postado por Matheus em 23 fevereiro 2014

O Que Passou Por Meus Fones #40

OLÁ QUERIDOS HUNTERS! Me desculpem mas tive que dizer isso em caps lock porque só assim posso demonstrar o quão animado estou para dar continuidade nessa minha tão querida coluna aqui no Fun's Hunter! Nas férias, fiquei mais de um mês com o PC estragado, aí quando enfim arrumei passei algumas desaventuradas semanas sem internet... Mas enfim, aqui estou eu para lhes mostrar alguns discos que andei ouvindo por esses meses (rs); a playlist foi bem variada. Espero que gostem e até a próxima (que não demorará novamente)!
Quer ver um disco que você gosta aqui na coluna? Sugira-o nos comentários! Regrinhas gerais para sugestão aqui.
Não viu o post anterior? Veja aqui!



Umbrella | The Innocence Mission

O mundo da música está cheio de ótimas bandas antigas completamente esquecidas, das quais ninguém se lembra. Descobri-las pode ser uma tarefa difícil, simplesmente porque não se ouve mais falar delas; mas, na sua maioria, quando se ouve uma ou mais músicas é impossível se esquecer. Esse é o caso do The Innocence Mission, uma desconhecida banda de soft rock, que tem uma linda música (“Evensong”) na trilha-sonora de As Vantagens de SerInvisível (motivo pelo qual algumas dispersas pessoas possam conhecer a banda). Para quem gosta de “Evensong” “Umbrella” como um todo se mostrará um ótimo disco. Isso porque o disco inteiro aposta no mesmo estilo “depressivo” e leve de “Evensong”. Algo encantador, mas que para alguns pode ser cansativo.
O início um tanto animado com “And Hiding Away” traz logo de cara os vocais melódicos da Karen Peris - sempre bem medidos e capazes de encantar qualquer um - e a típica melodia leve e simples que a banda sustenta, sempre com alguns traços de um folk melancólico e de um rock alternativo reconfortante. Mais à frente encontramos a faixa-título e toda a sua melancolia, que transborda entre vocais melódicos e uma melodia que encontra sua base num piano simples e encantador. Então logo nos deparamos com a tão falada “Evensong”! Sua melodia não difere muito de todas as outras músicas, contendo sempre a mesma melancolia folk-rock, mas há algo de mágico aqui, capaz de acertar em cheio qualquer um, fazendo com que se apaixone por ela. Os vocais da Karen soam ainda mais melódicos aqui, completando assim a música e tornando-a perfeita. Logo a frente aparece “Now Is This Hush”, que traz consigo uma melodia menos melancólica, mas que ainda se mostra uma música melancólica pelos vocais da Karen, que novamente encantam a todos. Quase ao final do disco “Revolving Man” assume um tom mais sério, com sua letra também mais séria, não contendo tanto da animação de antes. Por fim, aparece “My Waltzing Days Are Over / Minta’s Waltz”, também não tão melancólica, apostando aqui num tom quase de cantiga de ninar; algo simples, mas atraente.
Ouvir esse grande disco pode causar alguns ataques de melancolia e excessivos dilemas existenciais. Mas nada disso importa quando nos damos conta de quanto a melancolia de suas músicas nos faz bem. 


Ouça logo abaixo a melódica e mágica "Evensong".


Alive | Jessie J

Certa vez, ainda quando “Who You Are” desfrutava de seu sucesso, li a notícia de que a Jessie J disse que, em seu próximo álbum, ela iria expressar os pontos mais “difíceis” de sua vida em suas letras. Sabendo disso, é de se esperar um disco repleto de letras que são lições de vida, além de um tom mais sério. Mas na verdade “Alive” não é nada disso. Ele é um disco pop muito bom, assim como “WhoYou Are” era, e assim como seu antecessor ele aposta nas mesmas melodias de R&B e pop, com algumas músicas mais animadas e outras mais sérias. Não há nada aqui que não havia em “Who You Are”.
Logo no início nos deparamos com a infinitamente animadora “It’s My Party”, com uma letra que muito nos lembra “Who’s Laughing Now?”, mas com uma melodia bem mais pop e igualmente contagiante. Logo à frente ouvimos aquela que, muito facilmente, pode ser a melhor faixa do disco: “Thunder”. Sua melodia pulsante se agita na hora certa, algo que dá mais destaque para os grandes vocais da Jessie J, que nunca se mostraram fracos. E sua letra, reconfortante e bem escrita, completa a música, deixando-a animadora e incrível! “Square One” foca um pouco mais no lado romântico (não meloso) da Jessie, acompanhado de uma melodia bem mais básica, algo que combina com o momento. Talvez a única coisa que diminua a qualidade da música sejam os vocais “eletronizados” que permeiam a música, em nada parecido com os ótimos vocais da Jessie. Munida de uma poderosa melodia eletrônica, “Breathe” pode nos cativar com sua letra serena e novamente romântica, mas no seu refrão ela nos contagia com sua batida eletrônica muito bem produzida. Contrastando com a animação sempre presente, “I Miss Her” pode soar fora de eixo com sua melodia simplória, que encontra sua base num ótimo piano. Com isso, os vocais da Jessie J tem todo o espaço necessário para mostrar o quão fantástica é, soando ainda mais sentimental ao cantar essa letra, que claramente se refere a alguém próximo da Jessie que morreu (sendo essa a música que mais expressa a dor da Jessie J no álbum). Mudando novamente de estilo “Excuse My Rude (feat. Becky G)” aposta num estilo quase hip-hop; aqui a Jessie comprova que seus vocais são bons em diversos estilos. Continuando com resquícios do hip-hop anterior aparece “Wild (feat. Big Sean and Dizze Rascall)” uma boa e contagiante música, que só não se tornou melhor devido à brusca mudança de estilo, pulando do pop do refrão para os versos de hip-hop muito rapidamente. Por fim, aparece a faixa título, que se inicia com o típico pop da Jessie, mas que se joga numa batida exageradamente produzida depois de metade da música, fazendo com que ela decaia um pouco.
No final das contas, “Alive” se mostra um bom disco pop. É fortemente visível que há músicas que se destacam mais no disco, mas os bons vocais da Jessie J e seu estilo simples, sem muito exagero, conseguem segurar o álbum do começo ao fim.

