postado por Matheus em 03 fevereiro 2013

O Que Passou Por Meus Fones #20



Hoje estou aqui, agora no dia correto, para mostrar à vocês tudo o que eu ouvi pela semana. Foram poucos discos, mas em compensação eram muito bons. O rock predominou, mas também teve um disco mais pop, vejam e depois deem sua opinião pelos comentários.
Não viu o post da semana passada? Veja aqui




Pra quem está acostumado a esperar anos por um disco novo de sua banda/artista preferido pode parecer até estranho o fato de Elton John ter lançado 5 discos em apenas 1 ano e 6 meses. Se isso era por pressão da gravadora ou por seu afinco ao trabalho ninguém sabe, mas o que todos sabem é que dessa “ninhada” de discos saiu um que, mesmo sendo esquecido por boa parte do público em geral, se mostra ainda muito cativante e bem produzido: este é “Madman Across The Water”.
O disco inteiro é permeado por um clima melancólico e nostálgico, com muitas brisas de romantismo, criando assim faixas que, mesmo não se saindo tão bem no seu lançamento, agora soam como tesouros perdidos há muito tempo atrás. O disco abre com “Tiny Dancer”, uma das músicas mais conhecidas do Elton hoje em dia. Ela tem um estilão country-rock perfeito, com ótimos arranjos de rock e um violão tipicamente country ao fundo, deixando a faixa ainda melhor. A próxima faixa, “Levon”, continua com o típico estilo do álbum, mas o refrão dela abriga um poder vocal do Elton extremamente emocionante. A letra da música também é a típica composição do Elton John, contando uma história cheia de metáforas e um alto nível poético. A faixa-título tem um ritmo um pouco mais obscuro, mas ainda tem os vocais poderosos do Elton. Outra música que merece todo destaque é a calmante “Holiday Inn”, uma linda música extremamente simples mas que, nas mãos do Elton John, se torna uma perfeita combinação de country com rock, dando mais destaque aos arranjos marcantes de country.
Nessa época onde músicas produzidas cheias de máquinas eletrônicas e equipamentos tecnológicos predominam o mercado musical ouvir “Madman Across The Water” pode ser uma ótima alternativa para aqueles que querem fugir do comum, mas ainda assim ouvindo músicas boas e extremamente emocionantes.



Some Nights | Fun.

É difícil explicar o som da banda Fun. para quem nunca ouviu nenhuma música deles. Se você é dos muitos que ouviram, gostaram e viciaram no hit “We Are Young (feat, Janelle Monáe)” pode ter certeza, você não ira se arrepender de ouvir “Some Nights”.
Esse disco, por vezes sentimental e melodramático, por vezes divertido, por vezes cinematográfico, se inicia com uma linda introdução (que leva o mesmo nome do álbum), introdução essa que tem uma letra perfeita, vocais perfeitos do Nate (vocalista da banda) e uma melodia experimental, mas ainda sim agradável aos ouvidos. Depois dessa boa introdução vem a faixa-título (isso mesmo: tem duas faixas com o mesmo nome no álbum, mas são completamente diferentes). A batida rápida e contagiante combina perfeitamente com a letra repleta de diversas interpretações. A voz do Nate continua ótima, mas quase no fim ele dá uns gritinhos, digamos, desnecessários; mas nem esse deslize consegue obscurecer o seu talento. “We Are Young (faet. Janelle Monáe)” vem logo depois, com sua melodia viciante, sua letra inspiradora e sua autoestima sem tamanho. Resumindo tudo ela é uma música perfeita, um dos poucos hits do ano passado que mereceram o seu lugar ao sol. Não só bastando ter uma letra perfeita o Nate Ruess ainda coloca um nível emocional sem igual na sua voz, dando à música ainda mais emoção. “Carry On” começa com uma melodia mais simples que o normal da banda, mas mal se passa o refrão que já ouvimos de volta todas aquelas melodias entrecruzadas numa batida muito bem produzida; isso sem contar na letra, ainda mais impecável que antes, e de uma inspiração sem tamanho. “Why Am I The One” traz à tona um elemento que nunca permeou muito as músicas do Fun.: o romantismo. Com uma melodia simples mas tocante, a música tem seu destaque com a composição, romântica e sentimental ao ponto certo. O disco fecha muito bem com a cativante “Stars”, que fica oscilando entre o estilo contagiante da banda ou um tom mais melancólico e nostálgico. No fim, pode até parecer que a música ficou “misturada” demais, mas ainda assim ela tem seu valor.
Fugindo do convencional e da moda das boys bands atuais o Fun. se saiu extremamente bem, conseguindo agradar o público em geral (o disco já vendeu aproximadamente 450 mil unidades só nos EUA) e ainda sim ganhando a aclamação da crítica. Um disco que todo bom antenado com a música atual tem que ouvir, sendo qual for seu gênero musical preferido, pois “Some Nights” tem uma mágica estranha de poder agradar os fãs de qualquer gênero, mas ainda assim não podendo ser classificado tão facilmente.



