postado por Matheus em 01 dezembro 2013

O Que Passou Por Meus Fones #39

Boa noite adoráveis hunters! Tudo bem com vocês? Depois de uma semana de atraso aqui estou eu para lhes mostrar o que eu ouvi por esses dias. Houve trilhas-sonoras e também bons discos de rock, nas suas diversas formas. Vejam e espero que gostem!
Quer ver um disco que você gosta aqui na coluna? Sugira-o nos comentários! Regrinhas gerais para sugestão aqui.
Não viu o post anterior? Veja aqui!




Quando os produtores percebem que certa saga está rendendo o esperado é comum aumentarem os investimentos para o próximo filme. Esses investimentos a mais podem ser facilmente notados, principalmente no visual do filme, que sempre fica ainda mais incrementado. É isso que aconteceu com Jogos Vorazes- Em Chamas! Depois de perceberem que o primeiro filme era capaz de criar uma saga altamente rentável decidiram aumentar os investimentos nesse segundo filme da série. Investimentos esses bem gastos, já que o filme está sendo um grande sucesso de bilheteria e está conquistando a crítica. Além do filme em si, a trilha-sonora também evoluiu! De um bom disco (“The Hunger Games: Songs From District 12 And Beyond”) cheio de artistas pouquíssimos conhecidos a trilha-sonora evoluiu para um disco com músicas poderosas, interpretadas por artistas de renome. A qualidade continuou de um disco para outro, mas a emoção ao ouvir essa trilha-sonora é maior do que aquela sentida quando se ouvia seu antecessor (pelo menos na maioria das faixas).
Para começar com tudo aparece “Atlas”, interpretada pelo Coldplay. A música é de uma beleza mística simples, que mesmo não tendo uma superprodução consegue ser incrível devido ao talento da banda; isso sem contar os vocais magníficos do Chris Martin e a melodia atraente, capaz de cativar qualquer um! Depois desse grande início aparece “Silhouettes”, de autoria da banda indie Of Monsters And Man. Contando com um ritmo pulsante a música se torna ainda mais emocionante com os vocais apaixonantes da Nanna Bryndís. Logo após vem a Sia, em parceria com a banda The Weeknd e o DJ Diplo, na música “Elastic Heart”; no início a música pode parecer mais do mesmo, mas ao decorrer dela ela engrandece, contendo uma melodia pop muito bem produzida e os ótimos vocais da Sia. Cantando “We Remain” a cantora Christina Aguilera dá um verdadeiro show! Fugindo do pop grudento e sem graça de seu último disco (“Lotus”) ela demonstra um grande poder vocal sobre a melodia simples e graciosa da música, algo que engrandece, e muito, sua incrível voz.
Quem também marca presença no disco é a polêmica Lorde. Mesmo que muitos a critiquem por suas críticas a outros artistas ninguém pode negar que a moça tem talento. Regravando a música “Everybody Wants To Rule The World”, da dupla Tears For Fears, ela é capaz de impressionar com seus vocais marcantes, que sobressaltam a melodia, misteriosa e pulsante. Quem ficou ofuscada no disco é a Ellie Goulding, que canta “Mirrors”, uma boa música, mas que não se encaixa muito bem num disco onde o alternativo se ressalta. Algo semelhante acontece com a cantora Santigold, que também não consegue achar seu lugar no disco. Mas para amenizar essas músicas não encaixantes Patti Smith, uma lenda do punk, aparece e canta com perfeição “Capital Letter”, que flui fantasticamente em um incrível folk-rock.
Mesmo que o disco não consiga manter seu auto nível do início ao fim ele é capaz de criar um ótimo clima para a história de Jogos Vorazes: Em Chamas. E até mesmo aqueles que não se sentem agraciados pelo filme podem se deliciar com essa trilha-sonora, que se mostra uma boa obra, independentemente do filme. 

Vejam abaixo o belo lyric video de "Atlas".



