postado por Matheus em 22 setembro 2013

O Que Passou Por Meus Fones #34

Olá hunters! Como vão? Depois de uma semana sem atualizar a coluna aqui estou eu novamente mostrando-lhes tudo o que ouvi por essas duas semanas. Os discos foram bem diversificados, então é bem provável que você se sinta atraído por algum!
Quer ver um disco que você gosta aqui na coluna? Sugira-o nos comentários! Regrinhas gerais para sugestão aqui.
Não viu o post da semana passada? Veja aqui!




Chega um ponto na carreira de qualquer banda onde eles mudam um pouco de estilo. Ainda assim, há também aquele ponto onde eles voltam às origens, trazendo a tona todo aquele estilo do início da carreira. Assim está sendo com a banda alternativa Franz Ferdinand. O primeiro disco deles, o homônimo “Franz Ferdinand”, traçava uma contagiante linha entre um delicioso rock alternativo e um dance-punk diferenciado. Então mais à frente veio “Tonight: Franz Ferdinand”, com um tom bem mais série e nem tão contagiante. Há algumas semanas atrás foi lançado “Right Thoughts, Right Words, Right Action”, que resgata toda a animação do primeiro disco da banda para deixá-lo incrível.
Mesmo que o estilo a muito se compare com o estilo do hit contagiante “Take Me Out” (do primeiro disco) esse disco não conseguiu grandes posições em paradas de sucesso. Mas nem por isso ele deixa de ser um bom disco. Seu início com “Right Action” consegue cativar aqueles que apreciam uma boa batida alternativa animadora com uma composição tão despretensiosa que se torna boa. Depois vem “Evil Eye”, que começa com uma melodia bem dance e logo se joga no pertinente pop-rock da banda. Aqui a composição engrandeceu um pouco, não se tornando tão morna quanto antes, e guardando um bom tom poético para se desvendar. Uma boa característica da banda é que eles conseguem misturar um tom melódico junto com a melodia contagiante de sempre, como em “Stand In The Horizon”, que com sua letra cheia de traços românticos e com os vocais melancólicos do Alex Kaprano consegue agradar até aqueles que não são muito chegados ao rock alternativo. Para voltar a animar o disco aparece “Bullet”, que conta com uma melodia incrível e potente capaz de não deixar ninguém parado. “The Universe Expanded” traz à tona um tom bem mais místico e difícil de ouvir do que o restante do disco; a melodia não traz consigo aquelas batidas contagiantes, apostando num rock alternativo enxuto e sem uma grande produção, mas que ainda assim soa muito bom. Depois dessa faixa, o disco deixa de lado o “animador” e entra num campo bem mais alternativo, algo que se segue até o final com “Goodbye Lovers & Friends”.
Se a banda desenvolveu boa parte do disco pensando na animação que “Franz Ferdinand” tinha, há também aquelas faixas mais sérias como em “Tonight: Franz Ferdinand”. Ou seja, um perfeito resumo de sua carreira, misturando muito bem seus estilos utilizados e criando um disco tão bom quanto os anteriores.

Abaixo vocês podem ouvir o primeiro single (e a primeira faixa) do disco: "Right Action".


Tidal | Fiona Apple
(sugestão de VANESSA QUEIROS)

A vida nunca foi fácil para Fiona Apple. Seus pais de divorciaram quando ainda era criança, tinha certos problemas em se socializar, já desenvolveu anorexia e ainda foi estuprada aos 12 anos. Somando a tudo isso seus relacionamentos mal sucedidos ela tem em si uma avalanche de sentimentos e emoções complexas. A única forma que encontrou de expressá-los foi com a música. O resultado mostrado em seu primeiro disco, "Tidal", não poderia ser melhor!
Seus sentimentos conflitantes se juntam com sua voz incrível e seus arranjos magistrais criando assim músicas ótimas e de alto teor sentimental. Como na primeira faixa, “Sleep To Dream”, que nos mostra uma composição cheia de desabafos amorosos quase depressíveis, mas que se mostram fortes na voz da Fiona. Em “Sullen Girl” ela fala sobre o trágico episódio da sua vida que foi seu estupro. É claro que essa música soa bem mais sentimental, tanto pela composição como pelos vocais marcantes da Fiona, mas o leve piano da mesma faz com que a melodia tenha um tom reconfortante. As melodias de algumas músicas podem soar menos melancólicas, mas não tem jeito, a voz forte da Apple e suas composições que beiram a depressão sempre deixam faixas como “Criminal” extremamente sentimentais, mas igualmente incríveis. “The First Taste” começa com o típico estilo minimalista do disco, mas no refrão um estilo latino repleto de percussões invade a faixa; porém, nem esse estilo latino impediu-a de se tornar melancólica.
Mesmo com toda essa melancolia depressiva descrita até aqui é “Never Is A Promise” a faixa mais lacrimejante de “Tidal”. Seus arranjos chorosos de violino junto com o toque marcante de piano já seriam o suficiente pra deixar alguém em prantos, mas a composição forte da Fiona e seus vocais tão perfeitos como antes são de emocionar qualquer um. Seus vocais nessa faixa soam tão marcantes a afinados que é impossível não ficar com eles na cabeça. O disco se vai com a introspectiva “Carrion”, que pode parecer conservada em boa parte inicial, mas que não demora em nos mostrar aquela força melódica e potente que só a Fiona Apple tem.
Devido ao excesso de melancolia, são poucos aqueles que podem se sentir consideravelmente atraídos por esse disco. Mas sua emoção verdadeira em conjunto com o enorme talento vocal da Fiona faz com que “Tidal” se torne imperdível a qualquer um.  

