postado por Matheus em 20 março 2013

Resenha | A Senhora do Jogo

Autor: Tilly Bagshawe; Sidney Sheldon
Editora: Record
Páginas: 464
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Avaliação:











Sinopse
A aguardada continuação de um dos maiores sucessos de Sidney Sheldon. No seu bestseller mundial, O reverso da medalha, o autor nos apresentou à glamurosa e manipuladora família Blackwell e sua inesquecível matriarca, Kate. Tilly Bagshawe, autora do elogiado Adorada, retoma a saga dos Blackwell, seus amores, dramas e conspirações desde a década de 1980 até os dias atuais, quando uma nova geração comanda os negócios da família. Tenso e provocativo, A senhora do jogo agradará aos milhões de fãs de Sidney Sheldon e tem tudo para conquistar novas gerações de leitores. Mais de 300 milhões de exemplares vendidos, de seus 25 títulos, em 180 países e traduzidos para 50 idiomas levaram Sheldon ao Livro dos Recordes Guinness, na categoria de "Autor Mais Traduzido do Mundo". Todos os seus romances chegaram ao topo das listas de mais vendidos. Sheldon também foi bem-sucedido no teatro, no cinema e na TV: criou 6 peças da Broadway, 25 roteiros de cinema e mais de 200 roteiros para séries televisivas. 


Resenha

Livros de suspense policial sempre aguçaram o meu interesse. Não importa se aquela história é cheia de clichês e completamente comum, sempre há aquelas partes onde a ação predomina, me deixando extasiado em diversas partes. Então eu comecei a ler Senhora do Jogo esperando um livro assim, mas a única coisa que encontrei foram diálogos vazios, uma vingança sem sentido e inúmeras passagens propositalmente desconcertantes e desnecessárias.

A história gira em torno da empresa multinacional Kruger-Brent comandado pela família insana e por vezes bizarra Blackwell. A geração da família onde o livro se concentra é a de Lexi Templeton e Max Webster primos de primeiro grau e bisnetos da mais poderosa chefa que a Kruger-Brent já teve: Kate Blackwell. Kate já morreu há algum tempo, e por diversos motivos a direção da grande empresa fica entre os dois primos, o que causa entre eles uma terrível disputa por poder e vingança. A parte do “poder” fica com a obsessiva Lexi, viciada em poder e que só tem uma coisa em mente, dominar a Kruger-Brent e fazer dela uma empresa ainda maior. Já o Max fica com a parte da “vingança”. Isso porque ele mesmo não quer tanto assim a empresa, mas por ser totalmente controlado por uma mãe inescrupulosa e altamente vingativa ele se torna sua cobaia para conseguir ter em mãos a tão sonhada empresa da família. Os dois já sofreram inúmeros problemas em suas vidas, mortes, danos físicos e psicológicos, problemas familiares e muito mais, mas para ter em mãos a Kruger-Brent eles terão que ir mais longe, num jogo que não existem limites para vencer um ao outro.

Deu pra sentir o tom épico e surreal dá história? Então, o livro é assim, uma jornada desnecessária e inconvincente sobre o jogo de poder entre os dois primos nem um pouco cativantes. A personalidade dos personagens é marcante e transparece de uma forma exagerada, sempre apertando a mesma tecla e ressaltando sempre os mesmo detalhes dos personagens. Como se não bastasse isso ainda há partes desconcertantes em boa parte do livro. No começo dele o excesso das palavras pau, peito e xoxota (nos seus significados mais chulos possíveis) deixa a leitura ainda mais desencorajadora.
Eu realmente não sei o que me levou a ler o livro até o fim. A cada novo capítulo que eu lia eu me decepcionava mais, nunca me satisfazendo com o que eu lia. Mas para compensar as longas horas de leitura há no livro uma história paralela que não faz com que ele seja desprezível. Essa história conta a trajetória de vida de Gabriel McGregor, um descendente distante dos Blackwell que não herdou nem um pouco da herança da família. Sendo assim ele sai de sua cidade insolente onde morava e vai à cidade grande, procurando uma vida melhor. Lá nem tudo era como ele imagina, e ele enfrenta diversos problemas, e acaba sendo preso. Passando por uma verdadeira lição de vida (muitas vezes melodramática demais) ele consegue dar a volta por cima e acaba abrindo sua tão sonhada construtora. De uma forma imprevisível a sua história se junta a de Lexi a Max, resultando assim num final broxante. Mas mesmo assim a sua história em particular é a única capaz de nos emocionar em todo o livro, fazendo com que nós nos arrepiemos e nos indignemos em uma das passagens mais violentas que eu já vi num livro. 

