postado por Matheus em 30 dezembro 2012

O Que Passou Por Meus Fones #17



Como vocês devem estra sabendo, essa postagem do "O Que Passou Por Meus Fones" é a última... do ano!!! Essa semana eu ouvi mais discos de rock, mas teve um lançamento de pop também, vejam e falem o que acharam pelos comentários!
Mas antes de acabar o ano eu queria dizer que foi muito bom compartilhar tudo o que eu ouvi com vocês nessa minha amada coluna do blog. Espero que o ano que vem eu continue com todo esse fôlego, mostrando para vocês os melhores discos. E fiquem ligados, amanhã vai ter um post "especial de fim de ano" feito inteiramente por mim, mostrando as melhores obras que eu vi pelo ano (tanto discos como livros e filmes). 




Funeral | Arcade Fire

Quando se fala de banda emo aqui no Brasil logo vêm em mente “bandas” como Restart, Cine, etc. Mas poucos sabem que bandas estrangeiras desse estilo podem ser muito boas, e esse é o caso do Arcade Fire.
O disco inteiro é feito de músicas únicas, com letras maravilhosas, vocais simples e tocantes e melodias melancólicas e apaixonantes. “Neighborhood #1 (Tunnels)” abre o disco mostrando justamente isso que eu disse. Depois há mais três músicas que completam essa sequência “Neighborhood”, fazendo com que todas essas quatro músicas formassem uma história linda e emocionante. Depois desse início fenomenal há a linda “Crown Of Love”. Essa música contém uma batida ainda mais melancólica e triste que as demais, mas sua letra ganha destaque, com seus versos poéticos e maravilhosos que falam do amor de uma forma jamais vista. “Wake Up” começa com uma batida mais alegre que o normal, mas é só chegar os vocais do Win Butler que toda aquela melancolia retorna. Nessa música a melodia tem uma leve mudança, dando destaque para alguns instrumentos mais “rock” e também há uma sequência bem contagiante quase ao final. Um pouco mais a frente vem a contagiante “Rebellion (Lies)”. Essa música diferencia do restante do álbum devido ao seu ritmo, mais contagiante que o comum, mas igualmente boa. O disco fecha de uma forma magistral com a impressionantemente linda “In The Back Seat”. O grande diferencial dessa música fica por conta dos vocais, que são inteiramente da Régine Chassagne (outra integrante da banda), dando ao disco um toque mais feminino, aumentando ainda mais a dramaticidade natural do álbum.
Muitos críticos colocaram “Funeral” como um dos melhores discos de 2004, mas isso foi totalmente merecido. Seu estilo diferente, nostálgico e melancólico é maravilhoso, completando assim as letras ainda mais perfeitas e os vocais profundos do casal fundador da banda. Preciso falar mais uma vez o quão perfeito as músicas de “Funeral” são?





Ficar fora do circuito comercial por muito tempo pode significar o fim da carreira de um artista. Mas as chances de isso acontecer com uma banda tão influente como o Aerosmith são pouquíssimas, e o lançamento desse disco depois de oito anos sem nenhum disco de estúdio comprovou isso.
Com esse disco o Aerosmith provou que ainda tem fôlego pra fazer discos eletrizantes de puro hard rock! O disco já abre muito bem com a faixa “Luv XXX”, que antes de começar tem uma “introdução” ao álbum. Essa introdução é no estilo de uma hipnose, nos falando que entraremos em outra dimensão, nos falando que temos que esquecer nossos problemas e o nosso mundo. Sendo assim, o título do disco cai muito bem! Mas voltando de volta na música, “Luv XXX” é feito de um hard rock contagiante e muito bom. Já nessa faixa o Steve Tyler tem poder para arrasar, cantando de uma forma única. “Beautiful” continua com o mesmo estilo ótimo da música anterior, mas no refrão ele muda completamente, indo para um lado mais “calmo”. “Tell Me” muda o estilo do álbum ainda mais. Essa é uma daquelas baladas românticas que só o Aerosmith consegue fazer, com uma melodia linda (mas o tom hard rock continua) e uma letra apaixonante.
O primeiro single do disco, “Legendary Child”, é outra música que merece todo destaque. Sua batida é um pouco mais pesada que as demais, e os vocais do Steve soam mais animados e poderosos do que antes. “What Could Have Been Love” é outra balada romântica lacrimejante da banda. Uma das faixas que mais despertavam curiosidade era “Can’t Stop Loving You (feat. Carrie Underwood)”, e o motivo pode ser observado no seu título: a participação da Carrie. Essa famosa cantora country/pop não tem nada a ver com o estilo da banda, mas foi incrível como ficou perfeita a combinação da sua voz com a do Steve, criando assim uma música perfeita, tanto nos vocais como na batida apaixonante. Depois dessa vem outra música emocionante, a linda “We All Fall Down”, que se junta com essas outras músicas citadas no “hall das baladas perfeitas”. O disco fecha com a lacrimejante “Another Last Goodbye”, que se mostra emocionante tanto na sua melodia calma seguida de um simples piano como na letra e nos vocais poderosos do Steve Tyler. Depois que essa música acaba aparece a mesma voz que apareceu no começo do disco, falando agora que a nossa sessão de hipnose estava acabada, e nós podemos voltar ao nosso mundo real. Mas seria melhor continuar naquele mundo perfeito do Aerosmith.
“Music From Another Dimension!” serviu para mostrar que bandas boas nunca ficarão no anonimato, e sempre continuarão lançando álbuns bons até quando puder. O disco se mostra ainda mais grandioso devido à sua rápida e leve transição de uma música pesada de hard rock para baladas românticas melodiosas, agradando assim diversos gostos.  