Vejam e se deliciem com toda a força que Fiona Apple demonstra em "Criminal".


(sugestão de Julia)

James Morrison não está sozinho com seu estilo pop-rock romântico. São incontáveis os artistas que usufruem do mesmo estilo, por vezes de uma forma melhor ou mais melosa. E é isso que faz com que “Songs For You, Truths For Me” seja tão morno: a falta de originalidade.
O jovem cantor nunca foi de altas posições em paradas de sucesso, e novamente não foi assim com esse disco, que ficou oscilando em algumas paradas musicais, por vezes subindo e logo caindo. A primeira faixa é “The Only Night”, um pop soul um tanto animado e exageradamente romântico, que conta com uma letra mais do mesmo, sem nada especial. “You Make It Real” já nos mostra todo o senso meloso do Morrison, contendo uma letra ultrarromântica, uma boa melodia (destaque para os arranjos de violão ao fundo) e vocais suficientes do Morrison, capazes de completar a música mas não de deixa-la melhor. Para aqueles que não são muito admiradores de excesso sentimental meloso há no disco faixas menos melódicas, mas tão românticas quanto. Caso da doce “Please Don’t Stop The Rain”, que acerta em não exagerar nas melodias melancólicas e nos mostrando uma música bem mais enxuta e que consegue nos mostrar os dotes vocais do James. Depois disso vem “Broken Strings (feat. Nelly Furtado)”, o single que conseguiu fazer com que o disco alcançasse boas posições em algumas tabelas musicais. Mas isso foi merecido: a faixa tem uma produção bem melhor que as demais, sem nenhum exagero meloso. Além disso, há também a composição (uma das melhores do disco) e os vocais arrasadores, tanto da parte do Morrison como da parte da Nelly Furtado, que mesmo não estando em sua melhor forma consegue fazer um bom par com ele. Um pouco a frente vem “Precious Love”, tão clichê e romântica quanto de costume, mas que ainda assim é gostosa de se ouvir devido à sua melodia atraente. “Dream On Hayley” tem uma melodia tão sem sal e melosa que é difícil prestar a devida atenção aos bons vocais do James. Algo que se repete na faixa final “Love Is Hard”; pelo menos aqui há a ótima composição para equilibrar a qualidade da música.
Mesmo que boa parte de “Songs For You, Truths For Me” soe tão mais do mesmo ele tem tudo para agradar aqueles que anseiam por músicas românticas transbordando melodrama. Esse melodrama pode ser notado tanto nas composições como nas melodias, melodias essas que por vezes se tornam tão melosas e exageradas que é difícil dar a devida atenção ao talento do James Morrison. 

O videoclipe de "Broken Strings (feat. Nelly Furtado)" pode ser conferido logo abaixo.