A estruturação do livro é razoavelmente boa, o tamanho da letra é confortável mas as margens das páginas são pequenas, fazendo assim com que nos cansemos um pouco mais durante a leitura. A capa do livro é realmente desprezível do meu ponto de vista. Há aquela imagem simples ao fundo, o nome do livro discretamente e o nome do Sidney Sheldon em extrema evidência. Isso fez com que eu gostasse da capa ainda menos porque realmente não foi ele que escreveu o livro, ele apenas teve a ideia original e escreveu o primeiro livro da saga (O Reverso da Medalha). A escritora do livro é Tilly Bagshawe, que tem seu nome ofuscado na capa, dando ainda menos consideração a ela. Outra coisa do livro que me decepcionou foi um prólogo completamente revelador no início do livro. Nele estão revelados diversos fatos importantes do desenrolar da trama, fazendo assim com que o clímax do livro não seja nem um pouco impactante e imprevisível.

Realmente eu não recomendo a ninguém esse livro. Criar força e coragem para passar por momentos “água com açúcar” e outros surreais demais apenas nos leva a uma conclusão broxante e totalmente previsível. De tantos personagens e tramas diferentes a única que faz com que sentimos prazer ao lê-la é a do Gabriel McGregor, mas que mesmo tendo uma história tão emocionante não ganha a devida atenção devido a tantas outras histórias desnecessárias e sem emoção.






17 comentários:

  1. Sério que você não gostou?
    Eu adoro a escrita do Sheldon *mesmo não sendo ele quem escreveu esse*

    Esse livro é uma continuação da eterna empresa Kruger-Brent *que tem uma história bem interessante do porque do nome*

    Sim, eu considero ela como personagem principal, pois tudo gira em torno dela.

    Não me lembro muito bem da história, mas o Gabe é um personagem interessante mesmo. Já tem alguns anos que li esse livro *3 anos eu acho*.

    Sempre encarei a leitura dos livros do Sheldon como filmes, as histórias ficam bem melhores ^^

    Preciso reler alguns dele :D


    Boa resenha!


    Post it and Scrapbook
    @wynnis

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  2. Minha mãe tem vários livros do Sidney Sheldon e ela sempre os elogia. Sou uma fã do gênero policial, mas ainda não li nenhum livro do autor. Pretendo ler, mas acho melhor pesquisar bem e ver quais livros são os melhores, para não acabar se decepcionando...

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  3. Sou super fã do Sidney Sheldon, já li todos os livros dele. Adorei quase todos! Esse também me decepcionou um pouquinho. Sem dúvida, não é a mesma coisa... O livro não foi escrito por ele...

    www.meuslivrosesonhos.blogspot.com.br

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  4. Eu sempre pensei que esse livro fosse bom. Já li dois livros do autor e gostei muito da sua escrita, sempre me surpreendeu e me prendeu até a última página.
    Mesmo assim, pretendo num futuro não muito distante ler o livro.
    Beijos...

