postado por Matheus em 29 outubro 2012

Resenha | O Poderoso Chefão

Autor: Mario Puzo
Editora: Record
Páginas: 444
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Avaliação: 


Sinopse
O Poderoso Chefão é um romance de ficção escrito por Mario Puzo, originalmente publicado em 1969, sobre uma família de mafiosos de origem siciliana que imigra para os Estados Unidos da América.
Mario Puzzo tornou-se um escritor conhecido mundialmente com este livro, seu terceiro romance. Ele faz uma biografia imaginária de um cappo da máfia nova-iorquina, desvendando o submundo do crime organizado. 




Resenha

     Muitos dos aficionados por leitura assistem alguns filmes porque já leram os livros nos quais foram baseados. Mas como meu lado “cinéfilo” pesa mais que meu lado “leitor” eu já li alguns livros pois eu vi (ou pretendia ver) o filme que se baseou nele. Esse foi o caso de O Poderoso Chefão.
     Sempre eu ouvia falar muito bem dos filmes da série O Poderoso Chefão, mas por um tempo eu nem sabia que existia o livro no qual o filme foi baseado. Mas numa das minhas passagens na biblioteca da escola eu achei esse livro, e não pensei duas vezes para emprestá-lo, lê-lo e logo depois assistir os 3 filmes, que eu já pretendia assistir à tempos. Logo que eu comecei a ler alguns quesitos me desencorajaram. Os capítulos enormes (só o primeiro tem 63 páginas!), alguns erros de digitação e a constante mudança de personagem principal ao passar dos capítulos foram uns desses motivos. Mas eu passei por tudo isso, li o livro inteiro e posso dizer que não me decepcionei.

      Mesmo com diversos personagens, tudo gira em volta do grande Don Corleone. Ele é um grande mafioso nova-iorquino que tem vários afilhados. Sendo assim, muitos de seus afilhados pedem favores ao seu grande padrinho, favores esses que ele sempre consegue realizar. Mas por traz desses desejos realizados Don Corleone tem algumas intenções, sendo que sempre que precisa ele também pede favores aos seus afilhados, favores esses que somente eles podem fazer e que não podem ser negados. Logo no início do livro isso é mostrado magistralmente pelo escritor Mario Puzo. Durante a festa de casamento de sua filha, Connie Corleone, Don Corleone está em seu escritório conversando com alguns de seus afilhados. Depois de acabada a festa a realização do pedido de Johnny Fontane (um de seus afilhados) é contada para mostrar o grande poder que o grande Don tem.

- Por que devo ter medo agora? Muita gente tem procurado matar-me desde os meus doze anos de idade.
Don Corleone; Pág. 126

     Johnny era um famoso cantor e ator hollywoodiano, que chegou ao estrelato graças a ajuda de seu amado padrinho. Mas mesmo com todo seu prestígio ele não conseguia um papel muito importante na sua carreira. Isso porque o produtor do filme foi traído pela mulher, que o traiu com o próprio Johnny. Então a única saída era pedir ajuda ao seu padrinho. Logo Don Corleone conversou com seu consigliori (uma espécie de ajudante do Don), Tom Hagen, e logo eles acharam um bom modo de resolver o caso de Johnny. Hagen foi conversar com o produtor do filme e não demorou em perceber que ele realmente não iria dar o papel a Johnny. Visitando a casa do produtor Hagen percebeu que ele tinha um grande amor por seus cavalos de corrida, principalmente um, que lhe custou muito dinheiro. Então, para conseguir o que queria, Hagen achou um jeito de matar o precioso cavalo, arrancar sua cabeça e coloca-la na cama do próprio produtor. Quando acordou, apavorado com a cabeça de seu animal preferido na cama, ele decidiu que não tinha outro jeito, ele teria que dar o papel a Johhny Fontane.
     Depois dessa pequena anedota violenta a estória principal vem à tona. Um grande traficante de entorpecentes, Sollozzo, vai em busca de ajuda financeira de Don Corleone. Mas o negócio da família não tinha nada a ver com drogas (eles trabalhavam com a exportação de azeite e os jogos de azar) e o Don achava esse negócio muito sujo e perigoso. Sendo assim ele não aceitou a proposta. Mas o que ele não pensava era que essa decisão iria provocar a fúria não só de Solozzo, mas também de outras famílias, como os Tattaglia. Como vingança, Sollozzo mandou matar Don Corleone, mas não conseguiram mata-lo, apenas o deixaram gravemente ferido.
     Depois disso o livro segue uma jornada violenta e perigosa por vários negócios da família Corleone, até chegar à um final surpreendente.

