postado por Matheus em 07 julho 2013

O Que Passou Por Meus Fones #26


Olá hunters? Tudo bem na vida de vocês? Espero que sim... Enfim, agora estou aqui, no dia correto (\o/), para atualizar minha amada coluna semanal (que nem sempre é semanal) aqui no blog. Não sei porque, mas ouvi poucos discos essa semana, poucos mas bons... Teve um clássico do rock e dois lançamentos mais recentes, poucos conhecem, mas vale a pena conhecer!
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13 | Black Sabbath

Mais de 15 anos depois de terem lançado o seu último (e fracassado) disco de estúdio, “Forbidden”, e 34 anos depois do último lançamento com a formação original da banda o Black Sabbath ousou ao lançar esse novo disco. As expectativas eram poucas, principalmente depois de verem que as últimas décadas da banda não foram as melhores. Então “13” chegou e abalou estruturas, ficando no primeiro lugar em diversas paradas musicais pelo mundo (inclusive no EUA) e sendo muito bem recebido pela crítica. Muito disso se deve a volta do lendário Ozzy Osbourne, mas a banda como um todo está de parabéns por esse disco fantástico!
Tudo o que há de melhor no ápice da carreira da banda (o álbum “Paranoid”, mais precisamente) está aqui com uma roupagem clássica, mas com uma pitada moderna. Músicas longas, solos de guitarra marcantes, composições com protestos políticos, tudo está aqui, agradando os antigos fãs e fazendo novos. “End Of Beginning” abre o disco fenomenalmente, com uma composição fantástica, uma batida pesada com solos de guitarra que roubam a cena e vocais do Ozzy tão bons como os de antigamente. “God Is Dead?” chega para polemizar, afinal, qual banda de rock não polemiza? Essa música é uma forte crítica, cheia de citações religiosas e com um nível “blasfêmico” altíssimo, mas a qualidade da banda continua. Se você tem sentimentos religiosos fortes, pule essa faixa e chegue em “Loner”, a contagiante próxima faixa. O “psicodélico” invade o álbum na mística “Zeitgest”, que deixa de lado todas as batidas pesadas para nos mostrar uma melodia bem mais calma, mas ainda assim um tanto amedrontadora. O destaque de “Age Of Reason” fica por conta do fantástico solo de guitarra presente quase em seu final, que mostra que o Tony Iommi ainda consegue fazer solos de guitarra tão f*das quanto antigamente. O disco se fecha com a infâmia religiosa de “Dear Father”, que mais uma vez causa polêmica e ainda continua com sua batida forte e bem desenvolvida.
É claro que “13” não se iguala à perfeição de “Paranoid”, e ele também seus defeitos, como, por exemplo, exagerar um pouquinho em críticas religiosas (nada que estrague o álbum). Mas ainda assim esse disco serve como um fantástico vislumbre de uma época em que o Black Sabbath já esteve no auge, já que seus últimos discos foram catastróficos. Só nos resta esperar que essa qualidade continue em discos futuros...


My Aim Is True | Elvis Costello

Mesmo que tenha causado um estrondo no mundo musical quando apareceu no mundo da música (final da década de 1970) hoje em dia pouco se houve falar de Elvis Costello. Há grandes chances de você já ter ouvido uma música dele mesmo sem saber: “She”, tema do filme romântico Um Lugar Chamado Nothing Hill. Mas tirando essa poucos conhecem mais. Isso é uma pena, principalmente quando se leva em consideração a perfeição artística e contagiante de “My Aim Is True”, seu primeiro e aclamadíssimo disco.
O disco inteiro contém aquele delicioso estilo setentista de se fazer rock, com melodias contagiantes e letras despretensiosas. A introdução com “Welcome To The Working Week” mostra muito bem isso, que começa com uma pegada melancólica que dura apenas 12 segundos e logo se joga numa batida simples e incrivelmente contagiante. O mais incrível de todo o disco é que ele consegue ser lindo mesmo na simplicidade; o disco foi feito em um estúdio simples e quase todas as melodias são desprovidas de efeitos de estúdio, e essa cara de “amador” é outro fator para o disco ser tão bom. Um pouco à frente está a incrível “Blame It On Cain”, tão dançante quanto as outras, mas com ótimos riffs de guitarra que dão um quê a mais à música. Para aqueles que se cansam com ritmos sempre iguais, vem “Alison”, que deixa de lado toda a alegria para mostrar uma música adoravelmente romântica. Sua composição sincera e tocante se encaixa perfeitamente com a melodia, nostálgica, um tanto melodramática mas ainda assim muito linda. “(The Angels Wanna Wear My) Red Shoes” é outra música adorável do disco, capaz de nos encantar com sua melodia simples (como sempre) e vocais carismáticos do Elvis. “Less Than Zero” começa com um ótimo riff de guitarra, que nos prepara para o resto da música, igualmente boa, ainda mais com aquela típica guitarra estilosa do Elvis ao fundo. Se até aqui você já se empolgou com as músicas em “Mistery Dance” você não vai aguentar e vai ter que levantar e sair dançando, já que a melodia é naquele estilo incrivelmente dançante dos anos 1970.
Mas essa alegria do Elvis Costello não o seguiu por sua longa carreira, e nesse disco “I’m Not Angry” chega para mostrar esse futuro próximo, mesmo que a raiva contida aqui seja leve e adorável aos ouvidos. O disco se fecha com “Waiting For The End Of The World”, não tão agradável e divertida como as outras faixas, mas igualmente bem produzida.
Mesmo sabendo que poucos conhecem e ainda menos irão procurar conhecer, não é desperdício divulgar o ótimo trabalho desse cara que deixou sua marca no mundo musical, mesmo que essa marca já tenha se ofuscado muito até os dias de hoje. 


