postado por Matheus em 08 setembro 2013

O Que Passou Por Meus Fones #33

Olá hunters! Tudo bem com vocês? Passa mais uma ligeira semana e aqui estou eu, no dia certo, para lhes mostrar o que eu ando ouvindo nesses dias. Novamente, o rock predominou, em diversos estilos, mas também houve espaço para um lançamento pop. Vejam e apreciem!
Quer ver um disco que você gosta aqui na coluna? Sugira-o nos comentários! Regrinhas gerais para sugestão aqui.
Não viu o post da semana passada? Veja aqui!


Acústico MTV | Engenheiros do Hawaii
(Sugestão de Gisele Bomfim)

Não tem jeito! Os acústicos da MTV agradam a qualquer um! Não importa se você é um fã do artista/banda ou se conhece uma ou outra música, os arranjos fáceis que fluem desses acústicos te agradarão certeiramente. Já foi assim comigo com os despretensiosos discos do Kid Abelha e da Cássia Eller e também com o mais sério do Nirvana, e isso novamente aconteceu com o do Engenheiros do Hawaii.
Eu nunca havia me interessado em pesquisar mais sobre a banda, e tudo o que conhecia sobre eles eram alguns versos dispersos. Para começar muito bem vem a já conhecida “O Papa É Pop”. Assim como em todo o disco a melodia é simples, com grande presença de um delicioso violão acústico, algo que é de fácil agrado a todos (também é notável a presença da gaita, outro instrumento que aparece com grande força em outras músicas). A composição é bem forte, cheia de críticas à quase tudo e muito bem escrita, sem nunca escancarar essas críticas. Depois disso vem um dos destaques do álbum, “Até O Fim”. Aqui, a melodia soa ainda mais melódica quando se leva em consideração todo o romantismo delicioso que exalta dela. Sua composição consegue criar um clima romântico sem nunca exagerar no melodrama; é desnecessário dizer que isso caiu muito bem para a voz do Humberto Gessinger, eterno vocalista da banda. No início e no final podemos notar novamente a gaita, deixando a música ainda mais romântica e nos lembrando muito o Bob Dylan. O disco se anima mais com “Infinita Highway”, que nos contagia com seu ritmo que é puro rock e com seus versos simples e poéticos. Esse ritmo atraente se mostra em maior evidência um pouco à frente com “3x4”. Aqui, novamente o romantismo aparece, mas, como sempre, não escancarado, e sim poético e simples. Mais da animação da banda aparece na já clássica “Refrão de Bolero”; destaque maior para o refrão marcante e forte, com versos eternizados na mente de muitos (“É o fim do mundo todo dia da semana...”). Outro grande sucesso da banda, “Somos Quem Podemos Ser”, está aqui num ritmo devagar e fantástico. O ritmo da música é ameno, perfeito para se ouvir num momento mais melancólico, algo que cai bem para a voz do Gessinger. O disco se fecha com outra música muito conhecida da banda, “Era um Garoto...". Por trás de toda a animação da melodia há fortes críticas à América e à guerra, algo que comprova que as músicas do Engenheiros do Hawaii não são meras músicas de rock sem conteúdo.    
Depois desse disco, a banda não conseguiu maior sucesso, e agora se encontra em um hiato indefinido. Ainda assim, tanto seus álbuns da década de 90 como esse disco acústico soam incríveis a todos aqueles admiradores de um bom rock brasileiro.

Abaixo vocês podem ouvir a incrível "Até O Fim" na versão acústica.


