postado por Matheus em 22 fevereiro 2013

Review | Os Miseráveis

Direção: Tom Hooper
Duração: 2h 38min
Lançamento: 2013
Gênero: Musical, Drama

Sinopse

Adaptação de musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado em clássica obra do escritor Victor Hugo. A história se passa em plena Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele tentará recomeçar sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo em que tenta fugir da perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe).






OBS: Esse filme é o sexto da minha maratona pré-Oscar, na qual eu vou tentar assistir todos os filmes indicados nas principais categorias da premiação (coisa de cinéfilo louco rsrs). Eu vou disponibilizar a resenha aqui no blog apenas dos filmes indicados na categoria "melhor filme" (isso porque senão eu não teria tempo para assistir todos). Se você ainda não participou da promoção "Bolão do Oscar" aqui do blog aproveite e participe agora clicando  aqui!


Crítica

Musicais tem o estranho dom de dividir completamente opiniões, tanto da crítica como do público. Foi assim lá atrás com Amor, Sublime Amor, há pouco tempo atrás o mesmo aconteceu com Moulin Rouge – Amor Em Vermelho, e pelo que tudo indica será assim também com Os Miseráveis.

A história clássica, baseada num famoso musical da Broadway, que por sua vez é baseada na obra literária de Victor Hugo, narra a trajetória de vida de Jean Valjean (Hugh Jackman)  a partir do momento que ele foge da sua condicional. Ele estava preso por ter roubado um pedaço de pão uma irmã mais nova, mas o impiedoso inspetor Javert (Russel Crowe) não o perdoou, e então Jean foi preso. Depois de fugir da sua condicional, Jean decide viver sobre uma nova identidade, e então abriu uma costuraria. Lá trabalha Fantine (Anne Hathaway), uma mulher sofrida e que deixou sua filha com estaleiros de outra cidade, e todo o dinheiro que ganha ela manda para lá. Devido à um incidente, ela perde o seu emprego, e Jean Valjean não quis ajuda-la. Sem nenhuma esperança de vida, Fantine vai para um centro de prostituição da cidade, e lá passa momentos constrangedores e de grande sofrimento.  Durante uma fuga do Javert, que continua na sua cola, Jean encontra Fantine e a reconhece do trabalho, e então decide ajuda-la agora. Passando por uma trama envolvente, Jean encontra a filha de Fantine, Cosette (Amanda Seyfried), e aparece outros personagens importantes na história, como o revolucionário Marius (Eddie Redmayne), a ex-irmã bastarda de Cosette, Eponine (Samantha Barks), entre outros. E enquanto Javert continua no encalço de Jean a qualquer custo, a revolução francesa explode em diversos lugares, inclusive onde Mario e Eponine iriam servir, criando um clima tenso em toda a França da época.