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  5. já ouvi falar no autor e nesse seu livro.
    não li ele ainda, e não vi resenhas muito boas a seu respeito.
    mas adorei a sua resenha :)

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  6. ñ sei se todos os livros dele são assim (devido a diversa fama q ele tem acho q ñ), mas realmente esse livro ñ chegou as minhas expectativas :/

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  7. vrdd, mts pensam q ele foi o escritor, mas ele apenas fez o primeiro livro da série... mais a frente talvez eu procure ler um livro q seja dele mesmo para ver se aprovo!!! ;)

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  8. nunca li um livro do Sidney Sheldon *shame on me* mas espera lá,como diabos o cara não escreve o livro e tem o nome estampado na capa? o_O tá a idéia foi dele,mas começa errado aí. e outra, que grande enrolada é essa trama!! bom nem posso falar muito,como disse nunca li um livro dele,mas com certeza,não é minha prioridade de leitura. quando eu achar um livro realmente escrito pelo autor,aí posso ler.

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  9. Matheus vi que a leitura foi um sufoco pra você, e me surpreendi pq vi várias pessoas que gostaram do livro. Eu não li nada da Tilly mas sei que pegar a ideia de um autor renomado e fazer uma continuação é foda, e logo o Reverso da medalha. Aí posso te garantir: Sidney Sheldon se garante muiiiiito e o RDM é bom demais!
    Pior, que muita gente acha que Senhora do Jogo é dele, pra vender livro tem q colocar o nome dele na metade da capa tsc...
    bj

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  10. eu ñ li Reverso da Medalha, mas por tudo o q ouço sobre o Sidney Sheldon parece q os seus livros são fantásticos. Sendo assim, outro autor fazer a continuação de um ótimo livro seria uma tarefa quase impossível. Na minha opinião a Tilly ñ cumpriu com o seu dever... u.u
    Mas como dizem, cada um com o seu gosto. Pra mim, o livro é realmente ruim, ñ recomendo a ninguém!

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  11. realmente eu tbm fiquei "revoltado" por ver o nome dele ocupando metade da capa do livro e saber q ñ foi ele q escreveu...
    Tbm espero ler um livro dele próprio algum dia, e espero ainda mais que seja melhor q esse.

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  12. Eu ainda não li nada do Sidney Sheldon, mas eu sempre olhava para a capa desse livro e sentia que se esse fosse a minha primeira experiencia com o autor eu iria me arrepender. E agora eu fico sabendo que o livro não é dele? oi? Como assim ele não escreveu o livro, mas o nome dele está estampado na capa. Sinceramente ainda bem que não li, ainda mais com essas duas estrelas que você deu, e eu confio total na sua opinião. Então esse livro já está riscado das minhas possíveis leituras.
    beijos

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  13. Thielen Borba da Costa30 de março de 2013 16:35

    Vou realmente concordar em não recomendar esse livro pra ninguém. Apesar de não o ter lido ele parece bem ruim. Tenho pavor de linguagem chula em livros. Aparecer uma vez lá que outra vá lá, mas tanto? Não, obrigada.

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  14. Já li dois livros do Sidney Sheldon, e posso dizer que virei fã dele. Uma pena que esse livro não tenha agradado tanto assim. Assim como você, não gosto muito quando os nomes dos autores tem mais destaque na capa do livro do que o nome do mesmo.
    Só posso dizer que só lerei se esse livro aparecer nas minhas mãos por um passe de mágica.

    @_Dom_Dom

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  15. Não li nenhum livro de Sidney Sheldon, pela resenha já percebi que não vai está entre minhas leituras, achei a sipnose confusa, esperava mais foco no livro, não me incomodei com a linguagem do livro, já que já li livros com linguagens semelhantes, só achei que nesse caso foi desnecessário, a resenha me deu impressão de ser uma livro muitas vezes cansativo, o que realmente odeio em uma leitura

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  16. Ultimamente tenho desenvolvido uma vontade de ler Sidney Sheldon e me parece que começarei por este livro!

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  17. Não há como deixar de ler Sidney Sheldon, ele simplesmente é demais. Adoro seus livro e esse livro apresentado neste post é um dos que ainda não li e já estou indo procurar por ele para ler. Sua resenha está muito boa. Gostei muito.
    Maristela G Rezende

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