postado por Matheus em 10 março 2013

O Que Passou Por Meus Fones #21



Mais de um mês depois da última atualização da coluna, hoje estou aqui (e pretendo continuar) para mostrar a vocês tudo o que eu ouvi desde a postagem passada. Toda essa correria pré/pós-Oscar e minha rotina atual (estudar em dois horários diferentes e dormir menos de seis horas por dia é para os fortes) fizeram com que eu me distanciasse da minha adorável rotina descobrindo mais e mais músicas. Mas agora voltei, com discos dos mais variados estilos.
Não viu o post anterior? Veja aqui!
Leu, gostou e comentou? Aproveite e participe do Top Comentarista do Mês, clicando aqui, e concorra ao kit do livro O Lorde Supremo, livro final da saga da Editora Novo Conceito. 
(Não custa lembrar que comentários vazios do tipo "gostei, vou procurar pra ouvir" ou "não conheço nenhum" não são válidos na promoção)


Destroyer | Kiss

O Kiss sempre foi uma banda singular no mundo do rock ‘n’ roll. Eles não tinham um estilo normal (eles eram um tanto estranhos, diga-se de passagem), suas músicas quase nunca seguiam os parâmetros normais do sucesso (quem pensaria em usar gritos de crianças e orquestras em meio à batidas de puro rock?), e por aí vai as esquisitices da banda... Mas isso não quer dizer que suas músicas são sonoramente ruins, pelo contrário, a grande maioria delas são incríveis; e é isso que encontramos em Destroyer!
Lendário desde a capa, esse senso épico continua nas músicas, uma mais empolgante que a outra. “Detroit Rock City” abre o álbum mostrando uma ideia geral do que o álbum: uma batida extremamente contagiante que é puro rock ‘n’ roll, diversas colagens sonoras e vocais poderosos do vocalista, sendo ele o Paul Stanley ou o Gene Simmons (no caso, o Paul). Um pouco a frente vem a mais calma “Great Expectations”, mas que mesmo sem ter toda a barulheira característica do Kiss se mostra uma boa música devido à uma batida bem atraente e os vocais mais roucos e nem tão pesados do Gene Simons. “Flaming Youth” traz de volta toda a animação da banda, revestida com uma composição completamente adolescente e rebelde. Outro destaque da banda é a facilidade que eles tem de juntar numa única música tudo aquilo que o rock representava na época, e é isso que eles fazem em “Shout It Out Loud”. Perfeita desde o arranjo inicial (simplesmente inesquecível), a faixa logo se transporta para a sonoridade comum da banda, cheia de atitude e entusiasmo. A letra descreve de uma forma legal o que era o rock para os jovens da época: boa música que regava as festas que eles faziam, animando-os e dando-os uma atitude. Há no disco outra pérola peculiar do Kiss, a balada “Beth”. Essa linda música foge completamente do som normal da banda, indo muito mais para uma zona mais romântica e carismática. Os arranjos instrumentais que permeiam toda a música são no mínimo tocantes.
Assim como tantos outros discos, “Destroyer” ganhou um lugar de prestígio na história do rock. Muitas das suas músicas continuam imortais, e a qualidade e o estilo único do Kiss continuam agradando a muitos e fazendo com que cada vez mais pessoas descubram o som fantástico que eles faziam!  


