postado por Matheus em 04 agosto 2013

O Que Passou Por Meus Fones #30


Olá queridos e fiéis hunters! Tudo bem com vocês? Mais uma vez estou aqui (acho que agora sei o que é pontualidade rsrs) para lhes mostrar tudo o que ouvi pela semana. Essa semana foi bem diversificada, com pop, jazz, indie e rock, isso sem contar que já há aqui dois discos sugeridos por vocês! Se eu ainda não ouvi sua sugestão pode esperar que logo posto resenha aqui. Espero que gostem e até a próxima! =D
Quer ver um disco que você gosta aqui na coluna? Sugira-o nos comentários! Regrinhas gerais para sugestão aqui.
Não viu o post da semana passada? Veja aqui!



Life Thru A Lens | Robbie Williams 

Entrar numa boy band não é a melhor escolha para um artista conseguir uma carreira sólida e artisticamente notável. Depois de “hiatos” ou fins das boys bands alguns de seus integrantes podem se aventurar em carreiras solo. Algumas dão certo, caso do Justin Timberlake e do já esquecido Robbie Williams, que ainda é lembrado por seu icônico disco “Life Thru A Lens”.
Feito de um pop bem produzido e em momento algum exagerado, o disco conseguiu criar músicas que continuam agradáveis até os dias atuais. Esse é o caso de “Lazy Days” que abre o disco muito bem. Sua melodia contagiante e sua composição incrível ressaltam ainda mais os vocais agradáveis do Williams, sem nada de espetacular, mas afinada e boa. Depois vem a faixa-título, com uma batida bem mais pop, com leves pitadas de rock, se misturando e se tornando uma boa música de pop/rock. A música chegou perto de se tornar chata e grudenta, mas a produção bem medita não deixou que essa atrocidade acontecesse. Um pouco a frente chega a tão conhecida e amada “Angels”, um dos maiores (senão o maoir) hit do Robbie. Sua melodia melancólica e um tanto melodramática se junta com perfeição com sua letra, que junta esses dois quesitos e rega tudo com muito romance. Nessa faixa a boa produção e os vocais incríveis (ao menos nessa faixa) do Williams salvaram-na de se tornar mais uma típica música romântica melódica da década de 90. Um adorável estilo pop no estilo de “Life Thru A Lens” pode ser novamente visto na música “Old Before I Die”, que mesmo sendo agradável tem bem menos a oferecer do que o restante do disco. Um outro ponto alto do disco é a romântica e religiosa “One Of God’s Better People”, que mesmo tendo uma letra tão romântica quanto “Angels” se mostra bem menos melódica em relação à sua melodia, feita de um poderoso e ótimo estilo acústico, que acompanha os bons vocais do Williams perfeitamente. “Let Me Entertain You” nos mostra uma poderosa batida pop com ótimas guinadas para um rock incrível, algo que deixou a música com cara de glam rock. No final de tudo ficamos com mais uma faixa melancólica e romântica, “Baby Girl Window”; boa, mas sem nada de espetacular.
Mais de quinze anos depois de ser lançado, “Life Thru A Lens” ainda tem o poder de nos contentar. Sua mistura de boas batidas pop com outras melodias deliciosamente melódicas fez com que o disco ficasse bem eclético, mas sem nunca desprezar o talento de Robbie Williams.

Abaixo está o videoclipe de "Angels", a icônica música romântica de "Life Thru A Lens".



Torches | Foster The People

A banda Foster The People parece que se firmou como uma das maiores bandas do indie-rock atual. Diversas indicações à prêmios, topo das paradas de sucesso e um hit considerável: isso tudo está ligado ao único disco deles até agora, “Torches”. Levando isso em consideração é impossível não ouvir esse disco com algumas expectativas. O resultado final chega perto de alcançar essas expectativas, mas para poucos...
Do começo ao fim o disco inteiro é altamente alternativo e indie. É claro que podemos notar uma batida mais pop aqui, um soft rock ali, mas num geral o disco é alternativo, e muito! Com toda essa experimentação é difícil agradar a todos, e por isso ouvir o disco do começo ao fim é uma grande aventura. O começo com “Helena Beat” nos traz uma melodia calma altamente sintetizada e que resulta numa música boa e agradável, isso se também for contabilizado a sua composição, poética e bem escrita. Logo após vem a tão conhecida (ou nem tanto por aqui) “Pumped Up Kicks”, uma grande experiência musical. Seu começo com vocais em off explodem num refrão viciante e com uma voz marcante. A melodia alegre e com um tom otimista não combina com a letra homicida e violenta, mas mesmo sendo dois pontos tão distintos o resultado final é incrivelmente bem mesclado, não se tornando algo dramático e também não tanto alegre e divertido. Já “Call It What You Want” é alegre tanto em sua melodia bem produzida como em sua ótima composição. Algo nessa música me lembrou um pouco a banda Jamiroquai, talvez seja sua melodia um tanto funk ou os vocais do Mark Foster, comparáveis aos do Jay Kay, vocalista do Jamiroquai. “Waste” tem uma melodia levemente indie que se junta muito bem com os vocais camaleônicos do Foster, ficando ainda mais completa quando se leva em consideração sua composição, cheia de poetismo e com morais pertinentes. Um tom mais romântico invade “I Would Do Anything For You”, agradavelmente leve e com uma batida calma e bem produzida. Para misturar ainda mais os estilos de “Torches” vem “Miss You” com sua batida eletrônica rápida e, como sempre, bem alternativa.
No final de tudo ouvir “Torches” se mostra algo diferente e, no mínimo, inusitado. Bandas no estilo de Foster The People têm aos montes por aí, mas poucas delas conseguem criar um disco tão diferenciado e ao mesmo tempo popular como “Torches”, que só peca (às vezes enormemente) em tentar ser alternativo demais, criando algumas melodias exageradas não tão necessárias como aparentam. 