Day & Age | The Killers

“Day & Age” não tem toda a melancolia presente em “Sam’s Town”. Ele também não tem toda a animação do disco mais recente da banda, “Battle Born”. Já que ele foi lançado entre esses dois, nada mais justo do que ele ficar oscilando entre o estilo predominante dos dois, mas ainda assim sendo uma obra completamente diferente.
Nesse disco o The Killers encontrou um estilo meio surreal e fantástico, usando diversos elementos eletrônicos para engrandecer ainda mais suas simples melodias de rock. Já no início podemos ter uma completa noção do que é o álbum em si, com “Losing Touch”. Essa música tem uma melodia calma, mas ainda assim não monótona. Essa mistura de toques eletrônicos e batidas de rock faz com que a música fique diferente e cativante, podendo não nos emocionar, mas nos fazer se sentir bem. A próxima faixa, “Human”, continua com o mesmo estilo rock/eletrônico, mas há algo de diferente com a voz do Brandon Flowers (vocalista da banda) que deixa a música com um nível melancólico mais elevado, dando assim à música um quê a mais. “Starman” pode ser muito facilmente a melhor música do disco, e é fácil saber porque quando a ouvimos. Com uma batida rápida, descontraída e contagiante, a música fica ainda melhor com a voz poderosa e por muitas vezes emocionante do Brandon, e se engrandece ainda mais com a letra, fantasiosa, mas igualmente inteligente e poética. “A Dustland Fairytale” pode parecer um tanto romântica quando ouvida sem observar a letra, mas aí é só ver sua tradução que percebemos que o romance passou longe da música. Sua letra é um tanto dramática e melancólica, mas ela cai muito bem na voz do Brandon, que se mostra perfeito com esse tipo de música. “This Is Your Life” pode parecer estranha no início, mas não demora para a contínua melodia melancólica aparecer e tornar essa música mais uma das várias músicas cativantes do álbum. A penúltima música do álbum, “The World We Live In”, é uma das mais emocionantes de todo o álbum. Sua batida fica oscilando entre a extrema melancolia e uma batida mais alegre; a letra é bem misteriosa e um tanto estranha, mas (como sempre) ela fica perfeita cantada pelo Brandon.
Místico, fantasioso e magnífico desde a capa até a última música “Day & Age” pode não ser um clássico do indie rock, mas conseguiu agradar a maioria da crítica e também o público em geral. Se você não conhece o The Killers esse álbum pode ser o pontapé inicial perfeito, e se você já conhece, ouça (ou reouça) esse disco fantástico, que com sua melancolia e suas melodias bem produzidas e contagiantes consegue agradar os mais diversos gostos.