Halcyon Days | Ellie Goulding

Na falta de tempo para construir um disco inteiramente novo e na necessidade de disponibilizar material novo para o público, muitos artistas e produtores musicais decidem por lançar a versão deluxe do disco anterior. Alguns desses relançamentos são de grande importância, pois contém faixas ainda mais magníficas que as do disco simples (caso claro de “Born To Die: The Paradise Edition”, da Lana Del Rey). Já outros não têm nada de extrema importância à nos mostrar, triste caso de “Halcyon Days”.
Como de praxe, o álbum é dividido em dois discos. O primeiro deles é o álbum em sua versão simples (“Halcyon”), que no caso inclui faixas quase épicas como “Anything Could Happen” e “I Know You Care”. Já o segundo é o que contém músicas inéditas. Para começar esse segundo disco vem “Burn”, que trás a tona o melhor estilo Ellie Goulding de ser. Sua melodia está cheia de toques eletrônicos, regada a muito pop, mas ainda assim com aquele leve tom alternativo; juntando tudo isso à voz suave da Goulding temos uma boa música, ainda mais animada que de costume e muito bem produzida. A próxima faixa, “Goodness Gracious”, tenta ser tão animada quanto a anterior, mas acaba se perdendo num ritmo que não ministra muito bem o estilo alternativo e o pop; mas para salvar a música temos a voz da Goulding, naturalmente deslumbrante. “You My Everything” começa como se fosse uma balada romântica incrível como aquelas do primeiro disco, mas então aparece toda a melodia eletrônica, excessiva em algumas partes, mas como um todo razoável. Àqueles que estavam esperando ansiosamente por uma música romântica “Hearts Without Chain” pode ser um bom conforto, mas é notável que faltou nela um pouco mais da melancolia presente em músicas como “Explosions”, que a deixaria mais adorável e emocional. Mas isso não quer dizer que “Hearts Without Chains” seja ruim, ela apenas esconde um pouco dos sentimentos a mais que poderia mostrar. “Under Control” trás de volta aquela Ellie pela qual muitos se apaixonaram: com uma voz forte e com batidas eletrônicas na medida, que mesmo sendo bem produzidas não conseguem ofuscar seus vocais. É esse excesso de toques eletrônicos presente em algumas faixas que impede que o álbum engrandeça mais, algo que pode ser mais bem notado nas colaborações do disco. É uma pena que “How Long Will I Love You”, com todo o seu romantismo melódico e leve, transcenda tão rápido, podendo até ficar ofuscada com a enorme produção das outras faixas. As últimas duas faixas do disco, “Tessellate” e “Midas Touch (feat. Burns)”, soam bem mais experimentais que o restante do disco, principalmente por ambas deixarem de lado as melodias exageradamente produzidas e porem em cena um ritmo leve, que em partes parece com R&B.
Àqueles que adoram as distintas músicas da versão anterior de “Halcyon Days” esse disco pode se mostrar de enorme agrado. Mas ainda assim ele não é capaz de cativar completamente àqueles que esperavam algo no mínimo diferente da Goulding, pois é difícil achar elementos que tragam inovação à “Halcyon”.

O videoclipe do primeiro single do disco pode ser visto logo abaixo: "Burn"!


(Sugestão de VANESSA QUEIROS)

Depois de ouvido, a sensação que “The Lateness Of The Hour” nos passa é a de que o Alex Clare quis inovar um pouco em suas músicas. Se as suas músicas são ou inovadores, é difícil dizer, mas é inegável que sua mistura de soul, rock alternativo e dubstep (um subgênero da música eletrônica) soa diferenciada a qualquer um.
No começo de tudo (com “Up All Night”), uma batida distorcida de rock serve apenas para nos confundir e então depois mostrar o verdadeiro estilo do disco, cheio de elementos eletrônicos que permeiam suas melodias com mais rock. Depois vem “Treading Water” com seu estilo camaleônico e com os vocais do Clare que muito nos lembra de Adam Levine, do Maroon 5. “Relax My Beloved” nos envolve em sua melodia misteriosa e pulsante, algo que combina com sua forte composição romântica. Esse estilo segue quase até o fim, quando então excessivos elementos ruidosos entram em cena e deixam a música ainda mais marcante. Esse romantismo exasperado novamente aparece em “Too Close”, que trás consigo outros elementos experimentais que se misturam ao seu estilo tipicamente soul, tornando-a tão harmônica quanto a anterior. No meio de toda essa força faixas mais melódicas como “Humming Bird” podem soar diferentes demais, mas que mesmo sendo distintas conseguem aproveitar os bons vocais do Alex. A animação toma conta de “Hands Are Clever”, que aposta numa melodia rápida de um delicioso soul contagiante que cai muito bem para a voz do Clare. Mesmo com a já descrita experimentação em algumas faixas, “Whispering” consegue soar ainda mais diferente, tendo como base uma melodia leve e mística, pulsante nas horas certas. Assim como “Humming Bird”, “I Love You” se joga num doce estilo melodramático. O romantismo dessa faixa soa tão minucioso e delicado que é impossível não se deixar levar pela voz melódica do Clare e por sua melodia suave. Fechando o disco “I Won’t Let You Down” trás consigo tudo o que pode ser visto em “I Love You”, um senso romântico atraente, vocais ainda mais potentes do Clare e uma composição que esbanja aquele típico romantismo meloso na medida certa.
A falta de reconhecimento do Alex Clare é facilmente notada (é difícil ouvir alguém falando dele aqui no Brasil). Mas suas músicas, sejam elas mais animadas e contagiantes ou mais melancólicas e românticas, têm tudo para agradar àqueles que agraciam músicas que conseguem emociona-los de forma simbólica. 