Provem um pouco da banda Foster The People com o videoclipe de "Pumped Up Kicks", o maior sucesso deles até agora.



Careless Love | Madeleine Peyroux
(Sugestão de Manu Hitz)

Há estilos musicais que nos parecem datados há uma certa época, sem nunca nos mostrar algo de inovador atualmente. O glam rock é um deles, ficando prescrito na década de 70, onde artistas como David Bowie e New York Dolls faziam suas músicas sob esse estilo. O jazz também estra facilmente nessa lista de “gêneros ofuscados”, pois o auge do estilo foi à tempos passados, mais precisamente entre as décadas de 40-60. E quando algum gênero musical está tão fora de uso são poucos os artistas que se aventuram em mostrar sua arte desse gênero. A americana Madeleine Peyroux é uma dessas artistas aventureiras, não dispostas à lucrar imensamente, mas sim à mostrar sua arte. Sendo assim, não há mais o que se esperar de “Carelles Love”!
Das doze faixas do disco apenas uma é originalmente da Peyroux; o restante são todas covers de músicas de outros distintos artistas, músicas essas muito bem escolhidas e ainda mais bem desenvolvidas. O começo com a poeticamente romântica “Dance Me To The End Of Love” (de autoria do constantemente poético Leonard Cohen) abre o disco muito bem e nos prepara para o jazz refinado do restante do disco; também é notável a facilidade em que se transformou a música original nessa ótima melodia jazzística. Após isso há a única música original da Madeleine no disco: “Don’t Wait Too Long”. De composição da própria, a letra transcorre com um romantismo atraente e de uma forma feita para nos fazer pensar. A sua melodia também não deixa a desejar, leve e sonoramente cativante, isso sem contar na voz da Madeleine: com uma sonoridade diferente e sem nunca precisar exagerar para mostrar o quão talentosa é. Não demora à aparecer o cover de “You’re Gonna Make Me Lonesome”, do Bob Dylan, com sua letra excessivamente romântica sem ser melodramática e com sua batida calma que consegue acompanhar muito bem a composição e os vocais um pouco mais notáveis da Madeleine. Já a melancólica “No More”, com toda sua pompa melosa, contrasta com sua letra, que trata o amor de uma forma forte, sem nada de depressivo. “Weary Blues” tem um tom bem mais sério, sem ser tão cativante, mas que ainda sustenta sua qualidade notável. Para nos deixar um pouco mais animados quase ao final aparece a faixa-título, com seu típico romantismo e sua melodia com tons mais alegres e ainda mais atraentes.   
Devido à seu romantismo melódico é bem possível que as melodias jazzísticas de “Careless Love” agradem à diversos gostos. Até mesmo aqueles que não tem um certo apreço ao jazz podem apreciar as melodias suaves e a voz incrível da Madeleine Peyroux. 

A única música original da Peyroux no disco (mas não a única boa), "Don't Wait Too Long", pode ser vista abaixo.


