postado por Matheus em 10 junho 2013

O Que Passou Por Meus Fones #24

Olá hunters, tudo bem com vocês? Como devem ter percebido, ontem eu não pude postar a atualização da coluna, mas agora estou aqui (atrasado mesmo) para mostrar os discos que eu ouvi na semana passada. Foram apenas 3 discos, lançamentos recentes e muito bons.
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Paramore | Paramore

Depois de dois discos bem sucedidos (incluindo o fantástico Brand New Eyes), Josh Farro e Zac Farro saíram do Paramore, sobrando somente a líder Hayley, o Jeremy e o Tayllor. Por menor que seja essa mudança ela afetou completamente a banda.
Mudanças na formação de uma banda sempre resultam em drásticas mudanças no seu estilo e na sua qualidade. Mas posso dizer que nenhuma delas foi tão inexplicável como a da banda.
Esse “inexplicável” se deve a três motivos principais. Em primeiro lugar, o som da banda mudou drasticamente. Eles abandonaram quase completamente aquelas batidas de pop-rock alternativo de antigamente para se dedicarem a um rock alternativo mais “limpo” e sério, por assim dizer. Segundo, mesmo com essa grande mudança de estilo, o público continuou adorando o seu som (o disco ficou no topo de vendas nos EUA e em vários outros países), só não sei dizer se são o mesmo público de antes. O terceiro motivo é que a crítica aclamou o disco, isso mesmo ACLAMOU. Para uma banda tão famosa do tipo isso é difícil, mas aconteceu, e todos elogiaram (e muito) a qualidade sonora do álbum.
Mas há um pequeno revés nessa história... Para aqueles que aclamaram a perfeição que “Brand New Eyes” continha “Paramore” pode parecer diferente demais, e podem não se adaptar rapidamente ao novo som da banda. Tanto é que na primeira vez que eu o ouvi eu poderia descrevê-lo como abaixo do regular, mas depois de mais algumas ouvidas eu consegui perceber que ele não era desprezível, muito menos ruim, ele era apenas diferente!
O disco começa com “Fast In My Car”, cheia de elementos eletrônicos (que comumente aparecem nesse disco), mas ainda assim com uma boa batida de rock. Depois vem toda a perfeição de “Now”, a primeira música liberada do disco, que deu uma ideia errônea de como seria o novo som do Paramore. Sua melodia completamente contagiante e bem pop-rock é inigualavelmente perfeita; além disso há a composição, igualmente boa, que ficou ainda melhor numa voz da Hayley nunca vista antes, com um teor emocional altíssimo e completamente afinada. Um pouco depois vem o primeiro de três ótimos interlúdios: “Moving On”. Os três são bem calmos, com toques bem simplesinhos e completamente relaxantes. Em “Ain’t It Fun” a guitarra dotoma conta, com arranjos muito bem feitos e que completam a música perfeitamente. Mas nem todo o disco vive de alegria, e “Part II” vem para mostrar que uma onda de obscuridade se apodera da banda, fazendo com que eles criem músicas com um ótimo tom nostálgico e bem mais sérias que as demais. “Last Hope” ainda carrega um pouco da nostalgia de sua antecessora, mas ela tem um toque de esperança na sua melodia, magistralmente desenvolvida, diga-se de passagem.
Ainda se lembra de “The Only Exception”, o hit perfeitamente romântico de “Brand New Eyes”? Então, em “Paramore” não há nenhuma música no mesmo estilo, mas ainda assim há “Hate To See Your Heart Break”. Essa música é romântica, mas muito mais dramática que “The Only Exception”, fato esse que pode desagradar muitos, mas vai deliciar e emocionar todos aqueles que conseguem ouvir e sentir toda a emoção e o sentimentalismo sincero da Hayley, que transcende em seus vocais fantásticos (a faixa contém arranjos de música clássica magistralmente juntados ao seu refrão: apenas perfeito). O disco se fecha com a experimental “Future”, que foge completamente dos padrões da banda para mergulhar num tom épico que é puro rock, seja soft (na sua introdução) ou hard (em toda a sua incrível finalização instrumental).
A primeira vista (ou ouvida, definam como quiserem) “Paramore” pode parecer feito para dividir opiniões. Mas não foi isso que aconteceu. A banda mostrou que segue com o seu poder, mesmo com outra formação. Mas não é por isso que todos irão perceber logo de cara o quão bom esse disco é. Eu mesmo demorei em perceber isso, e ainda assim não me simpatizei completamente com ele. Nada que o futuro (ou que a faixa “Future”) não resolva...


