postado por Funs Hunter em 08 outubro 2013

Resenha | Não Brinque com Fogo

Autor: John Verdon
Editora: Arqueiro
Páginas: 400
Skoob: Adicione
Compre: Encontre o melhor preço.

Sinopse: No ano 2000, um criminoso que ficou conhecido como Bom Pastor matou seis pessoas em estradas, dentro de seus carros em movimento. Na época, ele enviou um manifesto à polícia no qual deixava claras suas motivações: uma cruzada solitária contra a ganância. Após o sexto assassinato, no entanto, encerrou a matança e nunca foi descoberto. Dez anos depois, uma jovem estudante de jornalismo está fazendo um documentário sobre os familiares das vítimas quando coisas estranhas começam a acontecer em sua casa. Objetos são trocados de lugar, maçanetas são afrouxadas, luzes se apagam sozinhas. Assustada, ela contrata Dave Gurney como consultor. Depois de ler o material sobre o caso – incluindo o perfil psicológico do assassino elaborado pelo FBI –, o detetive coloca em dúvida toda a lógica da investigação. Ao confrontar os agentes responsáveis, porém, Dave percebe que está mexendo em um ninho de vespas, o que fica evidente quando até pessoas que o apoiaram no passado se voltam contra ele. Agora seu único aliado é o antigo parceiro Jack Hardwick, um policial grosseirão e debochado que não esconde seu desprezo pelas autoridades. Com sua ajuda, Dave tem acesso aos relatórios confidenciais do caso e começa a própria investigação. Mais uma vez, ele se colocará em risco enquanto tenta provar seu ponto de vista e capturar o criminoso. Além de reunir todas as qualidades da série Dave Gurney – personagens bem construídos e uma admirável engenhosidade narrativa –, “Não Brinque Com Fogo” vai além: é um lembrete do poder da fé em si mesmo num mundo onde isso é cada vez mais raro.




Primeiramente, quero dizer que achei muito interessante o detalhe do olho na capa do livro. Porém, irei falar da capa um pouco adiante.

Essa é mais uma história protagonizada pelo detetive aposentado Dave Gurney. Confesso que ainda não tive a oportunidade de ler as anteriores, mas, após a leitura desta, acredito que irei gostar bastante dos outros títulos.
Mas, vamos ao que interessa?


Eis um assunto que muito me interessa, ficção policial, ainda mais regado a um bom enredo. Não Brinque Com Fogo, conta como um documentário se tornou mais um caso intrigante que caiu nas mãos do detetive Gurney.  Este, um detetive já aposentado, porém com um currículum  indiscutível.  Homem de personalidade forte e capaz de enxergar o que outros deixam passar despercebidos.
Gurney ainda se recuperava de um acontecimento atormentador, no qual, quase perdeu sua vida. Não morreu, porém, ficou com algumas sequelas que lhe atormentavam um pouco. 
Certo dia, ele recebe um telefonema de uma antiga amiga pedindo para ele auxiliar sua filha, Kin Corazon, aspirante a repórter, em um documentário que a mesma estava realizando sobre um caso antigo de um serial killer, denominado como “O Bom Pastor”.

Tudo que o detetive não imaginava, era que iria adentrar numa trama perigosa e cheia de personagens com personalidades fortes e marcantes.
Ao analisar os relatórios, alguns confidencias do FBI, o que gerou certa revolta por parte dos agentes responsáveis pelo caso original, o detetive começou a perceber algumas inconsistências no que fora exposto no passado. Quanto mais avançava em suas deduções, mais inimigos ia fazendo. Tanto, que fatos estranhos começaram a acontecer com ele e com outros envolvidos no documentário.

No decorrer da história, surgem alguns personagens bem interessantes. Hardwick, um conhecido de Gurney que o auxiliava, conseguindo por meio de contatos antigos, os dados que ele não teria acesso sozinho.  Max Clinter, um ex-policial completamente fissurado em acabar com o bom pastor. A tenente Bullard, mulher forte e destemida que não se deixa ser rebaixada nem mesmo pelo poderoso FBI. E outros, que apesar de não tanta participação, deixam sua marca.

O livro em si, é dividido em três partes. A primeira, não tão interessante, fala do documentário, apresenta alguns personagens, coloca o leitor a parte do que representa o caso do bom pastor, além de alguns fatos leves, porém, significativos para o desfecho da história.
A segunda parte já é mais interessante, o detetive Gurney mergulha a fundo no caso do bom pastor e muitas coisas vão acontecendo em paralelo, deixando a história atraente e empolgante. É nessa parte que temos o retorno do serial killer e é possível ligar alguns fatos e informações para começarmos a levantar hipóteses quanto à identidade do assassino.
Porém, é na terceira parte que “o bicho pega”. Novos assassinatos surgem, o assassino está cada vez mais presente e o perigo bate a porta a todo o momento. É nessa parte que vemos toda competência e coragem do detetive, culminando num acontecimento inacreditável, confesso que nunca poderia imaginar tudo que aconteceu no desfecho do caso do bom pastor.

