postado por Matheus em 29 setembro 2013

O Que Passou Por Meus Fones #35

Boa noite hunters! Como estão? Mais uma semana se esvai de 2013 e aqui estou eu para lhes mostrar humildemente os discos que ouvi pela semana. Essa semana foi bem variada, com lançamentos recentes de pop, um bom disco indie e uma deliciosa viagem soul. Vejam e espero que gostem!
Quer ver um disco que você gosta aqui na coluna? Sugira-o nos comentários! Regrinhas gerais para sugestão aqui.
Não viu o post da semana passada? Veja aqui!



Yours Truly | Ariana Grande 

Um dos grandes desafios enfrentados por aqueles artistas que começaram sua carreira em canais infantis é que em certo momento eles irão querer mudar de estilo, e por estarem presos naquele estilinho bobo do programa em que trabalhavam todos acharão aquilo estranho. Miley Cyrus está passando por isso agora mesmo... Mas há uma ótima forma de escapar disso, e a Ariana Grande a encontrou: começar sua carreira musical já utilizando o estilo em que quer trabalhar, e não começando com musiquinhas desprezíveis feitas apenas para agradar aos seus fãs televisivos.  
Seu álbum de estreia, “Yours Truly”, esbanja uma maturidade muito distante daquela apresentada por outros artistas que começaram na TV. E como se não bastasse essa sua força musical seu poder vocal também é grandioso, cantando perfeitamente músicas difíceis e baladas românticas que beiram a perfeição. Caso da faixa de abertura, “Honeymoon Avenue”, uma típica música romântica que começa com um coro que muito se compara a séries musicais, mas logo aparece os vocais grandiosos da Ariana para engrandecer totalmente a composição romântica muito bem escrita. Depois aparece “Baby I”, novamente romântica, mas não tão envolvente como a faixa anterior; ainda assim, os vocais consistentes da Grande conseguem segurar a música até o fim de uma forma magnífica. Uma pegada mais animada e R&B aparece em “Right There (feat. Big Sean)”, mas como o disco em si não consiste em músicas contagiantes a melodia da música se tornou menos contagiante do que poderia ser. Um pouco a frente “Piano” aparece nos envolvendo completamente no seu romantismo nem um pouco piegas. Sua composição é boa, mas ela não foi tão trabalhada e depois que a vemos ficamos com a sensação de que ficou algo para trás. “The Way (feat. Mac Miller)” volta ao estilo mais R&B da colaboração anterior do disco, tão bem acabada e produzida quanto antes.
As melodias bem produzidas de todas as músicas muitas vezes podem esconder tudo aquilo que os vocais da Ariana Grande podem mostrar, porém “Almost Is Never Enough (feat. Nathan Sykes)” vem com seu estilo simples para engrandecer ainda mais seu talento. Aqui a melodia serve apenas como plano de fundo para os vocais da Grande e do Sykes, que conseguem montar um dueto romântico incrível, capaz de emocionar aqueles mais românticos e agradar aqueles não tão melódicos. Depois desse excesso emocional “Popular Song (feat. Mika)” aparece para animar o disco completamente. A música, uma regravação da música própria do Mika, é capaz de animar muito o disco sem fazê-lo perder seu estilo básico. Tudo acaba com a camaleônica “Better Left Unsaid”, que começa como uma típica balada romântica com os vocais estrondosos da Ariana e logo se joga num estilo eletrônico ainda não visto no disco, mas que cai muito bem para a voz da Ariana.
Muito bem produzido e impecavelmente cantado “Yours Truly” pode não ser a obra-prima máxima do pop, e nem ser um dos melhores discos do tipo atualmente. Mas isso não o impede se soar como uma brisa de ar fresco entre tantos discos rapidamente feitos para vender, sem pensar em sua qualidade musical.  

Confiram logo abaixo o videoclipe de "The Way (feat. Mac Miller)".