The Beginning | The Black Eyed Peas

Desde que entraram em cena (em 1995) o The Black Eyed Peas constantemente vem mudando de estilo. Eles já passaram pelo hip&hop, pop, R&B e, desde “The E.N.D.”, embarcaram de vez no electro-pop. Isso pode fazer com que eles ganhem cada vez mais fãs, mas muitas vezes eles tentam fazer músicas que agradam a todos e no fim terminam com batidas um tanto sem graça e vozes altamente distorcidas. E isso está altamente presente em “The Beginning”.
Mas isso não quer dizer que o disco seja ruim, mas ele tem várias faixas que são, digamos, desprezíveis. Esse não é o caso da faixa inicial, “The Time (Dirty Bit)”, pura pirotecnia eletrônica misturada com altas doses de nostalgia musical e um pouco de “obscenidade”. A faixa abre com um sample do clássico cinematográfico “(I’ve Had) The Time Of My Life”, faixa-tema do filme Dirty Dancing – Ritmo Quente. Não se engane pensando que esse estilo calmo e nostálgico seguirá até o final, pois é só acabar esse primeiro refrão que toda parafernália eletrônica entra em cena para trazer uma batida bem produzida e altamente contagiante. “Love You Long Time”, com sua letra melosamente romântica, poderia ser uma boa balada eletrônica romântica. Isso se não fosse os vocais excessivamente modificados da banda, principalmente os da Fergie, que tem o seu talento drasticamente jogado fora para por em cena uma voz robotizada e bizarra. “XOXOXO” não tem a batida contagiante de tantas outras músicas, tendo uma batida igualmente eletrônica, mas não contagiante. Sua letra, por um lado romântica, está cheia de versos desprezíveis e embaraçosos. O grande trunfo dessa música é o videoclipe; dando vida aos avatares pixelados da banda na capa, o clip mostra-os como personagens animados, com muitas cores vibrantes e uma história bem desenvolvida, criando assim um videoclipe descontraído e bem produzido.
“Whenever” tinha tudo para ser uma música perfeita, mas não foi isso que aconteceu... A música abre com esplêndidos vocais da Fergie, mostrando aqui que ela tem talento. Mas mal passam 30 segundos que a batida dance de sempre entra, não se encaixando muito bem. A faixa decai ainda mais com os vocais completamente auto-tunizados do Will.I.Am, tirando completamente de foco os vocais perfeitos da Fergie. Sendo assim, o único lado bom de ouvir “Whenever” é ouvir um dos melhores vocais da Fergie, mesmo que sejam “estragados” pelo Will.I.Am. “Don’t Stop The Party” trás de volta aquilo que o BEP sabe fazer de melhor, músicas eletrônicas contagiantes com batidas inebriantes. “Just Can’t Get Enough”, uma das melhores faixas do disco, mostra novamente que a Fergie tem talento, roubando a cena quando vem com seus vocais sensuais no refrão. A letra continua com alguns versos desnecessários, mas ainda assim ela se mostra uma das mais bem elaboradas do disco.
Com altos e baixos (infelizmente mais baixos) “The Beginning” se mostrou um disco muito bem produzido, mas que peca em diversos quesitos. Vozes completamente distorcidas, versos desnecessários e refrãos que não colam são alguns desses lados negativos, que mesmo aparecendo em evidência nas músicas pode ser desconsiderado pelos fãs da banda ou também por aqueles que se deixaram levar pelo bom ritmo do disco.        






8 comentários:

  1. Oi Matheus!

    Dessas músicas só conheço "Fun - Some nights", e sempre a escuto!

    Adorei seu blog e já estou seguindo! Aproveite para passar lá no Sook depois e se gostar, seguir também.

    BjO
    http://the-sook.blogspot.com.br/

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  2. Gosto muito de "Some Nights" e das músicas do "BEP". São ótimas :)

    João Victor, Amigo do Livro
    http://amigodolivro.blogspot.com.br/

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  3. brigadu por seguir o blog, já tô seguindo o seu tbm!!! ;)

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  4. dos cds citados,o que faz a minha praia é the beginnings do BEP. gostei desse som que fizeram,acho que se arriscaram em algumas músicas sem necessidade,mas valeu. não me surpreendeu mas é um cd legal.

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  5. A música dos Fun é realmente adorável!

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  6. tbm achei isso: legal! sem nada d inovador, mas legal!!

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  7. Sinceramente, não sou muito fã de Rock, escuto muito pouco, mas Elton John é muito bom!!!!

    @_Dom_Dom

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