postado por Matheus em 15 julho 2013

O Que Passou Por Meus Fones #27

Olá queridos hunters? Tudo bem com vocês? Como vocês devem ter percebido minha coluna típica do domingo não foi postada ontem. Eu sei que vocês sentiram falta só que não e agora estou aqui, atrasado mesmo, para mostrar o que eu ouvi por esses dias. Mais uma vez os discos são mais alternativos, nenhum um sucesso estrondoso, mas tenho certeza que algum deve agradar vocês.
Só para avisar vocês, logo, logo eu trarei uma novidade à mais para interagir com vocês nessa coluna. Fiquem antenados com as próximas postagens da coluna e descubram! 
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Lights | Ellie Goulding

Eu comecei a ouvir “Lights” sem muitas expectativas. Eu nem mesmo conhecia muito bem a Ellie Goulding, conhecia somente a parceria dela com o Calvin Harris na fantástica “I Need Your Love” (contida no disco “18 Months”). Mas, num desses dias quaisquer, eu ouvi a versão acústica dessa mesma música, cantada apenas por ela sem os toques eletrônicos da versão original. Sua voz foi incrivelmente marcante para mim, ela não tem nada de especial, mas era uma voz diferente, leve profunda e emocional. Mas, como eu disse, expectativas estavam extintas quando eu comecei a ouvir o disco. E isso fez com que eu não me decepcionasse.
O disco não contém nada de diferente e marcante. O pop que aqui contem é não é daqueles para sair dançando loucamente, mas ainda assim um toque eletrônico se mostra sempre presente. O seu estilo também não chega a ser indie, pois mesmo que tenha uma pegada diferenciada o pop está sempre em maior evidência. A única coisa que chama um pouco mais a atenção é a voz da Goulding, que sempre está em sintonia com as suas composições e com as melodias, se mostrando agradável e com um diferencial difícil de explicar. Para começar ouvimos a agradável e um pouco romântica “Guns And Horses”, que começa com o violão típico da Ellie mas que logo se mostra bem mais pop, mas sempre deixando aquele bom violão ao fundo. “This Love (Will Be Your Downfall)” tem um começo fantástico, com um tom mais sério que o normal e com uma composição igualmente boa, mas ela ponha tudo a perder com o refrão, um tanto meloso demais em comparação ao restante da música. Esse mesmo problema pode ser encontrado em “The Writer”, só que em menor evidência. Como a música já é naturalmente romântica (a letra já diz tudo!) o refrão, mesmo que meloso, cai bem. Depois vem “Every Time You Go” com a adorável voz da Ellie novamente e com uma batida ainda mais pop, sem contar no refrão difícil de esquecer. Uma boa surpresa do disco é “Your Biggest Mistake”, que dá uma guinada no seu ritmo no decorrer dela, mas de uma forma boa. Ela se abre com aquele toque de violão simples da Ellie, logo entra a batida mais pop, mas ela explode no refrão com um electro-pop bem feito e contagiante. O mais próximo que o disco chega do “alternativo” é no seu final em “Salt Skin”, pois aqui a melodia é um pouco mais obscura, e com toques mais diferenciados e eletrônicos, não tão comuns como no restante.
Sendo assim, não há nada de espetacular em “Lights”, e é por isso que grandes expectativas não podem ser criadas. Seu pop diferenciado soa ao mesmo tempo normal, mas uma coisa não se pode negar: a Ellie Goulding tem um grande potencial, tanto sua voz como suas composições são bem estruturadas e desenvolvidas, algo que pode agradar àqueles que se aventurarem em “Lights”.