Um dos singles do disco (e um dos maiores sucessos do cantor), "Too Close", pode ser vista logo abaixo.


Passive Me, Aggressive You | The Naked And Famous
(Sugestão de Ketelin Natieli Wochner)

Por mais que o mundo musical não esteja lá essas coisas sempre terá bandas determinadas a reviver estilos há muito esquecidos e assim fazer boa música. O problema é que muitas dessas bandas não caem na graça do público, e acabam se guardando para um pequeno público. A banda The Naked And Famous teve um pouco mais de sorte: conseguiu um grande sucesso no seu país de origem (Nova Zelândia) e obteve um sucesso moderado internacionalmente. Isso pode parecer bom para uma banda alternativa de pouco reconhecimento, mas depois de ouvir “Passive Me, Agressive You” nós percebemos que eles mereciam mais sucesso.  
O disco flui facilmente por uma zona do rock que a muito não se via com tamanha força: o new wave. Tudo bem, esse não é o gênero correto do disco, mas a sua mistura de pós-punk, synthpop e puro rock a muito se compara àquela deliciosa época para o rock. O começo com “All Of This” nos mostra logo de cara todo o estilo da banda. A começar pela batida, que esbanja um rock certeiro com grande presença de sintetizadores; essa mistura incrível cai como uma luva para a voz dos vocalistas Thom e Alisa, sendo que a última chama ainda mais atenção pela sua voz que soa atraentemente oriental. “Punching In A Dream” soa um pouco mais pop, nada que estrague a música. Pelo contrário, esse estilo mais pop se junta magnificamente ao típico rock, criando uma base perfeita para a composição poética cantada profundamente pela Alisa. Mesmo que boa parte do disco transcorra com essa animação contagiante, há também faixas mais sérias, caso da mística “Frayed”, com suas fortes batidas de bateria que combinam com os vocais sussurrados. Se as outras músicas citadas nos faz lembrar da new wave, “Eyes” é capaz de nos fazer viajar no tempo e nos levar para uma época mágica! Sua batida extensivamente sintetizada e seus vocais despretensiosos são capazes de criar uma música contagiante capaz de emocionar à todos aqueles que são aficionados pela década de 80. É uma grande surpresa perceber que, mesmo com todas essas músicas descritas, o ápice do disco ainda está por vir, com “Young Blood”. A música detém a mesma melodia punk-rock sintetizada de antes, mas há algo na música como um todo que a deixa mágica, com um espírito libertador e de um nível emocional grandíssimo. Junto com toda essa agitação há também toques melancólicos que permeiam várias músicas, principalmente “No Way”. Toda essa deliciosa nostalgia se fecha com “Girls Like You”, que se mostra melódica e calma em seu começo, mas que explode numa poderosa batida punk antes do meio.
Discos saudosistas e tão bem produzidos e desenvolvidos como “Passive Me, Aggressive You” são difíceis de achar. Então o que você está esperando para procurar suas músicas fantásticas e se viciar psicologicamente?

Logo abaixo está o videoclipe de "Young Blood" para vocês se viciarem!




Top Comentarista
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13 comentários:

  1. Ana Carolina Lopes9 de setembro de 2013 13:55

    Oi!


    Você curte gospel ? Tipo , eu vejo essa coluna toda semana e fiquei curiosa por saber , se você curti eu tenho uma dica pra você . Você já ouviu Kari Jobe ? e Fernandinho , Diante do trono ? São bem legais e você pode gostar !


    Viu eu tenho um blog e adoraria usar essa sua ideia lá , claro que com os devidos créditos . Eu gostei bastante da sua ideia e queria fazer uma versão gospel dela, se não tiver problemas me avisa tá ;)

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  2. Eu já respondi sua pergunta sobre resenhar um disco gospel aqui (http://www.funshunter.com/2013/09/o-que-passou-por-meus-fones-32.html#comment-1035631629). Mais uma vez, espero que me entenda...