Icona Pop | Icona Pop
(sugestão de aninha)

O duo sueco de música dance Icona Pop ainda é pouco conhecido do grande público. Seu primeiro disco, o homônimo “Icona Pop”, foi lançado apenas no seu país, onde não fez grandioso sucesso. Há pouco tempo atrás foi lançado internacionalmente “This Is... Icona Pop”, o que pode resultar num conhecimento bem maior da dupla. De um jeito ou de outro esse disco é uma obra fantástica nesse mercado saturado de música pop.
O disco é consideravelmente curto (apenas quarenta e três minutos para catorze músicas), mas o seu conteúdo é satisfatório. O começo com a misteriosa “Sun Goes Down (feat. The Knocks & St. Lucia)” diz muito sobre o que o disco é: melodias eletrônicas muito bem produzidas com uma grande pitada pop. A letra da música também merece destaque, bem melhor do que o costumeiro em músicas eletrônicas. Depois vem a contagiante “I Love It (feat. Charli XCX)”, uma fantástica música que conta com uma produção impecável e vocais bem medidos. A composição conta com um tom romântico irônico agradabilíssimo que a tempos não se via. Um tom completamente electropop invade a animadora “We Got The World”, esbanjando autoestima e batidas pertinentes que conseguem agradar à muitos. Aquele estilo misterioso do início aparece levemente em “Ready For The Weekend”, mas o que mais chama atenção nessa música são os vocais marcantes da dupla, que conseguem elevar a música num patamar ainda mais alto. Faixas mais sérias como “Good For You” também fazem parte do disco, amenizando um pouco toda a animação presente mas contando com a mesma qualidade de produção. “Top Rated” conta com uma composição fantástica, cheia de autoestima e força, e uma grande melodia eletrônica contagiante. Boa parte da alegria do disco desaparece com “Good To Me”, que beira um estilo hip hop com um tom bem mais sereno que o comum. Essa rápida viagem eletrônica acaba com “Heads Up”, que abusa de batidas quase pirotécnicas que se equilibram com os vocais melódicos da dupla.
Icona Pop é uma daquelas bandas com um estilo próprio, criado a partir das mais dispersas inspirações, mas que acaba num estilo fantástico. Esse disco não é tão refinado quanto poderia ser, nada que o faça perder o seu brilho inapagável e sua animação capaz de contagiar até o mais deprimido coração.

Vejam abaixo e se deliciem com o videoclipe cheio de estilo de "I Love It (feat. Charli XCX)".


The Electric Lady | Janelle Monáe

É uma pena que os poucos que ao menos conhecem o nome de Janelle Monáe conheçam-na de sua colaboração no hit “We Are Young” da banda Fun. ou da simples menção do seu nome no hit grudento e desnecessário “Vagalumes”, do Pollo. Seu talento é muito maior do que o mostrado nos seus meros vocais em “We Are Young”, e tão grande que por seu nome numa música do naipe de “Vagalumes” é quase uma ofensa. Comparações musicais de lado, que tal procurar ouvir um pouco do seu mais novo e conceitual disco, “The Electric Lady”?
O disco é uma continuação de seu antecessor de 2010, “The ArchAndroid”, e continua com a história de um androide que volta no tempo para libertar os cidadãos de Metropolis de uma sociedade secreta que esconde de todos a liberdade e o amor. Algo bem complexo e diferente, não é mesmo? Mas não é por ele ser uma continuação que ele não pode ser ouvido por aqueles novatos à Janelle.
Até agora, toda a carreira da Monáe é dividida em “suítes”, e nesse disco estão contidos as “suítes” IV e V. E é assim que o disco começa, com uma introdução à “suíte” IV, introdução essa que aposta num estilo de música clássica tipicamente hollywoodiana. Logo após aparece “Givin Em What They Love (feat.Prince)”, um poderoso soul que começa com um tom misterioso mas que explode num solo de guitarra inimaginável numa música do tipo; sua composição também está cheia de mensagens e os vocais, tanto da Monáe como do icônico Prince, são shows a parte. Depois aparece “Q.U.E.E.N. (feat. Erykah Badu)”, um tanto mais animada, mas tão poderosa quanto a faixa anterior. Boa parte da composição dessa música consiste em versos mais dançantes, mas o final, na parte cantada num perfeito hip hop, é de um senso político e sociológico incrível. Uma deliciosa balada romântica embalada por um tom soul perfeito pode ser conferido em “Primetime (feat. Miguel)”, capaz de emocionar a alguns com seus vocais magníficos e sua composição poeticamente romântica; isso sem contar na sua melodia, que além de se mostrar perfeita pelo seu típico soul também contém uma guitarra memorável em boa parte. O disco se joga num contagiante e despretensioso dance R&B em “Dance Apocalyptic”. Já a “suíte” V contém mais faixas deslumbrantes, com destaque para a despojada e romântica “Can’t Live Without Your Love”, a envolvente “Dorothy Dandridge Eyes (feat. Esperanza Spalding)” e a melódica “What An Experience”.
“The Electric Lady” contém elementos tão distintos que até mesmo aqueles não tão chegados no soul e R&B podem se agradar com boa parte de suas músicas. Esse é o poder que a voz mágica da Janelle Monáe tem!