Volume One | She & Him

Desde o começo da carreira o duo She & Him (que tem a Zooey Deschanel em sua formação) vem apostando no mesmo estilo indie/folk/pop adoravelmente fofo. Já foi assim lá no início, nesse disco, e continuou até o “Volume 3” lançado recentemente. Isso quer dizer que ouvir um disco dele descreve todos os outros? Definitivamente não!
Há uma grande diferença de “Volume 3” para “Volume One”, diferença essa que pode ser notada se repararmos na essência da banda. Aqui a melancolia é encontrada, mas com um tom mais alegre, não tão calmo como no disco mais atual. Com base num piano constantemente meloso “Sentimental Heart” abre o disco fenomenalmente. Mas toda sua beleza não fica apenas no piano... Há a voz da Zooey, tão linda como sempre, há uma batida mais elevada que aparece quase no seu final que faz explodir uma grande leveza na nossa alma e há também a letra, singelamente poética e romântica, leve e doce. O disco se alegra grandemente em “Why Do You Let Me Here?”, combinando os vocais melódicos da Zooey com a guitarra marcante do M. Ward (que toma conta em um momento fantástico da música) e ainda a letra ainda mais carismática. Um folk/indie delicioso pode ser ouvido em “Change Is Hard”, dramática ao ponto certo em sua composição e com uma melodia calma e nostálgica que se completam facilmente. Para aqueles que dizem que a Zooey nada mais é que uma voz bonita e graciosa “Take It Back” serve para que revejam seus conceitos. Desde seu começo “jazzístico” até o final, tradicionalmente indie, a Zooey segura a música incrivelmente, com vocais facilmente modulados e altamente afinados. O piano adorável contido nessa faixa também é seu mérito. O disco segue igualmente melancólico com a irônica e romântica “You Really Gotta Hold On Me”, uma música mais calma e melódica que outras e que deixa qualquer coração como manteiga nos versos finais, com uma voz marcante e altamente emocional da Zooey repetindo sempre o mesmo impregnante verso (“Hold me...”). Um estilo folk clássico aparece na fofíssima e romântica (novamente!) “Got Me”, perfeita para ouvir junto com alguém especial num dia preguiçoso. O disco se fecha com a faixa de gosto duvidoso “Swing Low, Sweet Chariot”, que mesmo com sua melosidade adoravelmente típica do She & Him ela soa estranha por conter uma melodia “caseira”, com som de “não acabada”, algo que não caiu bem num disco tão bem produzido.
Enfim, esse é “Volume One”, o primeiro disco do duo fantástico chamado de She & Him. Artisticamente impecável, transbordando emoção, melodicamente melancólico e delicioso, essa e outras características podem ser facilmente encontradas aqui!


Volume Two | She & Him

O repetitivo sempre cansa. Ninguém aguenta excessivamente sempre as mesmas coisas, e por esse motivo mudanças, por menores que sejam, são extremamente importantes no meio artístico. Mas o She & Him é uma dupla de exceções, e porque a sua repetição no mesmo indie/folk/pop não pode continuar sendo adorável mesmo depois de ouvir seus outros discos do mesmo estilo?
Talvez a resposta mais plausível seja que, mesmo tendo sempre a mesma base melódica, a dupla consegue trazer brisas agridoces de inovação a todas as suas músicas, fazendo com que, mesmo que tenhamos a sensação de “já ouvi isso”, seja fácil adorar suas músicas. Aquele romantismo ressentido está aqui de volta, e logo no início com “Thieves”, que contém aquele leve melodrama vocal que só a Zooey Deschanel consegue causar. O disco se alegra com “Don’t Look Back”, uma daquelas músicas que nos deixa com uma leveza na alma inexplicável, talvez seja a sua perfeição sonora... “Me And You” tem como base um arranjo de violão simples e calmante, que logo se junta aos vocais melódicos da Zooey com os backing vocals do M. Ward; mais uma faixa que não tem nada de especial, mas que chama a atenção mesmo sendo “mais do mesmo”. A melodia divertida junto com os vocais alegres da Zooey em “Gonna Get Along Without You Now” cria uma música diferente que deixa o disco com uma cara um tanto diferente, não ficando somente na melancolia romântica, mesmo que até aqui o romance continue, melhor dizendo o fim de romance, mas que fala disso de uma forma forte e divertida, não depressiva. Essa forma de tratar o amor volta com força total em “Over It Over Again”, com uma melodia igualmente contagiante e agora com toques de piano simples e melódicos que a completam. Mas o disco se fecha com duas músicas calmas, como de praxe. A décima segunda faixa, “Brand New Eyes”, traz consigo um senso poético lindo, e não romântico e melodramático como antes. E a última faixa é “If You Can’t Sleep”, magnificamente romântica, deixando de lado qualquer traço de drama para nos mostrar uma linda composição sobre a essência do amor, sem nenhum exagero emocional.
Para gostar de “Volume Two” é de extrema importância gostar dos outros trabalhos do She & Him. Esse disco não tem nada de novo a mostrar aos seus ouvintes, apenas uma mistura sonoramente incrível e melódica de tudo aquilo que gostamos na dupla. Uma boa pedida para os amantes de She & Him e também um ótimo início para aqueles que ainda não conhecem essa fantástica dupla.  


