postado por Matheus em 07 outubro 2013

O Que Passou Por Meus Fones #36

Boa noite adoráveis hunters! Como vão? Enfim, aqui estou, com um dia de atraso, para atualizar a coluna "O Que Passou Por Meus Fones" com aquilo que ouvi pela semana. Essa semana teve apenas três discos, cada um bom pra um gosto diferente. 
Quer ver um disco que você gosta aqui na coluna? Sugira-o nos comentários! Regrinhas gerais para sugestão aqui.
Não viu o post da semana passada? Veja aqui!



AM | Arctic Monkeys

Com pouco tempo de carreira a banda Arctic Monkeys já detém uma posição respeitável no mundo musical. Seus discos são sempre bem recebidos pela crítica, e também conseguem boas posições nas tabelas de sucesso. À que isso se deve? À seu indie rock muito bem desenvolvido e ao seu estilo particular, que pode ser comparado à outras bandas do tipo, mas sem grande semelhança.
Essa sua receita que vem fazendo sucesso desde o lançamento do aclamado disco “Whatever People Say I Am, That's What I'm Not” continuou no disco mais recente da banda “AM”. Esse disco começa com a tragicamente romântica “Do I Wanna Know?”, carregada de um tom romântico mal resolvido e duvidoso e com uma melodia poderosa, capaz de agradar até aos menos receptivos a músicas alternativas. Mas já na próxima faixa o disco se torna um tanto mais forte, isso porque “R U Mine?” tem uma batida carregada de riffs de guitarra muito bem tocados e uma bateria ainda mais pulsante, ambas se encaixando com a letra duvidosamente romântica e aos bons vocais do Alex Turner. “Arabella” começa como uma música alternativa bem no estilo da banda, mas chega um ponto onde uma guitarra potente aparece deixando-a com uma fantástica cara de “rock ‘n’ roll”. A despretensiosa “I Want It All” consegue mostrar da melhor forma possível o lado obscuro que boa parte do disco guarda, sem perder a qualidade costumeira.
No meio de toda essa animação potente que seguiu “AM” até aqui “No. 1 Party Anthem” chega para fazer um contraponto, conseguindo cativar o ouvinte com sua monotonia hipnotizante. Esse estilo tristonho mas ao mesmo tempo apaixonante continua em “Mad Sounds”, que se engrandece ainda mais com os vocais bem medidos do Turner e com sua melodia levemente sintetizada, que ainda guarda os instrumentos tipicamente utilizados pela banda. O disco volta a se animar com “Snap Out Of It”, que mesmo não contendo riffs tão fascinantes como no início consegue criar uma boa batida. “Knee Socks”, além de conter uma ótima melodia bem “rock” também deixa mais evidente algumas inspirações mais distintas que a banda utilizou no disco, como o R&B e uma pequena pitada de soul. Depois de tudo isso “I Wanna Be Yours” chega para fechar o disco com seu tom melódico, mas não tão cativante como aquele visto em “No. 1 Party Anthem” e “Mad Sounds”.
A capa de “AM” é simples e com múltiplas interpretações. Algo que se encaixa ao disco, cheio de sentimentos e emoções difíceis de compreender, mas que pode fazer todo sentido àqueles que se entregarem ao som sincero do Arctic Monkeys.

Veja abaixo o videoclipe de "Do I Wanna Know?".


True | Avicii

O DJ Avicii está seguindo o mesmo caminho de boa parte dos DJs de sucesso atuais. Começou como um mero DJ fazendo remixes e produzindo algumas músicas, mas então lançou seu primeiro disco. Assim como boa parte dos discos de DJs, “True” está repleto de colaborações. Convenhamos que o mercado de música eletrônica atual não anda muito inovador, e “True” também não é. Mas sua boa produção e suas batidas contagiantes tem tudo para agradar à fãs de uma boa música eletrônica.
Toda essa pirotecnia eletrônica começa com “Wake Me Up” uma boa música eletrônica, não tão contagiante quanto poderia ser; algo que se deve principalmente ao fato de a música conter diversos elementos de folk, elementos esses que conseguem entrar em harmonia na melodia, mas que não consegue deixa-la extremamente contagiante. Depois aparece “You Make Me” investindo completamente num eletrônico puro, sem buscar novos elementos. Isso cai bem a música e a composição (sem nada de espetacular), criando assim uma boa música de balada. “Hey Brother” traz novamente os elementos folks, mas agora bem medidos e utilizados, conseguindo criar uma boa melodia que ainda deixa espaço para os vocais, de autoria do Dan Tyminski. Um começo calmo e misterioso pode ser percebido em “Addicted To You”; esse estilo misterioso percorre toda a música, mas nunca perdendo o bom toque eletrônico que acompanha a voz deslumbrante da Audra Mae, muito comparáveis aos da Adele e tão potentes quanto. Já “Dear Boy” aposta numa pegada bem mais house, enormemente cativante e com belos vocais da Karen Marie Ørsted, não tão magníficos quanto os da Audra devido à seu tom meio sintetizado, mas ainda assim bons. No meio de todos esses vocais da parte de desconhecidos “Lay Me Down” aparece nos mostrando os vocais do Adam Lambert, nada espetaculares, e que se tornam ainda mais fora de atenção devido à melodia diferenciada e bem produzida. Um pouco antes do fim aparece “Hope There’s Someone” completamente surpreendente. Começando com uma melodia meia-boca e vocais misteriosos da Linnea Henriksson, logo entra em cena uma batida mais completa e fantástica, e os vocais da Linnea se mostram com uma leveza e profundidade arrebatadora. Isso sem contar na composição, uma das melhores (senão a melhor) do disco.
Avicii já aparece mostrando que não podemos esperar algo grandioso da parte dele por enquanto. Em “True” ele se mostra capaz de criar ótimas melodias que, quando juntadas aos vocais certos, pode resultar em grandes músicas. Nada que não possa ser ainda mais aperfeiçoado.