Paranoid | Black Sabbath

É incrível o poder que certos álbuns têm para influenciar o mundo da música inteiro à sua frente. Isso sempre se deve ao seu estilo inovador e que agrada a todos os fãs do gênero. “Paranoid” pode mostrar, muito facilmente, esse poder que um álbum pode ter.
O disco tem um início completamente estratosférico. “War Pigs” abre “Paranoid” de uma forma espetacular. A começar pela letra, uma forte crítica política que nos faz refletir sobre o nosso mundo atual. Os vocais eletrizantes do Ozzy Osbourne se encaixam com perfeição na batida totalmente heavy metal, que ganha maior impulso na guitarra arrepiante do Tonny Iommi. Depois desse começo único o disco não perde o ritmo, indo até o fim com a mesma qualidade. A faixa título vem logo depois com o mesmo estilo, mas com um quê a mais na voz do Ozzy, e também com um riff “paranoico” de guitarra, que chega para incrementar a letra poética e maravilhosa. “Planet Caravan” muda completamente a batida da música, deixando de lado todos aqueles instrumentos estonteantes para trazer à tona um ritmo totalmente psicodélico, que se junta com a letra para formar uma viagem totalmente maluca e “sem sentido”. Mas é só chegar a próxima faixa, “Iron Man”, que aquele ritmo pesado volta com força total. E para impulsionar no começo da música há outro riff de guitarra memorável. A composição é um espetáculo a parte, uma verdadeira apoteose de ficção científica.
Um pouco mais a frente vem “Half Of Doom”, outro grande destaque do álbum. Sua letra é o grande ponto forte da música. Ela fala de política, de drogas, da medíocre vida humana e de várias outras coisas de uma forma estranhamente forte. O ritmo dessa música também é muito bom, mudando rapidamente de compasso em diversas vezes, indo de um toque mais leve para outro completamente pesado, mas nunca sem perder o foco: o heavy metal. “Rat Salad” é a única música instrumental do disco, mas nem por isso ela deixa de ser boa; isso se deve principalmente a bateira pulsante, o grande destaque da música. O disco acaba de uma forma bizarra, mas igualmente boa. “Fairies Wear Boots” tem uma letra completamente louca, uma verdadeira “viagem”, que eu tenho quase toda certeza que foi escrita enquanto eles estavam drogados (rsrs). Mas mesmo assim a faixa tem uma batida inebriante e muito boa.
“Paranoid” mudou para sempre o mundo do rock. Suas letras altamente políticas e críticas se encaixavam perfeitamente ao estilo do som da banda, misturas perfeitas de ritmos pesados, um pouco de psicodelia e muito estilo, formando assim um dos melhores discos que o heavy metal já viu.   