It's Not Me, It's You | Lily Allen

Lily Allen surgiu no cenário musical causando uma boa sacudida com seu estilo diferenciado, misturando pop com um pouco de R&B, regando isso com uma boa dose alternativa. Tudo bem, isso não pode ser considerado genial, mas não é tão fácil achar artistas desse jeito com talento e com certo reconhecimento. Então em seu segundo disco, “It’s Not Me, It’s You”, a Lily mudou um pouco, indo bem mais para uma zona electropop alternativa, mas ainda assim o seu talento para compor e cantar é inegável.
Em grande parte de suas composições a Lily se preocupa em relatar o estado do mundo atual, mas sempre colocando seu ponto de vista de uma forma dura e verdadeira. E esse é um dos tantos fatores que fazem de “It’s Not Me, It’s You” um grandioso disco! Já no começo nos deparamos com a boa “Everyone’s At It”, com uma melodia eletrônica um tanto dance e com uma composição bem crítica em relação aos meios da sociedade atual fugir de seus problemas, sendo com antidepressivos ou drogas. Depois disso vem uma das músicas mais conhecidas do álbum, e também uma das mais adoráveis e fantásticas: “The Fear”. Aqui a crítica da Lily recai sobre a obsessão que todos têm pela riqueza, pelos bem materiais e pela fama. Segundo a “filósofa” Allen isso não acontece simplesmente porque alguém quer isso, mas sim porque a sociedade como um todo nos conduz a agir dessa maneira; para ela isso tudo pode parecer maravilhoso no início, mas não demorará à se sentirmos estranhos e com medo. Composição muito superior a todas essas que estamos acostumados à ver, não acham? Para completar tudo isso a melodia dessa música é de uma beleza e doçura ímpar, algo que não chega a ser meloso, mas que ainda assim tem sua melancolia bem medida. O videoclipe da música também é incrivelmente lindo e sonhador, vale a pena assistir! Continuando com o disco, vemos então “Not Fair”, que parece ser criada para polemizar. Nessa música a Lily não se preocupa em mostrar algo que perturba a sociedade, mas sim algo que perturba a ela mesma. Sua sinceridade em falar sobre alguém que não a satisfaz sexualmente, mas que realmente a ama, pode parecer polêmica a princípio, mas o que podemos fazer se isso são seus verdadeiros sentimentos? A melodia dessa música é de um country-pop delicioso de se ouvir, isso porque foi muito bem produzido. Já “22” volta a mostrar o lado Lily Allen de ver o mundo, agora dedicando sua atenção àquelas mulheres não satisfeitas com a própria vida, que querem ter namorados duradouros e que não tem muitas expectativas sobre a sua vida. Dessa vez a melodia não é tão adorável como antes, isso porque ela pende para um lado mais sério, algo que combina com o que é tratado na letra. A partir daqui a Lily se jogou de vez num electropop que soa um tanto exagerado, mas que rendeu a boa (não espetacular) “Back To The Start”.
Para a sorte daqueles que ainda amam a Lily com aquele bom estilo alternativo há ainda algumas músicas que retornam a esse estilo, criando outras ótimas músicas. Uma delas é a fantástica “Fuck You”, com uma letra que transborda toda a coragem da Lily em realmente xingar e mostrar tudo o que é errado no ex-presidente dos EUA George W Bush, mostrando isso de forma forte e duramente verdadeira. Sua batida é tão fofa que faz um ótimo contraste com o conteúdo incendiário de sua composição; mas é um “fofo” bem produzido e extremamente agradável. Também há “Who’d Have Known”, um tanto mais melódica e melancólica que o comum, mas algo que caiu como uma luva para a sua letra, que trata o amor de uma forma leve e verdadeira sem sentimentalismos exagerados.
Mesmo que o disco possa exagerar em algumas melodias, ou então deixar outras com um som muito artificial, esse disco se mostra algo no mínimo maravilhoso. Os temas aqui tratados são mostrados com crueza e tão verdadeiramente que assim elas ganham um grande destaque. Os vocais da Lily Allen também são sempre melódicos e relaxantes aos ouvidos. Um disco para múltiplos gostos, que, mesmo que você não goste das melodias as suas composições podem te trazer incontáveis reflexões.  

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16 comentários:

  1. Acho que vc é fã de She & Him, nesse posta aqui já temos dobradinha... delícia. Adoro o som do casal e realmente é gostoso deixar rolar no som do carro numa viagem, especialmente...

    Da Lily Allen conheço poucas músicas, mas adoro o clip e a sonoridade da canção Smile, aquela da vingança com o ex, hahaha... muito gostosa de ver e ouvir.