O videoclipe de "Q.U.E.E.N. (feat. Erykah Badu)" pode ser visto logo abaixo.


+ | Ed Sheeran 
(sugestão de VANESSA QUEIROS)

Ed Sheeran começou há pouco tempo na música (esse disco, seu primeiro, foi lançado em 2011) e já desfruta de grande admiração dos “hipsters” de plantão e do público em geral. O motivo disso? Suas músicas apostam num indie misturado com folk agradável de ouvir, mas não inovador. Ainda assim, os bons arranjos de violão e a voz melódica do Sheeran são capazes de segurar o disco e atingir o que prometia.
O disco se abre com uma música sonoramente melancólica, “The A Team”. Essa música aposta numa melodia basicamente acústica que completa perfeitamente sua letra poética e com traços tristonhos. Depois disso o disco se anima, nem que seja num pequeno nível, com “Drunk”, que continua com uma composição melancólica e um estilo indie-folk, mas agora também está presente pitadas de hip hop (um estilo muito utilizado no disco). Esse hip hop é bem utilizado e ministrado no meio de todo esse tom indie, diferente do que acontece logo à frente em “U.N.I.”. Nessa música muito do estilo de antes continua, mas alguns versos são cantados rapidamente pelo Ed, como num típico hip hop; o problema é que esses versos soam distantes e sem encaixe com o restante da música.
Se até aqui o disco soava melancólico em “Wake Me Up” ele chega a ponto de se tornar depressivo com seu estilo quase a capella e seu simples piano choroso ao fundo, apenas servindo de base para os vocais suficientes do Sheeran. Desde o começo do disco podemos notar as boas composições de autoria do próprio Sheeran, mas em “The City” ele escorrega, compondo uma música sem muitos sentimentos e que não recebe muita ajuda de sua melodia que parece não se encaixar. “Lego House” volta com aquele estilo adorável presente no começo do disco, agora com uma melodia não tão melancólica, mas ainda assim com grandes traços melódicos. Para animar completamente aparece “You Need Me, I Don’t Need You”, que acerta em cheio em deixar o hip hop prevalecer sem mistura-lo exageradamente ao indie-folk, como em “U.N.I.”. No final ficamos com mais duas faixas melancólicas e românticas, “Kiss Me” e “Give Me love”, ambas boas e com melodias bem feitas sob o costumeiro indie-folk.
Aqueles ávidos por músicas com vertentes mais melancólicas e românticas podem se deliciar irrestritamente com “+”, um bom disco de um cantor novato que, pelo visto, ainda tem muito a mostrar. 

Vocês podem ouvir a melódica "The A Team" logo abaixo.