Metallica | Metallica

O rock é um gênero musical tão vasto e com tantos subgêneros que é difícil algum rockeiro gostar de tudo o que é rock. Por isso o heavy metal é visto com certo receio até mesmo por aqueles que gostam de um bom rock no estilo de The Beatles, Queen ou Evanescence. Seu ritmo pesado e forte não soa tão fácil a muitos ouvidos. Ainda assim, há exceções. Caso da banda Metallica e seu clássico disco homônimo, também conhecido como “Black Album”.
A banda já se firmou como uma das maiores do heavy metal e conta com mais de trinta anos de carreira, algo que acarretou em inúmeros sucessos e clássicos inesquecíveis. O Metallica também é a banda de heavy metal mais bem sucedida comercialmente, e boa parte de seus discos alcançaram o primeiro lugar em diversas paradas de sucesso. Algo que aconteceu também com esse álbum, um marco na história do rock.
O disco já se inicia com uma das músicas mais conhecidas da banda, “Enter Sandman”.  A música conta com uma batida potente e um solo de guitarra incrível, além de uma composição medonha no melhor estilo heavy metal. “Sad But True” soa tão pesada quanto a anterior, contando com riffs de guitarra tão marcantes quanto e com uma composição ainda mais poética e mística quanto a anterior, resultando assim em mais uma grande música do álbum! A introdução melódica de “The Unforgiven” demonstra que nem tudo no Metallica é gritaria, se bem que não demora à aparecer toda a perfeição de suas melodias potentes e os vocais incríveis do James Hetfield. Já em “Wherever I May Roam” os fortes riffs de guitarra aparecem novamente (agora ainda mais marcantes) junto com uma bateria esfuziante ao fundo. Um pouco a frente “Through The Never” nos mostra mais uma vez uma incrível melodia rápida e pesada, que quando se junta com a composição cheia de reflexões sobre a vida torna-a outra incrível música do disco. No meio de todo esse ritmo pesado “Nothing Else Matters” pode soar até desconexa com todo o seu estilo bem menos pesado. Mas nem isso conseguiu fazer com que a música ficasse menos espetacular, algo que se deve à sua melodia mística e leve, à sua composição fantástica que esbanja um sentimento verdadeiro, aos vocais bem medidos do Hetfiels, ou seja, a todo o conjunto dessa inigualável obra! “My Friend Of Misery” consegue misturar muito bem o estilo pesado típico da banda com aquele mais calmo, resultando assim numa outra ótima música.
Sendo assim, “Metallica” se mostra como um grandioso disco de músicas completamente pesadas e atemporais. Mesmo que você não se enquadre no grupo de “rockeiros da pesada” ouvir esse disco pode resultar numa incrível experiência para qualquer um!  

Ficou curioso com "Nothing Else Matters"? Ouça-a logo abaixo!




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10 comentários:

  1. Bastante coisa alternativa desta vez! Particularmente não gosto muito, mas seus textos são um show a parte.
    Não sabia da história da Fiona, bem tenso mesmo.
    bjs

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  2. Eu adoro James Morrison e Broken Strings.


    Beijos

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  3. Olha, quase todo do post eu escuto. Há tempos não ouço o som da Fiona nem do Franz. Mas atualmente tenho ouvido o Morrison. Adoro o timbre da voz dele, a leveza de suas canções e seu jeito de cantar. AMEI vê-lo aqui!

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  4. Adoro James Morrison, apesar de já antiga Broken Strings eu gosto bastante e também de Please don't stop the rain. Franz Ferdinand conheço Take me out e adoro o clip deles. Não conhecia Fiona Apple, gostei. E Metallica passo.
    Um beijo

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  5. METALLICA!!! amo esse albúm deles,(meus tempos revoltos rs) até quem não gosta de rock vai se render a pelo menos uma música desse albúm icônico! e Fiona.. acho que vou desenterrar meu cd...rs amei as dicas.

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  6. Acho legal essas mudanças de estilos que muitos cantores e/ou bandas fazem no decorrer da carreira. Muitos fazem por serem do tipo que gostam de desafios, outros devido ao público mais interessante, financeiramente falando. Confesso que sempre prefiro que eles trabalhem com as verdades deles, independente de quem querem agradar.
    Não sei se você gosta, mas te indico o álbum "Simply Red 25: The Greatest Hits".


    @_Dom_Dom

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  7. Gente eu nunca tinha ouvido nenhuma das musicas citadas, mas curti todas é logico que gostei de umas mais do que outras, e eu adoro essa coluna, pois ela nos mostra musicas muito boas.
    Beijos

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  8. Já ouvi falar de Simply Red, mas nunca procurei saber mais.


    De uma forma ou de outra, sugestão anotada! ;)

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  9. Já conheço, mas não curto muito o som do Franz Ferdinand.A Fiona é maravilhosa por assim como alguns outros cantores conseguirem usarem a música como terapia para externalizarem o turbilhão de altos e baixos da vida deles, afinal 'quem canta seus males espanta'.Eu amo a voz do James Morrison e gosto muito das músicas dele (ótima sugestão Julia!). E o Metallica literalmente não é muito a minha praia.

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  10. acho q no fundo até qm ñ gosta de rock gosta de Nothing Else Matters (a música é simplesmente perfeita *-*)

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