     Como já citei, a violência é algo muito comum no livro. Volta e meia alguém é morto das formas mais diferentes possíveis. Alguns morreram com simples tiros, outros em explosões, alguns até mesmo estrangulados. Ou seja: uma pura chacina!
     Entre toda essa matança há algumas histórias de amor. Algumas aconteceram apenas pelo prazer do sexo (como a do Santino Corleone, filho do grande Don, com a madrinha de casamento da sua irmã, Lucy Mansini), mas outras são realmente apaixonantes (como o breve caso de amor entre Michael Corleone, filho do Don, e Apollonia, uma linda e doce italiana).
     Erros de digitação é o que não falta no decorrer do livro. Há casos de  troca de letras e  outros até mesmo de erros de grafia. Fora isso, o alto nível de preconceito presente no livro é outro ponto fraco. Eu sei que eles eram necessários para mostrar o egoísmo das famílias, mas o Mario Puzo não precisava pegar tão pesado assim!

Em minha cidade eu tentaria manter o tráfico com a gente de cor, com os pretos. São os melhores fregueses, os que trazem menos complicações e de qualquer maneira eles são animais. Não têm respeito por suas mulheres, suas famílias ou por si mesmos. Que percam a alma com entorpecentes.

Pág. 287


Mesmo com todos esses contras o final do livro é instigante e ótimo. Vale a pena passar por cima de todas essas partes ruins para chegar a um clímax emocionante, e, é claro, violento. Não sei se todos podem gostar da leitura de O Poderoso Chefão, já que há muitas partes “teóricas” até chegar às grandes partes emocionantes. Mas não custa nada tentar lê-lo! Eu tenho certeza que após a leitura do primeiro e do segundo capítulo você já terá toda certeza se acha o livro maravilhoso ou péssimo.



11 comentários:

  1. Fernanda Mendonça29 de outubro de 2012 20:20

    Já ouvi falar muito do filme e só recentemente ouvi falar do livro...Minha vontade de conhecer as histórias nunca foi muito grande. Veja bem, eu nao torceria o nariz, mas não é algo que eu vá atrás, entende?

    Quanto aos erros de digitação, creio que isso aconteceu frequentemente, e digo isso com grande infelicidade.

    Quanto ao preconceito, eu nao ligo muito pra isso em alguns livros - se tem algum motivo disso acontecer, entende? Acho que além de mostrar o egoismo das familias - no caso desse livro - mostra também o pensamento da época. Não acho que um autor possa ser julgado por escrever coisas q sao politicamente incorretas nos dias de hoje, mas que eram completamente normais e aceitaveis no seu tempo.


    =***

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  2. Gostei mt do seu ponto d vista em relação ao preconceito contido no livro, vc colocou sua opinião mt bem.
    Q pena q vc ñ tem mt vontade p/ ler o livro, talvez vc até gostasse...

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  3. Nossa! Não sabia que existia o livro de "O Poderoso Chefão", imaginava que eram apenas os filmes mesmo. Apesar de ser um "clássico" do cinema, nunca cheguei a assistir. Para mim, o grande problema é o tamanho dos capítulos, 63 páginas só o primeiro capítulo?!?! Isso é pra fazer qualquer um desistir na mesma hora. Mas mesmo com todos esses pontos negativos, fiquei curioso pra lê-lo.

    @_Dom_Dom

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  4. Gosto de histótias violentas, acho que iria gostar do livro, já q sou um et que ainda não vi os filmes, é. Erro de digitaçao atrapalha mesmo! ACho q vou tentar ver os filmes, pelo visto o final de ve ser muito bom!

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  5. O final ñ é tão emocionante como eu pensava, mas a maneira q ele foi contado deixou-o mt bom!!!!

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  6. vrdd! os capítulos gigantescos desanimam qualquer um. Mas como eu disse é bom passar por cima d td isso e ler o livro inteiro, q é mt bom!!!!!

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  7. livros com capítulos longos são massantes, ainda mais quando se tem troca de personagens e erros da editora, acho que não teria lido até o fim. Felizmente você não se decepcionou mesmo tendo alguns pontos fracos. Gostei da sua resenha e de conhecer esse livro, mas não sei se eu leria...

    Abraços
    www.entrepaginasdelivros.com/

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  8. Nooooossa! Quem nunca? Quem nunca ouviu falar dos filmes e quis ver como era esse livro? Adoro *-*
    Gente, é um dos que um dia quero ler! Com certeza a história é boa e chama atenção de cara. Nossa, que vontade deu agora de ler, sério.

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  9. O livro deve ser INCRÍVEL D: A capa é perfeita, ai, eu quero.

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  10. Eu não sabia dessa que tinha um livro. Adorei e quero lê-lo apesar dos problemas na escrita, mas isso não deve tirar a magia da leitura e de um bom livro. Adorei a sua resenha e fiquei curiosa com o livro em si.

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