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12 comentários:

  1. Icona <333 o cd é bem legal mesmo! gosto do fato de ser duas mulheres djs, que tocam particamente em todas as músicas e não tem muito "baby baby" rsrs achei interessante o cd Ariana Grande, não conhecia o trabalho dela, é até bom, porque vou ouvir a cantora já em sua fase adulta, mais madura. anotei a dica =)

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  2. Realmente esta semana está com um repertório bem variado, gostei!
    Quanto ao som do Ed, concordo que não é inovador, mas é muito bom mesmo. Acho que esta mistura dele deu muito certo. E eu que adoro esta vertente mais romântica e melancólica (como você bem disse), não teria como não curtir. rs
    bjs

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  3. É impossível não amar o Ed Sheeran e impossível não se apaixonar pela voz da Ariana Grande com seus primeiros cds.

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  4. acho q é difícil alguém melancólico e romântico ñ gostar desse CD do Ed... rsrs

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  5. É impressionante como você tem talento de escolher musicas que não conheço das quais eu gosto muito adoro essa coluna ela é muito boa mesmo.
    Beijos

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  6. Também acho super complicado essa passagem de público infantil para o público mais adulto. Legal que a Ariana Grande já chegou chegando nesse novo estilo que ela quer. Curti demais o som dela.
    E sempre quis saber quem cantava essa música, e acabei descobrindo que é o "Icona Pop". Muito legal mesmo.


    @_Dom_Dom

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  7. Ainda não conhecia a Ariana Grande, gostei do som dela,vou buscar e ouvir esse disco dela, achei que a voz dela lembra muito a da Mariah Carey.Já conhecia as meninas do Icona Pop, estouraram com esse single e realmente elas tem um estilo próprio que também me fez lembrar das meninas do T.A.T.U.Já conhecia a Janelle Monáe do dueto com a banda Fun. e desde aquele momento sabia que essa garota iria fincar raízes no competitivo mundo da música R&B por ter muito talento e uma voz maravilhosa.Adoro quando surge ótimos álbuns com poderosas vozes femininas no mercado musical - GIRL POWER nesse post. E entre essas belas vozes femininas está o álbum do Ed Sheeran com uma voz apaixonante e ótimas músicas (e recomendo a música e o vídeo de Everything Has Changed parceria com a Taylor Swift, algumas formando coleções de canções de amor que curiosamente foram compostas por ele inspiradas nos relacionamentos dele tanto amorosos quanto encontros e vivências com várias pessoas diferentes como é o caso da música do vídeo The A Team que é sobre uma mulher que conheceu em um abrigo e ela se prostituía para bancar o vício dela pelas drogas.
    E indico o disco Only by the Night (2008) do Kings of Leon!!!:)

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  8. brigado pelos elogios! ;)

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  9. Essa atitude da Ariana já chegar no que ela quer foi mt boa, merece parabéns.


    "I Love It" é o maior hit do Icona Pop. Se vc gostou dessa música pode ouvir o CD inteiro q vc vai adorar!!! :D

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  10. Realmente a voz da Ariana Grande é bem comparável com a da Mariah Carey, ambas são incrivelmente talentosas! Já ouvi falar de T.A.T.U. e até conheço algumas músicas, mas nada que me fizesse procurar mais. A voz da Monáe dispensa comentários...
    Eu gostei bastante da voz do Ed Sheeran. Não sabia de todas essas composições pessoais, tanto sobre sentimentos dele quanto de outros. Também nem sabia sobre a história desse clipe. Talvez agora "The City" tenha um significado maior do que eu percebi a principio.


    Como sempre, sugestão anotadíssima! ;)

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  11. Já conhecia Janelle Monáe com Tightrope, mas não tudo o que você mencionou. Admiro sua voz e estilo. Ed Sheeran é encantador, concordo é agradável de se ouvir mesmo sendo um pouco deprê.
    Um beijo

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  12. O fato de o Icona Pop ser formado por duas mulheres é o q deu estilo a dupla. Até agora não consegui esquecer "I Love It"... rsrs
    É realmente bom ver a carreira de um artista numa fase mais avançada, pois ñ é mt legal ver aqueles artistas adolescentes fazendo musiquinhas melosas. Ariana passa longe disso... Vale a pena ouvir! ;)

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