Can't Be Tamed | Miley Cyrus   

“Can’t Be Tamed” pode ser o exemplo perfeito para mostrar a dificuldade que é amadurecer dentro do meio artístico e continuar agradando os antigos adoradores. Fugindo completamente de sua personalidade “Hanna Montana patricinha” a Miley queria mostrar ao mundo quem realmente era. Isso resultou nesse álbum, que agradou a grande maioria dos fãs e se mostrou razoável para a crítica, opinião esta que se tornou a mesma que a minha.
O disco abre com “Liberty Walk” que logo mostra que aquela Hanna Montana de antes tinha ficado para trás, mostrando uma Miley Cyrus com muito mais atitude e animação. Ela trás consigo uma batida muito tecno-pop, e também uma letra bem interessante, não sensacional, mas que merece destaque. O mesmo estilo arrebatador do início continua em seguida com “Who Owns My Heart”, uma faixa muito mais polêmica para aquele público acostumado com a velha Miley fofinha. Sua batida é bem mais contagiante que a anterior, sem contar que a sua letra é muito mais bem trabalhada, tendo o nível certo de extravagância, sensualidade e poetismo (uma coisa inédita para a Miley!). Ouvindo “Can’t Be Tamed” (outra música que merece destaque) é bem fácil pensar que esse estilo “pop devassa” vai continuar até o fim, mas é só essa música acabar e começar a quarta faixa, “Every Roase Has It’s Thorn”, que toda a nossa percepção do álbum muda. Essa faixa tem uma forte decaída para o estilo pop meloso de antes, isso sem contar que ela não se mostra contagiante, e também não é emocionante (não dá pra saber muito bem qual era a real intensão da música). “Two More Lonely People” tenta voltar ao estilo inicial do disco, mas parece que aquela melosidade da faixa anterior ficou impregnada no disco, continuando assim nessa aqui também. A voz da Miley Cyrus se torna uma coisa confusa no decorrer do disco. Desde que começou sua carreira já a vimos cantar em estilos mais diferentes possíveis, e é isso que acontece nesse disco. O lado ruim disso é que nunca sabemos qual é realmente a voz verdadeira e a voz autotunizada dela. Se seus vocais em “Stay” forem os verdadeiros, eu aconselho-a a deixar rapidamente o auto-tune (usado ainda mais na grudenta “Permanent December”), isso porque seus vocais nessa música são encantadores; eles estão longe de serem espetaculares, mas ela tem uma voz carismática e sonoramente perfeita. Depois disso o disco fica flutuando entre esses dois estilos opostos (meloso e dançante), nunca se estabilizando bem em nenhum.
Razoável de todas as maneiras possíveis, “Can’t Be Tamed” se segura em singles bem sucedidos e igualmente bem produzidos. Isso mostra ainda mais a superioridade dessas faixas, que faz com que todo o resto fique bem próximo de ser desprezível. 


All The Lost Souls | James Blunt

James Blunt é nacionalmente conhecido como um cantor novelístico. Seu extremo reconhecimento em território brasileiro se deve a diversas músicas usadas como músicas-temas de diversas novelas das 9. “You’re Beautiful”, “Same Mistake”, “Carry You Home”: todas gozaram da mesma fama proveniente do mesmo lugar. Sendo assim ouvir um disco dele é difícil, principalmente depois que você fica com o mesmo estilo de duas músicas na cabeça e quando percebe o álbum é bem diferente.
Não se enganem pensando que o disco é ruim, porque não é. Mas para quem estava esperando diversas baladas românticas perfeitas ele pode ser decepcionante. A faixa inicial, “1973”, mostra isso muito bem. Ela não contém apenas traços românticos em sua melodia (tendo também uma boa dose de batidas dançantes) e também não tem aquela letra perfeitamente romântica, não se mostrando assim o que boa parte das pessoas esperavam. “One Of The Brightest Stars” é um pouco mais melosa, mas ainda não carismática, sem contar que o James escorrega um pouco em vocais duvidosos no refrão. Mas não se desesperem! Não demora muito para chegar a inesquecível (e igualmente grudenta) “Same Mistake”. Nacionalmente entoada por toda população brasileira, a música virou hit depois de ser usada como tema de algum personagem da novela das 9 Duas Caras. Mas ela fez por merecer. Sua batida romântica e melosa a medida certa é acompanhada de bons arranjos de violão e vocais bem tocantes do James Blunt. Sua letra é exageradamente dramática, mas eu duvido que haja algum apaixonado que não goste dela. Seguindo-a vem “Carry You Home” que mesmo não obtendo a mesma fama de sua antecessora ganhou destaque por ser utilizada em outra novela. Em um todo, essa música é indiscutivelmente melhor que a anterior. A começar pela sua melodia, que não é melosa mas ainda assim nos transmite uma emoção indescritível, sempre acompanhada de boas batidas de piano e um violão marcante. Sua letra também é bem melhor que a anterior; ela continua romântica, mas de uma forma bem mais poética e emocionante. É triste saber que essa música não teve toda a devida fama que merecia... Bem, o disco segue até o fim sem nenhuma música com potencial para hit novelístico, permeando sempre entre o pop meloso e um por rock mais alegrinho, mas sempre com boas melodias.
“All The Lost Souls” pode agradar (e muito) seu público alvo, românticos solitários (ou não) ao redor do mundo a procura de boas melodias melancólicas. Mas como um todo o disco não se mostra perfeito. Há sim músicas maravilhosas aqui e ali, mas observando-o num geral ele não passa disso: um amontoado de boas músicas cheias de romantismo, tristeza e melancolia. 