    E sua ideia de fazer resenhas de discos gospeis no seu blog foi mt boa! Pode ter certeza que aprovei sua ideia, e sei que vc resenhará esses discos bem melhor do q eu seria capaz. :)

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  3. Engenheiros o/ concordo com você os acústicos são uma delícia de escutar nunca escutei o do Nirvana que você falou que é bom mas os outros são ótimos e acho que sem sombra de dúvidas o melhor é o do Engenheiros seguido do Kid Abelha.Fala das bandas nacionais Forfun-Alegria Compartilhada e do Scracho Mundo a Descobrir

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  4. Ah Engenheiro tá por aqui \o/
    Adorei ver sua resenha e que fico feliz que você gostou =D
    Me encantei pela voz de Humberto Gessinger, e pela poesia e a sutileza usada nas músicas pra expressar tanto o romance como as críticas, nesse disco. Aí comecei a procurar mais músicas e achei o Acústico Novos Horizontes e o novo projeto do Humberto, Pouca Vogal. Daí não parei mais de ouvir.

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  5. Você tem razão, o mundo musical está estranho e as bandas que tentam fazer diferente nem sempre tem a chance. Nunca tinha ouvido falar em The Naked and Famous, mas adorei muito esta música que você escolheu. Vou dar uma olhada nas outras.
    bjs

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  6. O acústico do Nirvana é praticamente épico! Vale a pena ouvir! ;)
    Considerei "Alegria Compartilhada" e "Mundo A Descobrir" como sugestões. Já tão anotadas! ;)

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  7. gostei bastante do som da banda (olha que não conhecia nenhuma música). Não fiquei fã mas admirei mt o trabalho deles. ;)

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  8. gosto desse post por causa da diversidade musical nele. beeem eclético! eu não suporto Engenheiros do Hawai. Nossa Mãe do Céu, eu nem escuto.apesar de amar Ellie Goulding, eu detesto quando um artista faz o que ela fez com Halcyon. fica cozinhando em banho maria as outras músicas e lança "uma nova versão" do mesmo cd. e quem comprou um, e quer ouvir as novas músicas, tem que comprar o cd de novo. por isso existe tantos sites pra baixar música de graça... enfiim, Halcyon Days, pra mim, vem com a mesma qualidade de Halcyon. não teve muita diferença na verdade. rsrs

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  9. "Engenheiros do Hawaii" é sempre uma ótima pedida. E se for o acústico da MTV, melhor ainda. Realmente eles mandam bem em tudo.
    Os outros citados até que me pareceram legais, mas não ao ponto de me chamar a atenção pra escutar seus trabalhos.

    @_Dom_Dom

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  10. Eu adoro conhecer bandas novas achei essas bem interessantes, eu nunca as tinha visto e adoro esse post por causa disso, eles sempre esta nos mostrando coisas novas.
    Beijos

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  11. Não curto Engenheiros, mas respeito quem curte... rs... prefiro Capital Inicial, Skank.. Gostei The Naked and Famous e de Ellie Goulding acho que fazem mais meu estilo. Gosto da sua coluna, me faz conhecer bandas, sons novos, descobrir bandas que eu realmente nem fazia ideia que existiam. Parabéns!
    Um beijo

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  12. Realmente é muito difícil NÃO gostar dos acústicos feitos pela MTV,e esse dos Engenheiros do Hawaii ficou muito bom.A Ellie Goulding pra mim é ótima e mesmo que esse álbum seja daquele tipo figurinha repetida vale a pena ser ouvido mesmo assim pelas boas músicas (adoro I Know You care e encaixou perfeitamente na trilha do filme 'Now is Good').E para minha alegria vejo a minha sugestão aparecer por aqui nesse post nº33,o Alex Clare, gosto muito das letras e melodias das músicas dele principalmente Too Close e Damn Your Eyes (não está nesse disco,mas recomendo).Já conhecia The Naked and Famous e pra mim é uma banda até com um som legal de se ouvir.E mais uma vez parabéns por escolher ótimos vídeos que representem tão bem as obras musicais resenhadas.

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  13. Pelo visto vc ñ suporta msm Engenheiros do Hawaii hein?? rsrss
    Eu ri com o q vc disse do "cozinhando em banho maria"! hahahaha mas pensando bem até faz sentido...
    Pessoalmente, achei Halcyon Days bem inferior à Halcyon, mas pra quem gosta os dois são bons!

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