Mosquito | Yeah Yeah Yeahs

Yeah Yeah Yeahs surgiu da mesma safra de rock independente de onde saiu The Strokes, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, entre outros... Mas ainda que todas essas bandas tenham conseguido ganhar notoriedade em suas carreiras, o YYY (como comumente se resume o nome da banda) sempre seguiu no mesmo jeito: com poucos (mas fiéis) fãs e com a crítica sempre se jogando aos seus pés com elogios infinitos. Com “Mosquito” isso não mudou muito, mas ainda assim o disco chegou em #5 lugar de vendas nos EUA, um ótimo feito para uma banda tão pouco conhecida.
O mais novo disco deles é uma odisseia ao bizarro, ao desconhecido, à lugares onde o rock alternativo nunca ousou chegar. Por esse motivo, as músicas aqui contidas podem não ser sonoramente “confortáveis” à todos, então ouça-o com cautela. Começando com “Sacrilege”, o disco mostra logo de cara que seu objetivo não é fazer sucesso, mas sim fazer arte. “Sacrilege” é um caldeirão de insanidades, como vocais bipolares da Karen O, percussões alternativas muito bem orquestradas, um coro de igreja ao fundo e muito mais! A faixa-título traz de volta as percussões diferenciadas e os sons experimentais(nesse caso um zumbido de mosquito feito pela própria Karen O!), junto com uma batida contagiante no refrão. Já em “These Paths” (e em boa parte do disco) essa animação some, trazendo consigo uma melodia com um bom toque nostálgico e experimental sempre guiando a voz icônica da Karen O através de uma base melódica que gruda em nossos ouvidos. “Area 52” começa com um som em off que é puro rock ‘n’ roll distorcido. Essa batida bem rock continua permeando toda a faixa, mas nem por isso a insanidade se esvai, pois ela continua, um pouco ofuscada pela ótima batida de rock, mas ainda assim está lá.O disco fica ainda mais eclético quando aparece “Buried Alive (feat. Dr. Octagon)”, que mistura o rock e o alternativo da banda com o rap do Dr. Octagon (não me pergunte quem é ele!), formando assim um grande caldeirão musical. As duas últimas faixas de “Mosquito” são pura melancolia indie. Primeiro vem “Despair” que sempre segue com os vocais melancólicos da Karen O e que carregam também a melodia igualmente melosa em boa parte, mas que explode quase no seu final. Já “Wedding Song” é quase chorável! O estilo alternativo some quase que completamente para trazer uma linda melodia simples que caiu como uma luva para os vocais verdadeiramente emocionais da Karen O. Esse estilo excessivamente melancólico me fez lembrar da fantástica trilha sonora do filme Onde Vivem os Monstros, que é de autoria da própria Karen O.
Sendo esse disco o primeiro disco que eu ouço do YYY (já conhecia a banda, mas nunca havia ouvido um disco inteiro deles) eu posso dizer que me surpreendi bastante. Seu estilo insanamente perfeito faz com que “Mosquito” se torne um disco para ficar na memória (duvido que alguém esqueça tão cedo dessa capa bizarra, que mostra o quão extremo é o disco), isso sem contar no verdadeiro camaleão que a banda é, dominando todos os gêneros por onde andam, e assim agraciando ou desgostando cada vez mais pessoas. 


Demi | Demi Lovato



O que você estava esperando do novo disco da Demi Lovato? Hits inspiradores como em “Unbroken”? Diversas músicas animadas para sair dançando? Musiquinhas um tanto grudentas com uma boa batida romântica e bons vocais da Demi? Se você não engrandeceu suas expectativas em nenhuma dessas alternativas eu posso afirmar que você irá gostar de seu mais novo disco: “Demi”, pois ele tem um pouco de tudo isso e ainda mais.
“Heart Attack” já havia se tornado um sucesso antes mesmo do álbum ser lançado, e seu estilo deu uma grande amostra do que o disco seria. Agora com o lançamento do disco essa faixa vem em primeiro lugar, agitando a todos com sua batida pop bem produzida e seus ótimos arranjos de violão, que tomam conta no refrão e quase chamam mais atenção que o vocal da Demi, bom como sempre. Depois desse começo muito bom vem a mais do mesmo “Made In The USA”, acompanhada daquela típica batida pop de sempre e uma letra romântica e um tanto patriota; um tanto estranho não acham? Mas enfim, para nossa sorte nem todo o disco segue assim, e a próxima faixa, “Without The Love”, tira de cena essa batida animadinha para trazer outra um pouco menos animada, e mais bem produzida também (os vocais da Demi nessa faixa também arrasam). Tentando sempre tocar de estilo, a Demi inovou um pouco caindo no electro-pop de vez em “Neon Lights”. Realmente, não sei dizer se o resultado foi bom ou ruim, eu particularmente não gostei, isso porque eu estou acostumado a ouvir a Demi em músicas mais melancólicas e pop, nunca em músicas tão agitadas quanto. É só ouvindo para tirar a sua conclusão! Uma boa surpresa no disco foi “Nightingale”, que deixa de lado toda batida exageradamente produzida para entregar ao ouvinte apenas uma composição linda e vocais potentes da Demi Lovato, capaz de emocionar os fãs ou aqueles apaixonados.
Lembra-se de quando a Demi ainda era da Disney e tinha incontáveis crianças e pré-adolescentes como fãs? Lembram das melodias de suas músicas da época? É só ouvir “Really Don’t Care (feat. Cher Lloyd)” que você se lembra. Isso porque a música tem aquela típica batida grudenta que só pode vir da Disney, agradando alguns e enojando outros (EU). Com “Shouldn’t Come Back” a Demi Lovato mostra mais uma vez que ela se sai nas músicas calmas e melancólicas, sem todas aquelas aparelhagens eletrônicas. Nessa música ela brilha mais uma vez com seus vocais lindos e uma composição igualmente boa. Esse estilo reconfortante aos ouvidos continua na última faixa, “Warrior”, na qual é fácil a comparação da sua letra com a de “Fighter”, da Christina Aguilera, já que as duas tem a mesma temática: passar por cima de alguém e no final de tudo ficar ainda mais forte.
Como um todo, “Demi” é um divisor de opiniões. Enquanto ele contém músicas fantásticas e ótimas de se ouvir há também aquelas com um exagerinho aqui, outro ali, ou com um estilo excêntrico demais que não caiu muito bem para a voz da Demi. 