    E Ellie nunca ouvi. Mas como gosto de descobrir coisas novas, valeu pela dica - por isso adoro essa coluna!

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  2. Gosto de Lily Allen, ouço algumas músicas. Mas nunca ouvi She & Him, parecem ser bons e vou dar uma olhadinha lá no youtube.

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  3. me perdoem meu momento fangirl mas eu AMO AMO AMO MUITO ELLI GOULDING!!!! bem lá no comecinho,antes dela ser mais conhecida,vi uma propaganda de um video dela no youtube e aí não larguei mais,sou daquelas que compro o cd e tudo!rsrs esse cd dela é muito amor,meio experimental com essa vozinha doce que ela tem,mas meu xodó é com Halcyon,o mais novo cd dela. vou esperar você ouvir e dizer o que acha =)

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  4. Samuel Lima Moreira16 de julho de 2013 19:44

    Adoro Elli Goulding, os outros eu nunca ouvi, mas devo ter escutado e não fazer ideia de quem era.

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  5. Vou escutar essas musicas eu gostei muito mas o que mais me chamou atenção foi os albuns One e Two de She & Him

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  6. Eu achei esse CD bem agradável, não me tornei fã mas admito o seu talento e tbm admito q ela tem uma voz leve e marcante! =D
    ah, e só p/ avisar, eu já ouvi o Halcyon, no próximo post já posto resenha... rsrs ;)

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  7. ñ sou grande fã do She & Him mas as músicas deles, sem palavras para a doçura q são!!! ñ aguentei e tive que ouvir esses dois discos. rsrsrs
    Se vc gostou das músicas do primeiro CD da Lily Allen acho que vc vai gostar das músicas desse, que são ainda mais adoráveis!

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  8. Nossa, bem alternativo mesmo. Desses nomes, só conheço o da Lily Allen, mesmo assim apenas por notícias, e não por suas músicas. Realmente estou bem por fora.


    @_Dom_Dom

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  9. adoro Ellie Goulding e a Lily Allen. eu acho que vc iria gostar mais do último álbum da Ellie, o Halcylon. adoro os singles do It's Not Me, It's You (só ouvi os singles mesmo e.e) The Fear, Fuck You, 22 *-* realmente as composições da Lily são ótimas

    She & Him são os que eu menos conheço, e tenho que ouvir mais pq acho que vou gostar, gosto desse estilo e adoro a Zoey Deschanel. Por sinal a primeira música do She & Him que eu ouvi foi no filme (500) Dias Com Ela e é bem legal.
    vc tem um ótimo gosto musical :)
    visita o meu blog? felicidadeinventada.blogspot.com obrigada

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  10. se vc gosta da Lily e da Goulding acho q vai gostar do She & Him... ^-^


    eu ouço mt sobre esse filem da Zoey, mas ñ sei pq até agr ñ assisti... tenho q ver o mais rápido possível.

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  11. Conheço e gosto de algumas músicas da Lily Allen, mas não conhecia esse álbum. Já os outros dois eu nunca ouvi falar.

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  12. Ana Carolina Lopes23 de julho de 2013 12:26

    Não conheço nenhum dos citados acima , mas parecem ser realmente bons ;)

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  13. Lily *------* curto muito também e não sou fã de pop

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  14. Conheço e até gosto de algumas músicas da Lily Allen, mas não conhecia esse álbum. Vou procurar umas músicas do She & Him

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  15. Michelli Santos Prado29 de julho de 2013 15:54

    Amei, amei e amei!! Lily Allen é demais =)
    ♥ Amo as músicas dela ♥

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  16. Eu curto todos esses discos resenhados nesse post, acho a Ellie Goulding uma cantora com um timbre de voz bem
    singular, já conheço o trabalho dela by MTV desde os videoclipes de Starry Eyed
    e Guns And Horses.Já She & Him conheci
    por causa da fofa da Zooey Deschanel (nascida com o gene do talento) que
    integra a dupla que agora é uma banda, no geral eles possuem algumas músicas muito cativantes com
    uma vibe ótima e esses dois álbuns são a prova disto.Já a Lily Allen tem lugar
    cativo na minha playlist (principalmente a ótima música Littlest Things) é mais
    um bom exemplo de material musical bom
    advindo da terra da rainha, sendo made in Londres, com músicas com letras
    atrevidas, engraçadas e It's not me, it's you é um disco que comprova bem isso.

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