Bad Blood | Bastille
(Sugestão de VANESSA QUEIROS)


De um tempo para cá bandas de rock alternativo, quase indies, vem invadindo o cenário musical. Algumas delas conseguem alcançar o sucesso e ainda serem bem recebidas pela crítica. Outras não tem nada de novo a mostrar, dando à nós músicas comuns sem nada de especial. A ainda desconhecida Bastille fica no meio termo. O seu disco de estreia, “Bad Blood”, alcançou o primeiro lugar no Reino Unido, e talvez chegue em boas posições quando for lançado nos EUA (o lançamento está previsto para 3 de setembro). Em relação à crítica o disco foi recebido com críticas mornas, alguns dando mais atenção, outros ficando na média, mas poucas críticas totalmente negativas. Já em relação ao som da banda não há nada de espetacular e inovador, mas suas melodias contagiantes e seu rock alternativo gostoso de se ouvir podem agradar boa parte daqueles que se sentem saciados com músicas do tipo.
O começo desse disco divisor de opiniões é com “Pompeii”, que se inicia com uma melodia de gosto duvidoso mas que não demora em se jogar numa contagiante batida alternativa, que acompanha muito bem a letra com uma leve pitada poética. A voz do vocalista Dan Smith também não tem nada de novo a mostrar, mas ainda assim ela soa agradável e nem um pouco exagerada. Ou seja, simples mas boa! Depois vem “Things We Lost In The Fire”, com sua melodia igualmente bem feita e com uma composição que tinha tudo para ser melhor, mas se perde num emaranhado confuso de romance e “incêndios”. A música-título tem um tom bem mais obscuro que o comum, tanto na sua melodia como na sua composição, que continua com aqueles sentimentos um tanto confusos. Um dos destaques do disco é a melancólica “Overjoyed”, que deixa de lado a típica melodia contagiante da banda para nos mostrar uma batida leve e melódica, com diversos elementos eletrônicos, combinando assim com sua composição, agora bem mais esclarecida e com um tom poético admirável. Um pouco à frente, com “Icarus”, a banda começa a mostrar uma batida que pende mais para um eletrônico alternativo do que para o rock. Para alguns essa melodia pode se mostrar boa e contagiante, mas o excesso de elementos eletrônicos nessa e em outras músicas faz com que o disco perca um pouco o seu contexto. Com “Flaws” esses elementos eletrônicos continuam, mas agora bem medidos, sem exageros. Mesmo que a melodia dessa música seja boa o que chama atenção é a sua letra, esclarecedora e emotiva na medida certa.
No final de tudo, “Bad Blood” pode se mostrar um disco satisfatório desde que você saiba o que estará te esperando! Suas melodias diferenciadas podem agradar desde que não se espere nada de espetacular, principalmente porque a beleza de algumas músicas desse disco está escondida em sua simplicidade.

Abaixo está o videoclipe de "Overjoyed", uma das músicas que mais chamam atenção no disco.





22 comentários:

  1. Nada como ler a opinião de que realmente entende de música... adorei sua visão do disco de Madeleine Peyroux! E me sinto lisonjeada por ter aceito minha sugestão. Não me dei ao trabalho de pesquisar a origem das músicas - pobres compositores, por vezes esquecidos! - mas Madeleine dá uma versão toda sua, intimista e personalizada. Adoro a cantora, então, qualquer opinião sobre ela é suspeita...
    Dizem que ela é a nova Billie Holliday. Andei escutando a diva e realmente têm o mesmo timbre.
    Sugiro que ouça os outros discos dela.
    Fiquei feliz por vê-la aqui!


    Outra sugestão: o disco Sale El Sol, da Shakira (que curto muito tb).

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  2. hum. rsrs eu não curto muito os artistas citados, alguns eu nem conheço, achei interessante a Madeleine Peyroux vou pesquisar mais sobre ela. =)

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  3. que bom que vc gostou da minha singela crítica de Careless Love!! Aquele outro disco da Peyroux q vc sugeriu já tá na minha lista, logo, logo eu ouço! =D

    Já em relação ao incrível "Sale El Sol" eu já ouvi e postei a resenha aqui no blog, olha aí:

    http://www.funshunter.com/2012/09/o-que-passou-por-meus-fones-7.html

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  4. se vc gosta de jazz ou de músicas românticas vale a pena pesquisar e ouvir! ;)

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  5. Ah, passou batido por mim, desculpe (Shakira). Fico de olho e aguardando mais novidades (e a Madeleine tb).

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  6. "O Que Passou Por Meus Fones" é uma das minhas colunas preferidas aqui no Fun's Hunter por postar algo que é uma paixão pra mim - MÚSICA! e sendo assim ver que uma sugestão minha foi aceita me deixa super feliz, por isso muito obrigada Matheus.Bom,voltando a essa edição nº30, gostei da diversificação do discos e dos vídeos escolhidos como samples.Sinceramente não sou FÃ do Robbie Williams,conheço-o por causa do Take That que na minha opinião era uma banda pop até razoável,mas gosto de algumas músicas dele e Angel é justamente uma delas.Foster The People já conhecia devido a trilha sonora da série TVD, até curto o som deles.Até gosto de ouvir jazz,conheço apenas alguns cantores já notórios desse estilo como Billie Holiday,Frank Sinatra,Louis Armstrong,Ella Fitzgerald,Nat King Cole,Nina Simone,Diana Krall e recentemente a Melody Gardot,mas ainda não conhecia a Madeleine Peyroux e achei uma grata surpresa (valeu pela dica Manu Hitz).Já Bastille, gosto muito dessa banda pelo fato de ser ainda um som relativo novo no sentido de não estar nos Tops das paradas musicais que chega a saturar a audição e por oferecerem justamente o que você mencionou Matheus.
    =D Gostaria de indicar - o Alex Clare; a Fiona Apple ou o Ed Sheeran, pois acho muito legais as músicas deles (não deixo nenhum disco específico).