Invisible Empire // Crescent Moon | KT Tunstall

KT Tunstall parece estar destinada a ser uma das muitas artistas de sucesso único. Seu single “Suddenly I See”, um dos primeiros da sua curta carreira, foi um grande hit (não estrondoso), sendo usado como trilha de alguns filmes, entre eles o icônico O Diabo Veste Prada, e também em uma novela global (Belíssima). Talvez você já tenha até ouvido essa música... Mas enfim, depois desse single bem sucedido (que estava contido num disco também bem sucedido) a cantora sumiu um pouco dos grandes holofotes. Mesmo que seus álbuns tenham continuado muito bem recebidos pela crítica e alcançando algumas boas posições em paradas musicais ela nunca conseguiu ficar muito conhecida do grande público, principalmente brasileiros. Mas ela ainda está na ativa, e seu mais novo disco chegou para mostrar que não importa sua fama, KT Tunstall tem um talento nato inegável.
Fugindo completamente da animação presente na já citada “Suddenly I See” “Invisible Empire // Crescent Moon” se joga num adorável e melancólico estilo folk/indie incrivelmente diferente. Toda essa calma é dada por melodias simples e profundas, que se completam com letras poéticas e causadoras de bons devaneios. A faixa título (da primeira metade do título) abre o disco com sua maestria incrível, nos deslumbrando com sua qualidade sonora, visível em seus arranjos simples e tocantes de violão, isso sem contar na voz magnificamente simples e profunda da Tunstall, capaz de nos fazer viajar. “Made Of Glass” continua ainda mais melancólica, com uma composição no melhor estilo deprê-romântico. Para espantar um pouco essa depressão impregnante “Old Man Song” chega com seu início reconfortante com uma ótima batida de violão, mas um pouco antes do fim toda a melancolia volta com versos ainda mais emocionais e profundos (“Eu não acredito em você/ Quando você pode fazer o que você faz”). O som reconfortante de “Feel It All” faz um contraponto com sua composição poética e não tão animadora assim... Junto com a voz do igualmente desconhecido Howe Gelb a Tunstall soa ainda mais melódica e depressiva. A excessiva repetição de versos em “No Better Shoulder” não soa cansativa, o que aconteceria com qualquer outra músicas, fato esse que mostra mais uma vez quão boa cantora a Tunstall é, conseguindo segurar uma música mesmo que ela não tenha tanto conteúdo assim. E é assim que toda essa melancolia infinita se esvai.

Para muitos esse disco pode soar repetitivo demais, sem nada demais ou até mesmo uma cópia de todos esses artistas melosos por aí. Mas não foi isso que eu ouvi. O que eu pude ouvir (e sentir, imensamente) são os sentimentos sinceros da KT Tunstall, que transpassa através de melodias que nos envolve numa melancolia inexplicável. Sentimentos esses não só sinceros, mas também sensíveis, poéticos, profundos, emocionantes, magníficos...   


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25 comentários:

  1. Olá,nunca tinha ouvido falar de nenhum desses artistas!Não sei se fazem muito meu stilo,mas até posso já ter escutado alguma música deles e não lembrar!bjs

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  2. Gabrielle Roveda7 de julho de 2013 22:42

    Nunca ouvi falar desses álbuns, porém, com certeza já devo ter ouvido alguma música por aí. Parecem ser bons pela descrição.

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  3. Samuel Lima Moreira8 de julho de 2013 10:55

    dessa vez não me interessou nenhum mas, adorei as descrições.

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  4. Não ouvi falar em nenhum desses mas devem ser muito bons pela descrição!

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  5. Elvis Costello realmente só é lembrado pelo 'She', que tanto toca nos casamentos, rsrs... A letra é linda, a melodia tb, mas vai acabar virando um New York, New York de tanto que toca, rsrs... Adorei conhecer seu primeiro disco, vou tentar ouvi-lo, porque gosto da originalidade dessa gravação, sem os recursos em excesso de hoje. Valoriza a voz e o talento do cantor.

    Gosto da voz da Kt Tunstall, mas não entendo bem desses estilos, só sei que indie/folk me agrada muito, é melódico e gostoso, principalmente pra ouvir dirigindo. Bom saber que o disco tem poesia - letras sem poesia ficam sem graça, pra mim.

    Valeu pelas indicações preciosas desse post!