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16 comentários:

  1. O novo álbum do Paramore é um dos meus favoritos! Não é pra menos, já que sempre fui fã da banda. Heart Attack da Demi chamou muito minha atenção depois do último clipe que ela lançou, adorei as músicas, o álbum ficou perfeito!

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  2. Adoro Paramore, uma das minhas bandas favoritas, um album melhor que o outro! DEMII <3 sem palavras, melhor album dela, disparado na frente! Nao conheço o outro citado, vou dar uma olhada nas musicas! Voce tem otimo gosto, viu?

    Beijokas
    escolhasliterarias.blogspot.com.br

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  3. Ana Carolina Lopes11 de junho de 2013 12:22

    Paramore e Demi Lovato são demais , já o outro eu não conhecia , muito boa essa coluna , não tem problema ter atrasado um pouquinho , kkkkk

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  4. Totalmente perdida com Paramore. Gostava tanto! E hoje vejo musicas novas deles e boio total, não consigo escutar mais :S

    Demi Lovato já perdeu a graça...ahh, desde sempre? É, nunca gostei...só algumas musicas e olhe lá..

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  5. Ketelin Natieli Wochner11 de junho de 2013 13:40

    Estou como a Cristiane: ouvia bastante e agora não me interessa mais! :/

    Da Demi só ouvi "Heart Attack" desse álbum e até que gostei, mas ela é uma dessas cantoras que logo enjoo e só consigo ouvir de novo depois de um certo tempo..

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  6. Samuel Lima Moreira11 de junho de 2013 13:50

    Gostei Muito de Paramore

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  7. Dos citados dessa vez, só conheço mesmo algumas da Demi, o restante não conheço nadinha.


    Bjok

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  8. tbm gostei mt no novo álbum do Paramore, pra mim só Brand New Eyes é melhor.

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  9. pra mim o melhor álbum da Demi é Unbroken, a emoção com que ela canta as músicas desse disco é fantástica. Skyscraper é digna de lágrima!!! rsrsrs

    obrigado pelo "ótimo gosto"!!! :D

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  10. Impossível não amar o novo CD da Demi Lovato, pena que eles não foram muito criativos no clipe, mas a música Heart Attak é espetacular e viciante!

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  11. Adoro Paramore e também Demi. Entre os dois ainda prefiro a Demi, ela é muito diva *O* Adoro todas as músicas dela. A capa desse novo CD dela ficou show.

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  12. Sou uma negação para comentar sobre músicas, kkkkkkk
    A única artista que conheço é a Demi, :\

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  13. matheus_spereira1 de julho de 2013 14:19

    tbm viciei quando ouvi "Heart Attack" pela primeira vez rsrsrs

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  14. Gostei muito desse disco do Paramore, acho que também porque esse foi o único disco completo que ouvi da banda. Adorei a banda por volta do segundo CD, quando lançou o terceiro estava com tanta saudade da voz da Hayley que tive que baixar o novo CD todo. A única música que não me agradou foi "Future" não consegui ouvi-la por muito tempo, mas adorei "Hate to See Your Heart Break", "Ain't It Fun", "Fast In My Car", "Daydreaming" e assim por diante.

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  15. Fiquei surpreso de só ter três discos essa semana. Mas também se forem viciantes, está mais do que explicado. Desses três, só não conhecia o "Mosquito - Yeah Yeah Years".

    @_Dom_Dom

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  16. se eu disser que eu não escuto nenhum dos que você listou aqui...rsrs não curto mesmo,acho que até hoje ,só ouvi uma música do Paramore,logo no início da banda. não curto Demi Lovato e nem a outra banda =/

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