Waking Up | OneRepublic
(sugerido por VANESSA QUEIROS)

Depois do sucesso obtido com o disco “Dreaming Out Loud” a banda OneRepublic sabia que seu próximo disco deveria fazer tanto sucesso quanto. Enquanto “Dreaming Out Loud” apostava em músicas melódicas e cheias de instrumentos diversos muito bem misturados “Waking Up”, seu segundo disco, já mudou de sonoridade, focando bem mais no pop-rock. Mas não há do que reclamar, porque mesmo que o disco não tenha alcançado a mesma fama de seu antecessor a qualidade continuou e o estilo, mesmo que diferente, é ainda mais atraente.
O início com “Made For You” já mostra que, por menor que seja, a mudança no estilo da banda é facilmente notado. A música ainda guarda o típico piano ao fundo, mas agora acompanhado com um pop-rock bem mais sério, por assim dizer. Logo depois “All The Right Moves” aparece mostrando que a banda ainda consegue criar músicas com potencial para hit. Mesmo que a música não tenha alcançado um grande sucesso ela é bem conhecida, e merecidamente. Com um refrão potente e uma melodia extremamente contagiante a música se torna ainda melhor com os vocais do Ryan Tedder, mais uma vez sem nada de especial, mas extremamente agradáveis aos ouvidos. “Everybody Loves Me” dá uma guinada para um rock alternativo no início, mas não demora em se mostrar mais uma vez uma boa música de pop-rock. Mas nem tudo é animação no disco, e “Missing Persons 1 & 2” chega para nos mostrar que a banda pode se perder um pouco, principalmente quando tenta fazer músicas mais pretenciosas. Contendo uma melodia bem mais experimental a música decai ainda mais quando a melodia muda completamente do bom tom melódico do início para um completo estilo experimental, não tão agradável. Logo após “Good Life” chega ao disco trazendo consigo uma batida bem melódica, nem um pouco animada, mas também não melancólica; poderia ficar melhor, mas o resultado final foi algo razoável. Se a melancolia não apareceu em “Good Life” ela pode ser notada em “Fear”, que conta com vocais muito bem medidos do Ryan e com uma boa melodia, que mesmo sendo bem alternativa consegue ser agradável. Quase ao fim do disco “Marchin’ On” chega trazendo uma boa mensagem na sua composição juntamente com uma boa melodia, animadora e nem um pouco exagerada. Um dos destaques do álbum. “Waking Up” por fim se acaba com “Lullaby”, que com seu tom tristonho consegue ser outra música agradabilíssima do disco.
Devido à sútil mudança de estilo referente à “Dreaming Out Loud” “Waking Up” pode soar um tanto diferente demais quando ouvido pela primeira vez. Mas ainda assim é facilmente perceptível que o disco contém músicas muito bem produzidas que, mesmo não alcançando estrondosos sucessos, conseguem fazer com que o disco se torne bom.

Confira o videoclipe da contagiante "All The Right Moves" logo abaixo.