O livro tem seus altos e baixos, em alguns momentos, a história não desperta muita vontade de prosseguir a leitura, porém, na maior parte dele, a leitura é tão envolvente que não é possível parar de ler. O desejo de chegar ao final e encontrar as respostas de nossas dúvidas torna tudo mais atraente. Típico dos livros policiais.
Como citei lá em cima, assim que peguei o livro em mãos, a capa já me chamou atenção. As letras grandes, brancas e reflexivas num fundo preto já me agradaram bastante. Porém o que realmente me atraiu foi o detalhe do olho em destaque no meio rosto exposto na capa. Dependendo do ângulo que você olha, passa a impressão da imagem estar viva, muito legal! Como a maioria dos livros policiais, as letras são pequenas, porém os capítulos não são muito extensos. As páginas são amareladas e sem nenhum destaque em especial.

É uma leitura bastante envolvente, o leitor vai assimilando as informações e levantando suas hipóteses, até chegar ao desfecho pensado pelo autor.
Gostei muito de ler esse livro, é o primeiro do autor John Verdon que tenho o prazer de conhecer e espero em breve ter em mãos os outros volumes, pois segundo minhas pesquisas, são tão bons quanto este. Recomendo a leitura, principalmente para aqueles que gostam do gênero policial e admiram uma boa trama.


Boa leitura!







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Sobre o Autor:
Evandro
Evandro é Colaborador do blog, fascinado por Animes, tecnologia e games. Apaixonado por leitura e professor nas horas vagas. Nada criativo para terminar essa biografia e apressado para assistir e ler logo após.


15 comentários:

  1. Parabéns pela sua resenha, muito bem elaborada e o mais importante: sem spoillers. rs Adoro livros do gênero policial, inclusive estou lendo um ótimo "Os homens que não amavam as mulheres", do Stieg Larsson.
    Esse livro realmente intimida, não só pelo título, mas pela capa em si. Encontrei-me curiosa ao ler a resenha, fico imaginando que devorarei o livro se de fato o ler. Gostei bastante do enredo.

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  2. Sempre gostei muito de um romance policial e esse parece ser muito bom. Vou experimentar ler e desvendar esse mistério que tanto me intrigou. Nada como um bom livro pra estimular nossas mentes, não é? Amei.

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  3. Esse é o meu estilo de livro!!!

    Já tenho esse que pretendo ler em breve!

    Adorei a dica

    Beijinhos

    Rizia-Livroterapias

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  4. interessante. é a primeira resenha que leio sobre Não Brinque com Fogo e não podia ser melhor. o livro tem e mantêm seu ritmo como todo bom livro do gênero policial tem que ter. Gurney é um personagem que tem seus demônios e pelo visto vai ter que enfrentá-los no decorrer da história. como fã de livros assim, com certeza vou lê-lo assim que possível. não achei a capa tão legal mas quero ver esse "truque" do olho nela. rs resenha A+ =)

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  5. Adorei a premissa do livro,
    faz o meu gênero,já tinha visto ele antes mas não tinha procurado saber mais sobre o enredo, e tenho que dizer que muito me chamou a atenção,leria com certeza.

    http://soubibliofila.blogspot.com.br/

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  6. Já ouvi falar bastante de John Verdon, mas confesso que nunca tinha me interessado pelos seus livros. Gosto de ficção policial, acho interessantes. Pela sinopse achei que o foco seria na jovem jornalista, mas depois pela sua resenha o foco é totalmente voltado ao detetive Gurney. Não tinha reparado na capa, na próxima ida a uma livraria vou prestar mais atenção.
    Um beijo

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  7. O livro parece ser muito bom, pena que esta capa não ajuda.
    Bjs, Rose.

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  8. Os livros do John Verdon são realmente muito bons mesmo. Como sou fã de romance policial, os livros desse autor sempre estarão na minha listinha. Legal nesse livro é essa tensão que ele imprimiu na terceira parte do livro. E o que são os finais imprevisíveis que ele cria?!?! E muito bem, por sinal!

    @_Dom_Dom

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  9. Eu adoro livros de ficção policial e ainda mais aqueles que tem altos e baixos. Acho que vou ler esse livro.
    Espero poder me envolver ao longo da história.

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  10. Michelli Santos Prado25 de outubro de 2013 15:59

    Parabéns pela resenha!! Não li nenhum livro do autor, mas quando vi que era um gênero policial, fiquei bem animada e curiosa...Pois é meu gênero de leitura preferido =)
    Já está na minha lista de desejados e espero conferir em breve!!

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  11. Eu tenho um livro desse autor - Eu sei o que você esta pensando - que ainda não li. Mas, pela sua resenha, já posso imaginar o que me aguarda. Com certeza, esse livro vai entrar na minha prateleira também! Eu adoro livros de suspense, mas compras agora, só no Natal. Já estourei o meu limite na Bienal..rsrsrsrs

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  12. poxa, nunca li nada do autor mas fiquei bem empolgada agora, com sua resenha. Essas histórias de thriller sempre me despertam interesse. :D
    Um suspense assim me engole horas de leitura :D

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  13. Vou iniciar hoje! Os dois livros anteriores foram gratas surpresas e espero que o quarto livro da saga seja traduzido em breve! Geralmente as capaz dos livros de Gurney fazem todo sentido com a história dos crimes. Espero entender melhor está depois de ler.

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  14. Amo ficção policial também, e depois de muitas resenhas, esse livro do John Verdon já entrou pra minha lista!

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  15. Parece um bom suspense policial para tirar o fôlego. Ainda não li nada desse autor, mas só tenho lido resenhas e comentários positivos sobre as suas obras. Esse, definitivamente, vai para a lista!

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