Como vocês devem ter percebido até mesmo o roteiro é teatral demais. E é esse um dos pontos que levaram mais críticas ao filme. Querendo diferenciar o diretor Tom Hooper (oscarizado pelo filme O Discurso do Rei) decidiu que todo o filme seria totalmente cantado, diferente de todos os outros musicais, onde falas normais se intercalavam com os números musicais. Há pouquíssimas falas normais no filme, e realmente isso as vezes fica cansativo, mostrando-nos um filme exageradamente teatral. Para diferenciar ainda mais o Tom decidiu que não seria usado playback em nenhuma parte do longa, sendo assim, todos os cantores tiveram que soltar a voz em frente a câmara. Esse ponto do filme gera um lado positivo, já que ele é totalmente cantado usar playback resultaria num filme inconvincente e sem tanta emoção. Mas há outro ponto negativo na direção do Tom Hooper: a fotografia. Eu sei que a fotografia do filme é responsabilidade de outro profissional, mais ainda assim o Tom tem uma ponta de culpa por mostrar o filme numa fotografia inconsistente, cheia de closes faciais desnecessários e descentralizados e movimentos de câmera ruins, cortando partes das faces dos atores entre outras coisas.
Um bom lado do Tom Hooper é o seu detalhismo e perfeccionismo. A caracterização dos personagens e o extremo realismo dos cenários e locações são fantásticos. Sem contar na maquiagem, marcante e de extrema importância para diversos personagens, como a Fantine. Devido ao seu perfeccionismo diversas cenas foram refilmadas diversas vezes, isso para que todos os atores parecessem o mais emocional e convincente perfeito.
Para muitos atores isso deu muito certo, mas já para outros... Russel Crowe é um dos poucos atores do filme que parece deslocado em relação aos demais, não dando a devida emoção ao Javert e também não nos emocionando com seus números musicais, que parecem supérfluos e nem tão maravilhosamente cantados. O Eddie Redmayne também não se sai muito bem na pele de Marius, tendo os mesmos problemas que o Russel. Mas por outro lado há atores que se saem mais que perfeitamente em seus papéis, alcançando um nível estratosférico de emoção e sentimentalismo convincente. Esse é o caso perfeito da Anne Hathaway, que mostra na tela um dos personagens mais emocionantes que apareceram nos cinemas nos últimos anos. Sua Fantine tem o nível de emoção perfeito para a personagem, sem contar que a sua voz é fantástica, alcançando altas notas facilmente e nos arrepiando em quase todos os seus números musicais. É impossível se esquecer da cena onde ela canta a antológica música “A Dream I Dreamed”, uma cena fantasticamente emocionante. O Hugh Jackman também está tão perfeito quanto a Anne no papel de Jean Valjean. Mas o problema é que o seu personagem não é tão carismático quanto tantos outros, o que faz com que ele fique ofuscado em diversas cenas.
Para quem assiste Os Miseráveis é bem visível um grande erro de “proporcionalidade emotiva”, isso porque enquanto há cenas altamente lacrimejantes no decorrer do filme, outras são dignas de tédio, não causando nem um pingo do impacto emocional causado em tantas outras cenas. Também dá pra perceber uma “escurecida” no filme depois que a Anne Hathaway sai de cena, deixando um buraco no filme. Esse “buraco” é preenchido por vários outros atores no decorrer de todo o filme (a Samantha Barks e a Helena Bonham Carter são alguns deles), mas ninguém conseguiu a perfeição da Anne. 

Mesmo com tantos contras o filme se mostra fantástico para todo bom admirador de musicais ou apenas de cinema. Em diversos aspectos o filme alcança um nível de perfeição mágico, e ele se engrandece ainda mais com atuações bárbaras e vozes completamente fantásticas, vozes essas que saem de alguns atores que nós nunca sonharíamos em ver cantando tão perfeitamente.    

Avaliação:

      











4 comentários:

  1. eu realmente me surpreendi com Os Miseráveis.uma que eu já tinha lido o livro e visto o filme "original" francês/inglês e outra que eu não gosto de musical em nada. rs mas me obriguei a vê-lo porque tem Hugh Jackman(porque sim rsrs) e achei interessante mais um musical com atores que não estamos acustumados a ver nesse ramo,a não ser Russel Crowe que tem uma banda e tals.pra mim o filme vale muito a pena por causa da atuação belíssima da Anne Hathaway.eu chorei as tripas com A Dream I Dreamed. misericórdia,passei vergonha no cinema.rsrs mas fora isso,que pra mim,é a cena mais emocionante do filme,concordo contigo,depois que ela sai de cena,o filme meio que parou..,perdeu o brilho. =/ depois ficou tudo mediano,tedioso mesmo.teve gente na minha sessão que cochilou... mas acho que o marketing sobre o filme foi forte e teve mérito,afinal,várias indicações ao Oscar faz bem pra qualquer filme,musical ou não. Anne Hathaway vai só receber o prêmio,é dela,não tem como não ser. =)

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  2. a Anne foi o grande trunfo do filme, se não tivesse ela no papel de Fantine não tenho tanta certeza q o filme seria tão bom...
    Na parte que ela canta A Dream I Dreamed eu me emocionei e lacrimejei os olhos, mas não chorei (rsrs). Ri do que você disse, que chorou as tripas kkkkkkkkkk
    mas eu choro sempre quando assisto Up - Altas Aventuras, então eu ñ posso zoar d você ter chorado em Os Miseráveis rsrsrs

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  3. cara eu sou chorona convicta,levo logo um lenço na bolsa,pq sei que meus canais lacrimais vão funcionar.rsrsrs

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