Lotus | Christina Aguilera

Uma das maiores depressões vividas por qualquer aficionado por música é ver aquele artista com uma grande potência vocal gravando músicas que não dão o devido valor a sua voz, dando mais destaque às melodias, quase sempre sem graça. Depois de ouvir “Lotus” é essa a sensação que temos!
Depois do fraco desempenho comercial do seu álbum anterior, “Bionic”, Christina Aguilera embarcou na carreira de atriz e jurada de reality show. Mas agora ele decide voltar ao que sabe fazer de melhor: cantar. Mas não fiquem empolgados esperando músicas que destacam sua voz potente e maravilhosa, pois você não vai achar isso. O disco tem uma introdução bem fraquinha, que já nos prepara para o pior, tendo uma melodia bem simples, sem grandes impactos, e uma voz “mais do mesmo” da XTina. Depois desse início fraquinho vem uma das melhores (senão a melhor) faixa do álbum. Nessa faixa a Christina tem a chance de nos mostrar sua voz potente e completamente afinada, mas ainda dando espaço para uma melodia bem contagiante. A letra é mais do mesmo, falando de superação, mas mesmo assim merece uma olhada. “Red Hot Kinda Love” escorrega feio! A voz da XTina beirou o bizarro naqueles gritinhos do refrão, e a batida da música também não ajuda muito, deixando a música superficial demais. “Make The World Move (feat. Cee Lo Green)” também dá lugar aos bons vocais dos dois artistas, mas eu senti que a melodia da música precisava de um pouco mais de animação. “Your Body”, o primeiro single do disco, é uma música bem legal. A voz da Christina foi bem utilizada e a batida não é muito contagiante, mas foi bem trabalhada.
Um pouco mais a frente há algumas faixas que destacam muito bem a voz perfeita da Christina. Esse é o caso de “Blank Page”, “Best Of Me” e “Empty Words”, ambas baladas românticas bem melosas que podem até agradar boa parte do público.

Fora essas, as outras músicas do disco não contém nada de espetacular. Todas elas são bem produzidas, mas as melodias delas são, na maioria das vezes, mornas, e a voz da Christina Aguilera não foi tão bem utilizada, sendo que ela poderia se sair melhor. O melhor a fazer é você ouvir e tirar suas próprias conclusões!   



6 comentários:

  1. Melodias melancólicas, gostei. Realmente bandas emos estrangeiras são bem melhores. Matheus vc gosta de música nacional? Pergunto isso pq sinto falta das músicas brasileiras nos seus posts. Já teve uma época em que eu achava que para a música ser boa ela tinha que ser estrangeira. Hoje sou completamente apaixonada por música nacional. Gosto de Pitty, Legião, Engenheiros do Hawaii, Caetano, Frejat, Chico Buarque, nossa se eu for colocar todas esse comentário vai ficar enorme rsrs. Eu conheço apenas algumas músicas do Aerosmith e gosto bastante delas. Quanto a Christina Aguilera, não gosto muito. Acho as músicas dela meio chiclete, que as vezes dá vontade de escutar, fica na cabeça mas que não faz parte da minha lista de cantares preferidos. Minha irmã gosta bastante do Ozzy, tenho algumas musicas dele no celular por influência dela rsrs. Gostei do post, vou procurar a primeira banda, já que as outras eu conheço.

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  2. O Arcade Fire tem músicas maravilhosas! Vale a pena ouvir! ;)
    Mas eu gosto também de algumas músicas brasileiras, mas são poucas. Eu sou fã da Pitty (já fiz a resenha dos 3 discos dela aqui no blog, procure!) e também adoro Legião Urbana, que também já foi resenhado no blog. Mas a minha preferência são os estrangeiros, não porque eu despreze a música brasileira, mas a grande maioria dos artistas brasileiros que estão em fama agora são tão banais, tão fúteis, que eu nem gosto de ouvir!

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  3. Perguntei só por curiosidade mesmo. Eu mesma adoro música brasileira, mas as bandas que eu gosto são todas antigas, realmente essas bandas novas da modinha não me atraem em nada. :)

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  4. Eu quase não tenho escutado musica ultimamente, mais gostei muito das que você separou para mostrar no post.
    beijos

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  5. Ultimamente estou tão parada em marron 5, que esqueci o fato de existir outros tipo de musicas por ai. Comecei a amar Ricky Martin (as músicas em espanhol, porque as em inglês, só deus na causa), eu mesma acho isso estranho, você também não acha ? uma menina de 15 anos que ouve e gosta de Ricky Martin.
    Não gosto muito dos artistas que citou, a que mais me agrada é a Christina Aguilera, mas não são todas as músicas que eu gosto.


    Beijos, Dai :*

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  6. Eu só gosto de uma música do Marron 5, Moves Like Jagger.
    Eu ñ gosto mt de Ricky Martin, mas rachei na hora que você disse "só Deus na causa". kkkkkkkkkkkkkkkkk

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