postado por Matheus em 26 dezembro 2012

Resenha | Traição em Família

Autor: David Baldacci
Editora: Arqueiro
Páginas: 384
Skoob: Adicione
Compre: Encontre o melhor preço!
Avaliação: 

Sinopse
Após sua festa de 12 anos, Willa Dutton, sobrinha da primeira-dama, Jane Cox, é sequestrada. Estranhamente, Pam Dutton mãe de Willa, havia chamado os investigadores particulares Sean King e Michelle Maxwell à sua casa a fim de contratar seus serviços. Porém, ao chegar lá, eles encontram Pam morta, seu marido e seus dois filhos mais novos desacordados e descobrem que Willa desapareceu. Agora Jane Cox faz questão de que Sean - que já salvou seu marido de um escândalo político uma vez - e sua parceira assumam a investigação e resgatem sua sobrinha. Para resolver o caso, Sean e Michelle passarão por cima de todo mundo, até mesmo do FBI e do Serviço Secreto, e não hesitarão nem mesmo em ferir o ego da primeira-dama, se for necessário.


Resenha

Um dos grandes problemas dos livros de suspense policial é a surrealidade presente neles. Muitos livros do gênero mostram vilões e mocinhos cometendo grandes atrocidades, matando quem for preciso, mas nunca descreve o porquê deles fazerem isso ou como eles se sentem fazendo isso. Ou seja, eles escondem o espírito humano que está dentro de todos. E é nesse quesito que Traição em Família se mostra maravilhoso, sendo um dos melhores livros do gênero que eu já li.
     
A história é bem complexa, com vários pontos desconexos, mas que vão se interligando formando uma história arrebatadora e extremamente humanista. Sean King trabalha como detetive particular juntamente com sua parceira (de trabalho) Michelle Maxwell. Engana-se quem pensa que os dois formarão um lindo par romântico ao meio do livro, pois isso não acontece, não de forma escancarada. Paralelamente à história dos dois há um sequestro de duas pessoas. A primeira delas é Diane uma mulher solteira, que trabalhava normalmente e foi sequestrada sem desconfiar de nenhum motivo. O segundo sequestro (que é o que move a história) é o de Willa Dutton, uma jovem de 12 anos, que foi sequestrada em sua casa, enquanto sua mãe morreu no mesmo momento. Willa poderia ser mais uma criança sequestrada esquecida pela mídia, isso se não fosse o fato de ela ser sobrinha da primeira-dama dos EUA, Jane Cox. Outra história que se interconecta com essas é a de Sam Quarry, um velho do interior dos EUA (mais precisamente no Alabama, na Fazenda Atlee). Ele é um homem misterioso, de pavio curto, mas também muito amoroso, principalmente com Ruth e Gabriel. Ruth e seu filho, Gabriel, moram juntos na mesma fazenda que Sam, e sabiam muito de sua vida, mas não tudo...
Sean King já ajudou Jane há algum tempo atrás, quando seu marido, Dan Cox, não era presidente. Agora que Jane precisava de ajuda para descobrir o paradeiro de sua sobrinha ela pensou em pedir ajuda a Sean. Sean e Michelle decidem ajuda-la, mesmo não tendo a mínima ideia do porquê de ela querer a ajuda de dois detetives desconhecidos enquanto poderia ter todo o FBI e as agências de segurança americanas para ajuda-la. Durante as investigações de Sean e Michelle eles vão descobrir muito mais coisa do que pensaram, descobrindo segredos e erros antigos de vários personagens, envolvendo o livro numa jornada inebriante pelo mundo do poder, da justiça e do crime.

Ficou confuso com essa breve introdução do livro? Não se assuste! Mesmo com todas essas histórias diferentes e misteriosas o livro segue para o fim interligando cada coisa na sua vez. Sendo assim, cada novo capítulo revela um aspecto importante sobre a história central, e no final tudo fica explicado com a maior clareza possível. E esse é uma das qualidades do livro, a capacidade de prender-nos e fazer com que não paremos de lê-lo.

Até os legistas precisam levar as coisas na brincadeira de vez em quando, senão a vida pode ficar bastante deprimente.
Pág. 78

Como eu já disse no início da resenha esse livro se torna ótimo pois mostra os pensamentos e motivações de todos os personagens, sendo ele qual for. E é incrível a força que o David Baldacci (autor do livro) tem para darmos razão à todos os atos dos personagens. A descrição minuciosa do David sobre o porquê “daquele” ato é uma forma fatal para nos levar para dentro da história, sentindo indignação, medo, tristeza e muito mais por todos os personagens.
Reviravoltas é o que não falta no livro. Aquela sua intuição de qual era o vilão, ou quem matou, ou o porquê daquilo, posso afirmar com quase toda certeza, estará errada! É muito rápida a mudança de valores que damos aos personagens. Aquele que achávamos ser o certinho pode ter um passado mais podre do que aquele que, pelos indícios, seria o vilão. Esse é outro quesito do livro que nos deixa preso à história, pois assim os nossos pensamentos ficam misturados e confusos, sem saber muito bem em quem confiar.
Mesmo com todos esses temas “psicológicos” no livro não falta espaço para partes extremamente emocionantes! A narração dessas cenas com muita ação é feita de uma forma rápida e direta, sem nenhum lengalenga. É por conta disso que capítulos (como o do encontro de Willa) são de arrepiar, nos emocionando tanto pela ação como pelo senso humano que está presente em todos os personagens.