Confira logo abaixo o estilo tipicamente eletrônico do Avicii em "Hope There's Someone".


Lovestrong | Christina Perri

De onde você se lembra do nome Christina Perri? Da música “A Thousand Years”, que faz parte da trilha-sonora do filme Saga Crepúsculo: Amanhecer Parte 1? Ou você já ouviu “Jar Of Hearts”, sua música mais conhecida até agora? Conhecendo essas ou outras músicas de sua carreira sem ouvir “Lovestrong” por completo pode te esconder o maior defeito de suas músicas, o excesso de sentimentalismo, muitas vezes barato.
É óbvio que esse tipo de música, transbordando sentimentos (verdadeiros ou não), pode agradar muitas pessoas, mas a verdade é que quando se junta muitas músicas do tipo em um único disco este pode se tornar inconsistente, e em casos extremos cansativo. “Lovestrong”, por sorte, não se tornou nada disso. A primeira faixa, “Bluebird”, nos mostra logo de cara todo o sentimentalismo empregado pela Perri em suas composições, mas também ressaltando seus incríveis vocais que deixa a simplória melodia em completo segundo plano. “Arms” aparece trazendo de novo tudo o que tornou a faixa anterior boa, mas agora apostando numa melodia mais produzida, e acertando em cheio. Na próxima faixa, “Bang Bang Bang”, a melodia tenta se tornar mais animada, mas isso não deu muito certo, e o refrão soa artificial demais, isso sem contar num teclado cafona e desnecessário que toma conta de uma parte da música. 
Percebendo que não há como escapar desse sentimentalismo quando se ouve o álbum o melhor à se fazer é se acostumar com isso e prestar a devida atenção às músicas. É só assim que podemos nos dar conta da qualidade de “Distance”, que consegue equilibrar bem suas emoções, não tornando-se melosa. Essa música se engrandece com sua melodia, bem desenvolvida e com um piano perfeito ao fundo, sempre ressaltando e dando o devido valor aos vocais da Perri. A próxima faixa, “Jar Of Hearts”, também usa dos mesmo elementos que deixaram “Distance” boa pra deixa-la ainda melhor. Seu piano melancólico combina perfeitamente com os vocais incríveis da Christina, que conseguem alcançar o mais alto nível de magnificência nessa música, sendo capaz de nos envolver e até mesmo emocionar. Mais a frente “Miles” se joga num pop-rock bem leve e adorável, capaz de agradar a muitos; o único problema da música é, novamente, o excesso de sentimentalismo. “The Lonely”, por sua vez, traz de volta os pianos e todo o enorme poder vocal da Perri em “Jar Of Hearts”, só que aqui seguida com um tom bem mais obscuro e dramático. Por fim aparece “Tragedy” no mesmo estilo das demais canções, só que agora um pouco mais forte, tanto na melodia quanto na composição e nos vocais.
Românticos e românticas de plantão podem achar “Lovestrong” um disco perfeito. Dependendo do ponto de vista talvez ele seja mesmo, pois sua forma de tratar o amor pode até ser melosa, mas ainda assim é boa. Ele é uma daquelas obras que dependem do gosto de cada um, mas que ainda assim não pode ser considerado magnífico.

Abaixo está o videoclipe de "Jar Of Hearts" para vocês observarem.






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Sobre o Autor:
Matheus
Matheus é Colaborador do blog, cinéfilo de carteirinha, leitor compulsivo e aficionado por música. Quando não está lendo, pode-se vê-lo re-assistindo Kill Bill ou então ouvindo música com os seus fones inseparáveis.


19 comentários:

  1. Ah! Música. Um assunto que adoro.
    Bom, de todos os álbuns citados, só conheço do Arctic Monkeys. Confesso que não sou fã nem nada, mas esse último álbum está muito bom. Minhas faixas favoritas são "R u mine?", "Do I wanna know?" e "Why'd you only call me when you're high?". O engraçado é que todos esses títulos são perguntas. Haha A batida das músicas são deliciosas, as letras são ótimas, realmente tirei o chapéu para eles, me surpreendi.
    Da Christina Perri realmente só conheço "A thousand years" e "Jar of hearts", nunca me interessei por outras músicas, mas procurarei mais sobre os outros álbuns. Adoro conhecer música nova.