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  7. mais uma vez, obrigado por vc gostar dessa coluna!! =D
    Eu nunca ouvi nenhuma música do Taje That, mas realmente tenho certo "preconceito" por boys bands. Acho q ouvir Onde Direction, N'sync e Backstreet Boys afetou drasticamente isso...
    Em relação ao jazz eu ñ sou nenhum grande fã, já ouvi discos clássicas do tipo (todos vindo do livro 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer), mas eu gostei bastante do som da Peyroux, a sonoridade é incrível...
    Como vc ñ sugeriu nenhum disco desses artistas, procurarei os melhores discos deles para ouvir!!! ;)

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  8. Seu gosto musical é bem diferente do meu, mas gostei demais de conhecer algumas músicas da sua playlist!! E concordo que entrar numa boyband não é exatamente o caminho para uma carreira sólida, mas sempre tem suas exceções, tipo o Robbie e Justin Timberlake.
    bjs

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  9. Pelas músicas que você colocou aqui de cada um, não tem uma que seja ruim. Não conhecia nenhum dos citados, mas gostei de Madeleine Peyroux, parece ser mais meu estilo. Vou procurar mais músicas dela *-*

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  10. Eu tenho estado tão "por fora" do que está tocando atualmente ... acho que, porque minha filha ainda é pequena, minha playlist é cheia de músicas infantis. hahaha além disso, ouço coisas que eu já ouvia há muito tempo e as novidades ficam por conta de duas sobrinhas adolescentes, que me me atualizam de vez em quando sobre as atualidades. Mas não tenho nada contra as boybands não. Claro que não é tudo, mas acho que tem muita coisa boa. Gostei muito da coluna.

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  11. Suas resenhas são incríveis! Você observa muitos detalhes em cada música.
    Não consigo ouvir discos inteiros, só se for de bandas que eu goste muito como Engenheiros e Paramore.
    Adorei os vídeos, já tenho mais duas músicas novas na minha playlist!

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  12. q bom q vc gosta das minhas resenhas. =D
    Já que vc gosta do Paramore procura aqui no blog q eu já fiz resenha de dois discos deles, incluindo o "Paramore", que achei incrível ;)

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  13. Adorei a resenha de "Paramore", deixei um comentário sobre ela.
    Você poderia ouvir algum dos Acústicos de Engennheiros do Hawaii um dia desses...

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  14. Infelizmente, não conhecia nadinha do que passou por seus fones :3

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  15. já que vc sugeriu vou anotar... logo, logo ouço! ;)

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  16. Michelli Santos Prado23 de agosto de 2013 14:39

    Este post é sempre um arraso...Sempre acabo conhecendo boas músicas!!!

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  17. Gostei bastante da listinha, mas confesso que não gostei muito de "Bastille". Mas "Madeleine Peyroux" e "Foster the People" foram gratas surpresas.

    @_Dom_Dom

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  18. Bastille não é de fácil agrado, mas já Madeleine Peyroux e Foster The People são bem mais acessíveis...

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  19. Ketelin Natieli Wochner31 de agosto de 2013 09:59

    Quem é que nunca ouviu Angels? haha
    Meu irmão me fez viciar na música Pumped up kicks, mas nunca tinha visto alguém que a conhecesse :S Agora vou procurar mais músicas da banda, devem ser ótimas tbm.
    Adorei a música Don't wait too long, da Madeleine Peyroux. Não conhecia a cantora, mas achei uma delícia de escutar...


    Indico o álbum "Passive me, agressive you" (destaque para o single "Young Blood", que é viciante), da banda The Nacked and Famous.


    Abraços!

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  20. Ana Carolina Lopes31 de agosto de 2013 13:02

    Não conheço nenhum desses artistas e nem as músicas .

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  21. Eu já tinha ouvido a música a muito tempo, mas nem sabia o nome... :P ouvindo o disco que eu descobri.
    É difícil achar alguém que conheça Foster The People, mas Pumped Up Kicks já tem um sucesso moderado, algo que torna a banda um pouco mais conhecida.
    Don't Wait Too Long é uma delícia de se ouvir, aliás, o disco inteiro dela é incrível!

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