O livro é muito bom, falando da estruturação, dos capítulos, etc. O tamanho das letras é bom, e o espaçamento das linhas também, diminuindo assim o cansaço na leitura. Os capítulos são muito bem separados. Eles não são grandes, nem pequenos, eles são do tamanho ideal para descobrirmos tudo o que temos que saber naquele momento.

Traição Em Família é um livro único! Sua história complexa e completamente inteligente é capaz de prender a atenção dos mais variados tipos de leitores, isso porque no meio dessa história “psicológica” há muito espaço para partes cheias de ação, mas uma ação diferente e muito bem utilizada. Uma história excepcional sobre justiça, poder, violência e compaixão, mas acima de tudo sobre a essência do ser humano. Um livro que merece ser lido por todos, seja fã ou não do gênero.

Quando você ama alguém, tem que estar preparada para odiar também. E às vezes o ódio vence. [...] Mesmo que você tenha um motivo muito forte para odiar alguém, precisa se livrar do ódio. Porque, se não fizer isso, ele vai destruir a sua vida. E, ainda pior, não vai deixar nenhum espaço para que o amor entre.
Pág. 347


9 comentários:

  1. Sua resenha está super detalhada e muito precisa, Paulo. Me deixou com vontade de ler o livro. Ainda não conheço o estilo de escrita do David. recentemente comprei um livro dele na Ricardo Eletro, tava na promoção, mas ainda não li. Chama-se "Toda a Verdade". Concordo com você no que diz respeito à falta de abordagem de alguns aspectos psicológicos dos personagens, principalmente dos vilões. E é por isso que este vai para a minha lista, rsrsrs. Um abração!

    ResponderExcluir
  2. Oi Ilmara... Que bom que gostou! Mas na verdade esta resenha foi escrita pelo Matheus.. rsrsr
    Eu já li "Toda Verdade" e é um ótimo livro. Você vai gostar!

    ResponderExcluir
  3. Eu realmente fiquei meio perdida com tantas estórias e personagens. kkkkkkkkkkkkkkkkk! Mas eu adoro esses suspenses policiais então tenho certeza que eu vou curtir esse, até vou anotar na minha listinha.
    beijos

    ResponderExcluir
  4. Eu nunca gostei muito do gênero policial, justamente por este fato dos autores não conseguirem dá um ar mais humano a trama.
    Isso para mim só foi mudar com Eu, Alex Cross do James Patterson, um gênio do suspense para mim.
    Coincidência ou não, ele é um autor também da Arqueiro, que tem outros mestres como o Harlan Coben.
    Fiquei interessada no livro após a sua resenha. Muito bem elaborada. Só achei que ficou extensa, mas entendo perfeitamente, pois quando gostamos de um livro é impossível nos determos em poucas palavras.
    Um beijo

    Baiana Literal
    http://tharcilalima.blogspot.com

    ResponderExcluir
  5. Eu nunca gostei muito do gênero policial, justamente por este fato dos autores não conseguirem dá um ar mais humano a trama.
    Isso para mim só foi mudar com Eu, Alex Cross do James Patterson, um gênio do suspense para mim.
    Coincidência ou não, ele é um autor também da Arqueiro, que tem outros mestres como o Harlan Coben.
    Fiquei interessada no livro após a sua resenha. Muito bem elaborada. Só achei que ficou extensa, mas entendo perfeitamente, pois quando gostamos de um livro é impossível nos determos em poucas palavras.
    Um beijo

    Baiana Literal
    http://tharcilalima.blogspot.com

    ResponderExcluir
  6. Pelo q eu estou percebendo a Editora Arqueiro tem os melhores lançamentos do gênero de suspense policial. Eu já li Jogada Mortal, do Harlan, e também adorei, mas Traição em Família é melhor por esse quesito "psicológico".
    Eu tbm percebi q a resenha ficou bem extensa, mas eu comecei a escrever e ñ consegui para mais! rsrsrs

    ResponderExcluir
  7. Mas como eu disse todas essas histórias se juntam e formam uma história clara e emocionante. Vale a pena ler!! ;)

    ResponderExcluir
  8. Que bom q vc gostou da resenha. Se Toda a Verdade for tão bom quando Traição em Família eu posso afirmar q ele é um livro ótimo!!! =D

    ResponderExcluir
  9. Desculpa, Matheus. Não prestei atenção à autoria. Parabéns pra vc pela resenha, um beijo! ;)

    ResponderExcluir