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  2. Bem original o clip da música Do i wanna know? e a música é melodiosa e gostosa de ouvir. Já as músicas eletrônicas não curto muito, salvo uma ou duas que já ouvi e gostei. O Avicii até que é bom, mas não faz meu estilo. Agora as músicas de Christina Perri, amo de montão. E esse clip é tudo de bom. Adorei a seleção que você fez. Demais.

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  3. Meu namorado é loucooooo de pedra por Arctic Monkeys, e eu gosto muito da Christina Perri!
    Legais os CDs! ^^

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  4. Christina Perri! conheço o trabalho dela desde
    Jar Of Hearts, que era até então seu grande sucesso como vc bem mencionou. o som dela é ok, acho que os toques com pianos e esse sentimentalismo em quase todas as músicas é o que me atrai de um jeito diferente, eu não amo mas também não desgosto. rs ;)

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  5. tbm ñ sou fã do Arctic Monkeys, mas tenho q concordar q esse disco é incrível! *-*
    Se vc gosta dessas duas músicas da Christina talvez vc goste desse CD. ;)

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  6. tbm ñ amei nem desgostei a Christina Perri. É claro q gostei de algumas músicas mais q de outras, mas o CD como um todo é bem "ok" msm.

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  7. Já conhecia Artic Monkeys, mas não sou fã. Christina Perri gosto do estilo, do sentimentalismo e da sua voz. Mas da dica que eu realmente gostei foi Avicii curto um som eletrônico com vocais, não somente o batidão.
    Um beijo

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  8. Legal suas escolhas da semana, mas confesso que apenas o "Avicii" me chamou um pouco de atenção pelo fato de ser eletrônico, pois me amarro em sons assim.

    @_Dom_Dom

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  9. Eu só conheço o Arctic Monkeys e a Christina Perri, mas pouquíssimas músicas eu escuto.
    Queria ver um dia a Leona Lewis por aqui, quem sabe né ?
    Adorei o post!

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  10. Michelli Santos Prado24 de outubro de 2013 16:18

    Olá Matheus!! Adorei tuas escolhas de músicas, mas confesso que sou uma grande fã de
    Christina Perri, e adorei ver de novo seu clipe!! Ela é super talentosa e suas músicas são demais!!

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  11. Eu sou péssima com música, mas eu reconheci a cantora Cristina Perri de outro clipe que eu adoro (uma música triste...igual a essa). Curti a sua sugestão. Os outros artistas eu não curti.

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  12. pra qm gosta de eletrônico o Avicii é uma boa pedida ;)

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  13. realemente, a Christina Perri tem talento!

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  14. eu já resenhei "Echo", da Leona Lewis, aqui: http://www.funshunter.com/2012/09/o-que-passou-por-meu-fones-9.html
    Mas como vc sugeriu ela anotei "Spirit" pra ouvir em breve... ;)

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  15. Arctic Monkeys é bom demais o/
    confesso que não conheço nenhum dos outros que vc postou mas curti a capa do Lovestrong, de Perri... vou carregar aqui pra ver se gosto... :D

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  16. E retornando para minha coluna favorita, "O Que passou por meus Fones nº36", destaco rapidamente aqui minha grande alegria de ter descoberto um disco muito bom por intermédio do Matheus (valeu,man!:) gostei muito do Artic Monkeys.Já do Avicii pelo que li na resenha, na minha opinião, resumindo ele é algo meio David Guetta,e mais uma vez obrigada por tomar nota das minhas sugestões e depois resenhar de uma forma bem legal e discontraída,adorei as palavras sobre a Christina Perri e o álbum dela.A voz dela é poderosa e como compositora ela manda muito bem.

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  17. E retornando para minha coluna favorita, "O Que passou por meus Fones nº36", destaco rapidamente aqui minha grande alegria de ter descoberto um disco muito bom por intermédio do Matheus (valeu,man!:) gostei muito do Artic Monkeys.Já do Avicii pelo que li na resenha, na minha opinião, resumindo musicalmente ele é algo meio David Guetta,e mais uma vez obrigada por tomar nota das minhas sugestões e depois resenhar de uma forma bem legal e descontraída,adorei as palavras sobre a Christina Perri e o álbum dela.
    A voz dela é poderosa e como compositora ela manda muito bem.

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  18. q bom q vc gostou do som do Arctic Monkeys! =D
    Ñ achei o Avicii parecido com o David Guetta (achei o som dele com um estilo mais diferenciado, mas não necessariamente melhor).
    Pode ter certeza q é sempre bom resenhar os discos q vc ou qualquer outro leitor sugere! E é ainda melhor saber q o sugestor gostou da resenha! =D

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  19. Bem, dos 3 álbuns apresentados eu me identifiquei apenas com a Christina Perri. Não conhecia mas fui buscar mais coisas e confesso que gostei. Não é algo de extraordinário, mas é uma boa música pra passar o tempo.

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