postado por Matheus em 10 dezembro 2012

Resenha | Orgulho e Preconceito

Autor: Jane Austen
Editora: Biblioteca Folha
Páginas: 384
Skoob: ADICIONE
Avaliação:

Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.



Resenha

     Uma coisa que eu nunca vou entender é como que rotulam um certo livro, filme ou disco como um clássico. Por questão de qualidade não é, porque há muitas obras antigas ótimas que não são consideradas clássicas. Em questão do impacto social também não deve ser, porque há obras que se tornam grandes sucessos mundiais e logo são esquecidas e também há outras obras que são ignoradas pelo público da época, mas logo depois são relembradas e então se “classicalizam” . De uma forma ou de outra, há sempre aqueles filmes, livros ou discos que nós sabemos desde o começo que eles são clássicos. Há um quê mágico nessas obras, que as deixam com esse estilo de “clássico”. Orgulho E Preconceito é assim, ele contem um quê a mais, que o deixa com um ótimo sabor de clássico.

     A estória romântica é consideravelmente simples. Elizabeth Bennet mora numa casa simples junto com seus pais e suas quatro irmãs, são elas Jane, Lydia, Kitty e Mary. Para a sociedade inglesa da época eles eram considerados uma família pobre, mas Lizzy (como Elizabeth era comumente chamada), não ligava para isso, o que ela realmente queria era ser feliz, e sua vida simples trazia muitos momentos felizes para ela. A Sra. Bennet era extremamente afetuosa com suas filhas, mas à suas maneira. O que ela mais queria era achar maridos para suas filhas o mais rápido possível, de preferência ricos. E para fazer isso ela não media esforços, sempre tentava impressionar a todos por dotes que suas filhas supostamente tinham. Essa ignorância misturada com a simplicidade da Sra. Bennet fazia com que Jane e Lizzy se sentissem muitas vezes envergonhadas de sua mãe, principalmente quando estavam em público. Mas o gênio difícil de sua mãe era compensado com o gênio do pai. O Sr. Bennet era completamente inteligente, muitas vezes ele preferia o silêncio ou uma resposta sarcástica para responder às insinuações tolas e fúteis de sua esposa. E além do mais, Elizabeth e Jane eram as filhas preferidas dele.
     A Sra. Bennet já estava preocupada com a falta de marido de Jane, pelo seu ponto de vista ela já havia passado da idade de encontrar homem que a sustentasse e ajudasse financeiramente a família, não era necessariamente importante que Jane fosse feliz, para a Sra. Bennet qualquer homem rico seria capaz de faze-la feliz. As esperanças da Sra. Bennet são atiçadas quando o Sr. Bingley, uma pessoa muito conhecida por sua riqueza e seu bom gênio, compra a propriedade de Hertfordshire, que fica próxima a sua casa. O baile dado pelo Sr. Bingley é um momento especial para a Sra. Bennet, ela poderia impressiona-lo e talvez, com um pouco de sorte, casar uma de suas filhas. Nesse baile Elizabeth já pôde perceber que tanto Jane quanto o Sr. Bingley sentiram-se atraídos um pelo outro. Mas a protagonista da estória, Elizabeth, não recebeu muita atenção no baile. Mas, sem perceber, ela começa a sentir certa admiração pelo Sr. Darcy, um amigo do Sr. Bingley que foi ao baile junto com ele. À princípio, Elizabeth acha-o orgulhoso e medíocre demais, mas sem perceber ela começa a se apaixonar por ele, levando a estória por rumos  inimagináveis e realmente apaixonantes.

     Com esse “breve” resumo do livro já dá pra notar que o livro tem uma estória realmente simples, mas igualmente apaixonante.
     Jane Austen tem o dom para escrever histórias românticas. Fãs de Nicholas Sparks que me perdoem, mas Jane Austen é sem dúvida alguma a melhor. Orgulho e Preconceito foi seu primeiro livro, e ela não poderia começar melhor. Ela conseguiu fazer com que um enredo simples se tornasse uma história que te prende do início ao fim, deixando você preso à vida de Elizabeth de uma forma sem igual.
     Para os poucos observadores Orgulho e Preconceito é apenas um ótimo livro que conta apenas estórias de amor de uma forma vazia. Mas se prestarmos atenção podemos notar que há muitos temas debatidos ao decorrer do livro de uma forma tão simples que pode passar por despercebidos. Jane Austen faz muitas críticas à sociedade da época, que muitas vezes se prendia aos bens materiais e esqueciam dos sentimentos; ela também faz críticas às atitudes da sociedade em um todo, mostrando que as pessoas muitas vezes agiam como tolas e supérfluas.
     A diagramação do livro é boa, mas poderia ser melhor. As letras tem um tamanho consideravelmente bom, mas o espaçamento entre linhas é curto, fazendo com que a leitura fosse, por vezes, cansativa. Os capítulos não são enormes, mas também não são pequenos. O livro tem uma capa bem simples, sem nenhuma beleza descomunal. Mas até mesmo essa simplicidade da capa serve para mostrar que o livro não se prende as aparências, mas sim ao conteúdo, tanto do livro em si como dos personagens.

     Pessoas que assim como eu não são fãs de romance podem não ter uma grande vontade de ler esse livro. Mas é necessário que todos o leiam. A escrita de Jane Austen é excepcional, e a estória em si também tem seus pontos com emoção. Como eu disse no começo da resenha, a palavra “clássico” é muitas vezes mal utilizada por aí, mas para Orgulho e Preconceito ele é um termo até mesmo simples, o livro não é apenas um clássico, ele é uma das melhores obras literárias já lançadas!  


6 comentários:

  1. Eu gosto dos clássicos, mas não sei porque viram clássicos. Acho que livros clássicos tem ar de clássico mesmo, tipo Dom Casmurro, aquele livro tem uma cara de clássico!!
    (acho que clássico é aquele livro que todo mundo sabe o nome, já ouviu falar e tal, mas nunca leu).


    Tenho vontade de ler esse, apesar de não gostar muito de romance, só os clássicos ^^

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  2. Matheus Silva Pereira11 de dezembro de 2012 17:17

    Estou totalmente d acordo com a sua classificação de clássico!!! Vale a pena ler Orgulho e Preconceito, até eu, q não gosto d romances, adorei esse livro!!! :D

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  3. Ah! Esse é um clássico, né? Todo mundo tem que ler os clássicos da literatura, afinal, eles não ganharam esse título à toa, né?!

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  4. AAAAAAAh sei que é um clássico, mas eu ainda não li ;/
    Até vi um pedaço do filme. Mas gostaria de ler o livro também. Sempre vejo ótimas recomendações. E suas 5 estrelas me animaram.

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  5. Jane Austen dispensa comentário. Eu li vários livros dela e digo que são os classicos que ficarão para história. Recomendo todos os titulos dessa autora. O filme é bom, é! Mas devoras as linhas e parágrafos dele não se comparam a telinha.
    Super recomendo. :)

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