Interprete o título desse álbum ao pé da letra: “Jogos Vorazes: Canções Do Distrito 12 E Além”. Sim, pois é isso que o disco é! Classificá-lo como uma trilha-sonora pode ser algo equivocado, já que apenas “Safe & Sound (feat. The Civil Wars)” aparece no filme Jogos Vorazes. Mas ainda assim o disco contém incríveis músicas com estilos únicos, todas que poderiam ser classificadas como músicas que saíram do tristonho e nostálgico Distrito 12 (local onde mora Katniss em Jogos Vorazes). Pensando assim podemos dizer: como saem boas músicas do Distrito 12!
O disco se inicia muito bem com a tensa “Abraham’s Daughter”, de autoria da banda Arcade Fire. Com sua melodia forte e marcante, com um estilo de hino cívico, a música se completa com os vocais quase falados da Régine Chassagne, algo capaz de criar uma música que beira o épico! Depois desse rock experimental muito bem feito nos deparamos com a delícia country da dupla The Secret Sisters em “Tomorrow Will Be Kinder”. Com seu ritmo arrastado e seus vocais atraentes e melódicos a música é perfeita de se ouvir, e, como o restante do disco, se encaixa muito bem com a realidade do filme. Mais a frente aparece “Safe & Sound (feat. The Civil Wars)”, cantada pela famosa Taylor Swift. Sua melodia calma e seus arranjos de violão melancólicos servem apenas para acompanhar a voz incrível da Taylor, que dá aqui uma das melhores interpretações de sua carreira, conseguindo nos emocionar de uma forma incrível. Para mudar de estilo o rapper Kid Cudi aparece e nos mostra “The Ruler And The Killer”, uma boa música, que mesmo tendo fortes traços de rap não deixa de ser alternativa. Voltando ao country alternativo do início “Kingdom Come” aposta certeiramente no estilo típico da dupla The Civil Wars, com uma melodia melódica e arranjos bem feitos de violão, sempre acompanhando os vocais perfeitos da dupla.
Outro que aparece no disco é a banda Marrom 5, com a música “Come Away To The Water”. A música, de uma simplicidade grandiosa, pode soar estranha aos vocais do Adam Levine devido a essa simplicidade, algo que não vemos nas músicas da banda. A melódica “Rules” também chama a atenção no álbum. Com uma bela composição poética a música só necessitava de bons vocais para ficar ainda melhor; e esses bons vocais são encontrados na Jayme Dee, uma cantora pop estreante ainda não muito conhecida. Taylor Swift aparece novamente no disco com “Eyes Open”, bem diferente do estilo de “Safe & Sound”, indo pro pop-rock-country comum da Taylor. De um jeito ou de outro a música consegue ser bem legal. Por fim aparece a incrível Birdy para cantar “Just A Game”. Mesmo que sua melodia seja simples demais os vocais da Birdy continuam magníficos, dispensa maiores comentários.
Sempre apostando no mesmo estilo alternativo melancólico e nostálgico “The Hunger Games: Sounds From District 12 And Beyond” consegue se mostrar um disco grandioso. Além de conter músicas muito bem produzidas boa parte delas também é agradabilíssima. É ouvir pra se deliciar! 

Se sintam atraídos por "Safe & Sound (feat. The Civil Wars)" com seu videoclipe logo abaixo.


Mundo A Descobrir | Scracho
(sugerido por Julia)

É difícil não comparar a banda Scracho com o Forfun. As duas saíram do Rio de Janeiro com poucos anos de diferença e as duas investem no mesmo som: uma mistura de reggae com rock. Mas comparando “Alegria Compartilhada” (do Forfun) com “Mundo A Descobrir” a diferença é notável. Enquanto o Forfun não conseguia ministrar muito bem os dois estilos que tinham em mãos o Scracho consegue fazer isso de uma ótima forma, e ainda trazendo fortes e boas pitadas românticas.
A banda conseguiu um sucesso maior depois que fez seu acústico MTV (muito bom, diga-se de passagem), quando então músicas como “Morena” ficaram nacionalmente conhecidas. E para aqueles que já se deleitaram ao cantar (ao menos o refrão) de “Morena” “Mundo A Descobrir” pode ser uma ótima pedida.
“Bem-te-vi” abre o disco mostrando uma boa e contagiante batida reggae, com fortes pitadas de rock, juntamente com uma bela composição, romântica mas nem um pouco piegas. À frente, “Tragédia Dos Comuns” chega trazendo uma melodia inicial bem mais enxuta, mas no refrão uma incrível batida de rock aparece, tornando a música bem contagiante. Mais uma vez, a composição é muito bem escrita e com versos deliciosamente poéticos. “#tudobem” mais uma vez mistura muito bem o reggae com o rock, criando um refrão delicioso de se ouvir devido principalmente à guitarra bem medida que aparece na música. Mesmo que boa parte do disco transcorra nesse contagiante reggae-rock há também faixas que investem mais num reggae calmo e arrastado. Caso da deliciosa “Vida Que Segue”, uma música calmante de uma simplicidade notável, mas que ainda assim consegue cativar-nos. “Incompleto”, com seu doce romantismo, consegue se completar (desculpem-me pelo trocadilho) com os vocais da Debora Teicher (ótima baterista da banda), que se juntam muito bem com os vocais do Diego Miranda, vocalista do Scracho. Então uma animação veloz e consistente aparece em “Não Demora”, mais uma música que investe certeiramente num reggae bem medido e animador. Por fim, “A Seu Tempo” nos delicia novamente com uma bela melodia calma, agora acompanhada de um bom violão acústico. É desnecessário falar que a composição é incrível e que os melódicos vocais completam a música.
Por não ficar sempre preso na mesma mistura de reggae e rock “Mundo A Descobrir” tem tudo para agradar aos que estão à procura de boas músicas de rock, animadas ou melódicas. Mas ainda assim esse disco só serve para lhes introduzir ao Scracho, uma boa banda que merece mais reconhecimento.