We Are Born | Sia

Sia vem se mostrando mágica até agora: tudo que ela toca vira ouro, ou no caso hit. Foi assim com as perfeitas “Titanium” e “She Wolf” do David Guetta (onde ela faz todo o vocal), em “Wild Ones” do Flo Rida (onde ela faz boa parte dos vocais) e também em “Diamonds”, música fantástica da Rihanna que foi composta pela Sia. Mas o mais estranho de tudo isso é que suas músicas originais nunca viraram hits, e o seu desconhecimento como cantora solo prova isso.
Depois de me emocionar inúmeras vezes com seus vocais nessas duas músicas do David Guetta eu decide procurar um disco solo dela para continuar admirando sua bela voz. Foi assim que escolhi “We Are Born” seu disco mais recente (mas desconhecido como todos os outros). O disco está longe de ser uma coletânea de músicas pops com potencial para hit, já que o experimentalismo e a diferença de suas músicas são facilmente perceptíveis. “Clap Your Hands” começa com uma melodia que muito facilmente seria comparada a uma música do David Guetta, mas logo ela pula para o estilo pop alternativo da cantora. Seus vocais na música são sensacionais, mostrando que sua voz é realmente estilosa; sua composição também é muito boa, não chegando ao nível da genial “Diamonds”, mas ainda assim se mostrando ótima. “Stop Trying” tem uma das batidas mais contagiantes do álbum, contando com uma guitarra ao fundo bem marcante e percussões em evidência completamente envolventes. “Be Good To Me” mostra outro lado da Sia, trazendo a tona uma música que é puro soul em seus vocais (que, diga-se de passagem, está perfeito), mas que ainda assim traz uma boa pitada de pop na melodia. “Never Gonna Leave Me” da uma escorregadinha em sua melodia, que não parece sonoramente atraente, mas sim um pouco grudenta demais. “Cloud” tira de lado todo vestígio do pop contagiante de antes para nos mostrar uma batida completamente experimental, mas igualmente mágica e envolvente. Sua letra, bem repetitiva, ainda tem o seu valor devido a um bom nível poético. O disco fecha de uma boa forma com “Oh Father”, uma música um tanto melancólica capaz de nos encantar com facilidade.
Realmente “We Are Born” é um disco para poucos. Ele não é feito de um pop comercial, pelo contrário, seu excesso de experimentalismo faz com que ele caminhe para o lado contrário. Mas aqueles que gostam de diversos artistas do tipo (como Florence And The Machine ou Gotye) vão adorar o disco. Algumas faixas se destacam mais, fazendo com que elas não saiam de sua cabeça tão fácil.



Cinema e música sempre andaram em companhia. Lá nos primórdios do cinema, como não havia vozes nos filmes, muitas vezes apenas uma simples melodia musical acompanhavam as imagens. Esse conjunto seguiu até agora, tanto é que a trilha-sonora é algo de primeira importância no filme, fazendo com que nós nos emocionemos e sintamos aquilo que apenas as imagens não podem falar. Algumas trilhas-sonoras ficaram na história, tanto do cinema como da música, exemplo da perfeita trilha-sonora de Isaac Hayes para o filme de blaxploitation Shaft. A trilha-sonora de Nos Embalos de Sábado a Noite (ou Saturday Night Fever, no original) também está nesse hall da fama; e o disco ganha ainda mais destaque por ser o grande percursor da música disco, que virou febre no mundo inteiro.
Uma coletânea perfeita das maiores pérolas do cenário disco, de 10 dos mais importantes artistas do gênero, incluindo os icônicos Bee Gees. São eles que abrem o disco e tomam conta nas quatro primeiras faixas. A primeira dela e a atemporal “Stayin’ Alive”, que mostra tudo aquilo que é o disco, batidas contagiantes (e cafonas para boa parte dos ouvintes de hoje), letras autoconfiantes e um estilo único, que não consegue ser copiado por mais ninguém. Depois segue outra pérola inesquecível da banda, a balada romântica “How Deep Is Your Love”. Com uma letra cômica para os acostumados com toda essa baboseira romântica atual, essa música é perfeita tanto por sua letra perfeita como pela sua melodia, mais uma música do Bee Gees que descreve o que é o disco. “Night Fever” volta para o estilo contagiante de antes, mostrando uma batida muito bem produzida e com uma batida inesquecível no refrão. “More Than A Woman” também é tão romântica e atraente quanto “How Deep Is Your Love”, a diferença é que essa traz junto com ela uma batida um tanto mais contagiante. Em “If I Can’t Have You” o destaque fica por conta da voz feminina e bem atraente e apaixonante da Yvonne Elliman, além de sua letra também muito romântica. O disco segue, em sua grande parte, com músicas instrumentais feitas para o filme, que são ótimas por si só e ficam ainda melhores no filme. Mas lá no final há “Disco Inferno”, do The Trampps”, outro tesouro completamente envolvente da era disco.
Um grande sucesso de vendas, uma das melhores trilhas-sonoras do cinema, o percursor do disco, um disco que mudou uma geração inteira... Os rótulos para descrever esse disco são vários, mas ele não precisa disso. Suas músicas falam por si só!









