez no Unplogged da MTV). Mas nessa época sua estranheza estava apenas se desenvolvendo, seu vestido de cisne e seu ovo botado no tapete vermelho do Oscar de 2001 demonstram isso.



     Um clássico romântico e brega da década de 80! Se fosse para descrever “Faster Than The Speed Of Night” em apenas uma frase seria essa, mas o disco é muito mais que isso, ele é uma compilação de músicas maravilhosamente bregas (em um bom sentido) e ótimas.
Ele já começa muito bem, com o cover de “Have You Ever See The Rain?”, que foi originalmente gravada pelo Creedence Clearwater Revival, uma banda de country rock da década de 70. Mas essa música caiu tão bem para o estilo da Bonnie Tyler que até parece que a música foi feita para ela. Ela se torna emocionante quando, no refrão, a Bonnie canta com tamanha força e vontade. A faixa título é tão boa quanto a anterior. Seu solo de piano se junta facilmente com o toque de rock ‘n’ roll que chega logo depois. A voz da Bonnie, por sua vez, se junta com a melodia para criar esse outro clássico romântico. “Goin’ Throught The Motions” não é um clássico, mas merece ser ouvida devida ao seu estilo descontraído e ao coral infantil que aparece no comecinho da música.
     O disco vai-e-vem no mesmo estilo romântico descontraído das faixas aqui citadas. Mas no meio de todas elas se encontra o indiscutível clássico “Total Eclipse Of The Heart”. Essa música ficou em #1 lugar nas paradas de sucesso de vários países, ganhou vários covers, é sempre reprisada em programas românticos de rádio e ainda assim é considerada uma ótima música. Muitos conhecem sua versão cortada, de 4 minutos e pouco, mas a versão original, de 7 minutos, é ainda mais grandiosa, emocionante e, claro, romântica.
     É uma pena que esse foi o único disco de sucesso da Bonnie. Todas as músicas que eu já ouvi dela vieram desse disco. Mas também não importa. Na minha humilde opinião é melhor lançar apenas um disco que se torna um clássico para todo o sempre do que lançar vários discos que ficam esquecidos ao passar do tempo. Sendo assim Bonnie Tyler conseguiu seu pouco tempo de fama, mas isso foi o suficiente para ela abalar estruturas e lançar ao mundo músicas emocionantes que se tornaram verdadeiros clássicos. 





11 comentários:

  1. Back To Black S2. A morte dela ajudou muito com as vendas recentes! Já tentei ouvir Björk, mas não deu certo

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  2. back to black é um verdadeiro clássico moderno. Já A Björk ñ é pra qualquer um msm ,sua estranheza é pra poucos... rsrsrsrs

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  3. Só conheço a Björk de nome, acho que nunca ouvi nada dela. Os outros integrantes dessa lista são fodásticos. Confesso que tenho uma quedinha por músicas dos anos 80 como as da Bonnie Tyler.

    @_Dom_Dom

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  4. Conheço os dois primeiros CDs, eles são muito bons mesmo. O cd do Queen também parece ser interessante, fiquei com vontade de escutar algumas músicas. gostei do post e das indicações :)

    Abraços
    www.entrepaginasdelivros.com/

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  5. Só conheço de nome e uma ou outra música. Nossa...sério, só umas musicas mesmo.
    David Guetta é o que mais conheço (dããã, tem musica dele em tudo que é lugar...)
    Os outros nem conheço muito mesmo. É, nessas horas é que é bom pesquisar musica, fico boiando com o que nunca ouvi =/

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  6. Bjor não me desce. Você é super eclético né? KKK Poxa.

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  7. A Björk é mais conhecida por suas estranhices do q por suas músicas. Já Bonnie Tyler é puro anos 80!!!!

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  8. Os 2 primeiros são os mais conhecidos dessa lista, mas como vc disse o Queen tbm é mt interessante. The Works ñ é o melhor disco deles, mas tem boas músicas. Ouça e tire suas conclusões! =D

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  9. kkkkkkkkkkk
    David Guetta tá tocando em td quanto é lugar!!!!! Seria impossível vc ñ conhecer nenhuma música dele! rsrs

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  10. Nem tão eclético. Eu gosto sim d pop, rock, um pouco de hip&hop e tbm da estranheza da Björk (rsrs), mas eu ñ suporto essas músicas de sucesso brasileiras, como sertanejo, pagode, axé, funk... Isso eu nunca ouço!!! rsrsrs

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  11. Adorei a sua seleção e olha que dessa vez tenho que tira o chapéu porque uma vez na vida já escutei a musica de pelo menos um dos artistas citados. Adorei!

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