Confira abaixo a perfeição romântica de "Incompleto".








Sobre o Autor:
Matheus
Matheus é Colaborador do blog, cinéfilo de carteirinha, leitor compulsivo e aficionado por música. Quando não está lendo, pode-se vê-lo re-assistindo Kill Bill ou então ouvindo música com os seus fones inseparáveis.


8 comentários:

  1. As músicas que você citou e eu gostei bastante foram "Atlas" e "We Remain", achei muito legal mesmo, infelizmente ainda não vi o filme, mas quem sabe eu veja daqui duas semanas, se ainda estiver em cartaz!

    http://blogliterariopalavrasaovento.blogspot.com.br/

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  2. nada que eu goste muito a não ser Coldplay. e olha que Atlas, pra mim, tá longe de ser uma das melhores músicas deles. =/

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  3. com certeza o filme ainda estará em cartaz! filmes de grande sucesso ficam semanas em cartaz!
    tbm ñ vi o filme ainda, logo, logo verei! haha

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  4. na primeira vez q ouvi Atlas tbm esperei mais. Mas agr viciei na música, e percebi o quanto é boa (mas não, não é a melhor da banda)

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  5. LINDO o vídeo do Coldplay! <3
    Não curto Jogos Vorazes, mas a trilha sonora é muito boa!

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  6. E parece que a febre da adaptação de sagas literárias para as telonas veio realmente pra ficar,sendo assim nada mais justo do que adicionar trilhas sonoras de ótima qualidade musical, no caso das 15 faixas desse disco The Hunger Games:Catching Fire - Original Picture Soundtrack não é diferente (mesmo que as músicas não toquem em quase duas horas de filme), particularmente gostei apenas de "Atlas" by Coldplay;"We Remain" by Aguilera;e "Elastic Heart" interpretada pela maravilhosa Sia.Concordo com você que a Ellie assim como o The Weekend e Of Monsters And Men ficaram ofuscados e pra mim a querida Alexandra Patsavas que substituiu o supervisor musical do filme anterior deveria ter reservado esses 3 para a trilha do próximo filme A Esperança parte 1 ou 2.
    Já The hunger Games:Songs From District 12 And Beyond foi um bom álbum pois teve a supervisão musical do grande T-Bone Burnett que foi responsável por produzir
    ótimos artistas como a Diana Krall e The Wallflowers, além dele ser O CARA por trás da canção oscarizada do filme Crazy Heart.
    Como já mencionei anteriormente amo OneRepublic, esse álbum tem ótimas músicas e pra mim adoro em especial "Good Life" e "Secrets".E achei o som da banda Scracho bem legal, e o prêmio de Melhor Banda Independente ganho esse ano foi merecido.

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  7. realmente a trilha-sonora é ótima! :D

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  8. Tenho q concordar com vc: Atlas, Elastic Heart e We Remain são as melhores faixas do disco! E tbm incluo nessa lista Silhouettes, uma música que achei incrível! (adorei o som da banda, que até então não conhecia)
    Não sabia mt sobre os supervisores das duas trilhas-sonoras, mas pelo visto esse T-Bone Burnett é incrível. Aquela música de Coração Louco é incrível! Além de ter uma linda letra q combina perfeitamente com todo o filme o seu ritmo é apaixonante... <3

    E sim, o som do OneRepublic e do Scracho é muito bom. Para mim, a melhor música desse álbuns são, All The Right Moves e Incompleto (isso explica colocar os vídeos das músicas aqui no post rs)

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