11 comentários:

  1. Miley e Sia são ótimas cantoras (:

    ResponderExcluir
  2. Olá!!!

    Que engraçado havia esquecido de Kiss completamente hahahahaha Teve uma epoca que eu ouvia direto!

    Bjos e boa semana!!!!

    http://enquantoescrevoumlivro.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. eu jogava guitar hero com as músicas de kiss, eu adoro as músicas deles :)

    ResponderExcluir
  4. Não sou uma grande fã de kiss, não parei pra ouvir os álbuns mas as músicas que eu ouvi, os singles clássicos, AMEI!! E adoro eles todos pintados e com botas de plataforma hahahhaha. Não gosto da voz da Miley Cyrus =/, seria mentira se eu dissesse que nunca ouvi, claro que ouvi e que sei cantar até mas não compraria o cd e nem colocaria no mp3 player. Ahhhh James Blunt <3 apesar da voz que me irrita de vez em quando, sim eu sou chata e cricri, eu gosto!!! AMO esse álbum dele só pq não tem música nas novelas =D
    Tô começando agora a ouvir Sia e me arrependo de não ter começado antes, adorando!

    ResponderExcluir
  5. James Blunt!! amo demais as músicas deles,justamente por serem melancólicas e tristes,de uma certa forma o romance está aí né. ainda bem que vc colocou o (ou não) ali do lado,pq não acho que o público alvo das músicas dele sejam romanticos solitários,pelo menos eu não sou. rsrs Sia é uma cantora injustiçada e infelizmente tende a ser lembrada apenas como o vocal das músicas de Davis Guetta.vc apontou uma coisa certa,a música dela não é um pop comercial,mas mesmo assim ainda acho que vale a pena dar uma chance a essa voz belíssima. =)

    ResponderExcluir
  6. concordo com a parte da voz da Sia. Ela tem uma voz incrível msm!!! *---*

    ResponderExcluir
  7. em um todo o álbum do Kiss é ótimo, mas os singles mais clássicos são igualmente fantásticos! A voz da Miley irrita as vezes, mas como eu disse há algumas músicas desse álbum que merecem ser ouvidas! ;)

    ResponderExcluir
  8. AAAAAAAAH Eu adoro Kiss *O*. E adoro Miley também, uma amiga é super fã dela e eu acabei indo nessa onda. Você é bem eclético né Matheus? Amo isso, é bom gostar de tudo um pouco. Minha mãe é fanática por James Blunt.
    beijos

    ResponderExcluir
  9. Thielen Borba da Costa30 de março de 2013 15:34

    Não sou mega fã, mas adoro muito várias músicas da Miley, tanto as de agora como as da época de Hannah Montanna. Acho a voz dela super bonita, principalmente por não fugir muito da sua voz "original", me entende? haha Os demais cantores/grupos não fazem meu estilo.

    ResponderExcluir
  10. Adorei sua lista. Dos que você citou, só não conhecia essa "Sia". Mas posso dizer que o "Satuday Night Fever" é disparado o que mais gostei. Sou fanático pelas músicas dessa época, e só em ver os nomes dos artistas que marcaram essa época, eu piro. Rsrsrs

    @_Dom_Dom

    ResponderExcluir
  11. Tenhos os discos do James Blunt, amo 1973 é uma música maravilhosa, Same Mistake é minha música favorita a letra a batida são perfeitas, Can't Be tamed tem uma faixas muito boas, só achei que a mudança da Miley depois do fim de Hanna Montana foi muito rápida, podemos ver hoje em dia que nada restou daquela epóca, e da Sia só conheço as mais badaladas mais foi procurar mais pelo fato de você citar Florence e Gotye que são artistas que gosto muito.

    ResponderExcluir