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  6. matheus_spereira9 de julho de 2013 19:17

    "She" em casamentos? essa era nova para mim, ñ sabia q tocava tanto assim... rsrs mas enfim, esse primeiro disco dele é mt bom, vale a pena ouvir, principalmente quando se gosta d músicas antigas ;)

    A KT Tunstall realmente tem uma voz marcante, e nesse disco ela tá incrível. Tanto sua voz como sua poesia nas composições são incríveis, uma boa pedida principalmente para quem gosta d músicas com essa pegada indie.

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  7. Sim, 'She' toca muito! É uma declaração de amor!
    Tentei baixar uma das músicas do post - do Costello - e não consegui, #mimimi...

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  8. nada que eu curta no post hoje.conheço algumas músicas da K T Tunstall, tenho o primeiro cd dela, e gosto muito das apresentações ao vivo dela.vou procurar mais sobre esse cd =)

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  9. acho q é bem difícil achar músicas dele para baixar msm... rsrsrs
    mas enfim, eu baixo todas essas músicas estranhas q eu ouço por torrent, é incrível como tem tudo quanto é música para baixar (e o melhor é q vc baixa o disco inteiro d uma vez!). Procure saber mais q vale a pena! ;)

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  10. Conheço pouco da carreira da KT Tunstall, mas se seus outros CDs forem iguais à esse ela é uma cantora fantástica!
    Vale a pena procurar saber mais sobre esse disco, ele é um daqueles que, depois de ouvirmos, nos sentimos outra pessoa. *--*

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  11. ótima dica, tenho q aprender a mexer nesse negócio, rsrs...

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  12. aprenda q é fantástico, tá cheio de tutoriais na internet. pra mim é a melhor forma de fazer downloads! ;)

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  13. Michelle Ladislau15 de julho de 2013 14:17

    Sinceramente não conheço nenhum deles, mas o Elvis só fui saber que ele cantava She por causa da minha amiga Manu...hehehehe


    Beijinhos

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  14. Michelle Ladislau15 de julho de 2013 14:23

    Eu não conhecia nenhum dos artistas, vou procurar saber deles!


    Beijinhos

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  15. Michelle Ladislau15 de julho de 2013 14:34

    Eu não conheço nenhum deles, vou procurar saber!


    Beijinhos

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  16. Não conhecia nenhum deles, ou melhor, conhecia algumas músicas, mas não sabia os nomes dos cantores. Gostei de saber dessas informações, e vou aproveitar pra conhecer mais músicas deles.

    @_Dom_Dom

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  17. Não conheço nenhum dos artistas, acho que talvez o único que já possa ter escutado seja Suddenly I See da KT Tunstall

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  18. Ana Carolina Lopes23 de julho de 2013 12:33

    Sempre internacionais , você não ouve muita música brasileira né ;)

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  19. Black Sabbath como sempre é muito foda

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  20. Não conhecia a maioria, ou pelo menos não lembrava deles. Vou aproveitar e ouvir algumas agora =)

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  21. não gosto muito desse tipo de rock do Black Sabbath. Só conheço She do Elvis Costello, que vergonha x.x
    e da KT conheço três, mas nenhuma desse álbum. Nunca ouvi esse lado folk dela

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  22. Michelli Santos Prado29 de julho de 2013 15:16

    Realmente não conhecia nenhum deles =(

    Mas acabei escutando umas músicas de Black Sabbath e tinha umas que conheci mas não sabia que era deles, obrigado!!

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  23. Dos três discos resenhados
    apenas posso dizer que até conheço a banda e o Ozzy Osborne, mas Black
    Sabbath não é muito a minha praia.Já o Elvis Costello conheci pelo fato da
    música ‘She’ (por sinal melodia e letras simplesmente perfeitas) fazer parte da
    trilha sonora do filme Um Lugar Chamado Notting Hill. E a KT Tunstall, conheci
    por causa do single ‘Sunddenly I See’,
    mas depois gostei tanto das letras e a
    voz dela (que aliás lembra um pouco outra cantora muito boa chamada Sara
    Bareilles) tem lugar cativo no ipod, como Hold On; Other Side Of The World; Universe
    & U entre outras; além de admirar a história de vida dela que é muito legal
    do tipo aos trancos e barrancos conseguiu vencer no cenário musical.

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  24. Dos três discos resenhados apenas posso dizer que até conheço a banda e o Ozzy Osborne, mas Black Sabbath não é muito a minha praia.Já o Elvis Costello conheci pelo fato da música ‘She’ (por sinal melodia e letras simplesmente perfeitas) fazer parte da trilha sonora do filme Um Lugar Chamado Notting Hill. E a KT Tunstall, conheci por causa do single ‘Sunddenly I See’,mas depois gostei tanto das letras e da voz dela (que aliás lembra um pouco outra cantora muito boa chamada Sara Bareilles) tem lugar cativo no ipod, como Hold On; Other Side Of The World; Universe & U entre outras; além de admirar a história de vida dela que é muito legal do tipo aos trancos e barrancos conseguiu vencer no cenário musical.

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  25. Eu já ouvi falar da Sara Bareilles, mas ñ me lembro de nenhuma música. Se vc conhece as músicas mais antigas da KT Tunstall pode ouvir esse disco q é bem diferente, sincero e de uma emoção ímpar!!! *---*

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