Confira logo abaixo toda a simplicidade de "Thunder", um dos destaques de "Alive".


Only By The Night | Kings Of Leon
(sugestão de VANESSA QUEIROS)

Se existe algo que fez com que o Kings Of Leon se firmasse no cenário musical atual isso é “Only By The Night”! O quarto disco de estúdio da banda foi o primeiro disco deles a fazer grande sucesso (ficou em #5 nos EUA) e ainda contém os dois maiores hits deles: “Sex On Fire” e “Use Somebody”. O álbum também ganhou o Grammy de melhor álbum de rock e recebeu duas outras indicações por “Sex On Fire”. O disco fez por merecer, sendo que consegue mostrar toda a identidade da banda num rock limpo - sem apetrechos desnecessários - mas ainda assim fantástico!
“Only By The Night” se inicia com a misteriosa “Closer”, que possui uma batida calma e um toque tenso pertinente, tudo combinando com a composição, cheia de um romantismo tenso e tocante. Mas logo todo esse tom de suspense se esvai com a chegada de “Crawl”, mostrando todo o delicioso estilo “rock de garagem” que o Kings Of Leon mantem (destaque para o divertido solo de guitarra quase ao fim da música). Então aparece “Sex On Fire”! Feito sobre um rock alternativo da melhor qualidade, a música esbanja uma sensualidade nata, algo que aumenta com os vocais fortemente expressivos de Caleb Followill. A letra também aumenta esse clima sensual, apostando no sensual, mas em momento algum sendo explícito; ainda assim, levando em consideração a rígida educação religiosa que os integrantes da banda tiveram quando jovens, essa música pode se mostrar bem ousada. Logo em seguida aparece o outro hit da banda: “Use Somebody”. Tão boa quanto a faixa anterior, “Use Somebody” deixa de lado o sensualismo e aposta num tom romântico sincero e tocante. A letra, uma bela declaração de amor, se encaixa perfeitamente com a melodia, que sabe a hora de se animar e a hora de deixar apenas uma guitarra simplória ao fundo. Tudo se completa com os incríveis vocais do Caleb. A banda também se sai bem em músicas mais calmas, caso da bela “Revelry”, que deixa de lado as batidas animadas da banda mostrando algo bem mais soft, combinando assim com a composição repleta de um grande sentimento de culpa. O bom e reconfortante rock alternativo da banda aparece novamente em “Notion”, não tão marcante quanto outras músicas do disco, mas ainda assim muito boa. “Be Somebody”, com sua bateria marcante e pulsante, é outra música bem atraente do disco, não tão contagiante, mas ainda assim muito bem produzida. O fim com a dramática “Cold Desert” é triste e melancólico, algo que se deve tanto a sua melodia, bem mais calma que o restante do disco, e a sua composição, talvez a mais sentimental do disco.
Num cenário musical onde o rock quase sempre vem acompanhado de super produções e batidas eletrônicas são bandas como o Kings Of Leon que mantém o rock ainda vivo. “Only By The Night”, mesmo sendo completamente feito de um simples (mas poderoso) rock alternativo, se mostra um disco muito bom e acessível a qualquer um que possa se sentir atraído pelo grande estilo da banda.

Não há como falar de "Only By The Night" sem citar "Use Somebody". Então (re)ouçam a música!


Foreverly | Billie Joe + Norah

Billie Joe Armstrong. Vocalista e guitarrista da banda de rock Green Day, que faz um grande sucesso pelo mundo.
Norah Jones. Compositora e cantora de jazz/pop muito reconhecida, recebeu aclamação pelo seu disco de estreia, “Come Away With Me”.
O que esses dois artistas têm em comum? Praticamente nada! Mas a paixão deles pela música juntou-os para homenagear a dupla The Everly Brothers, uma grande dupla de country-rock das décadas de 50 e 60.
A ideia de regravar as músicas da dupla veio do Billie Joe. É óbvio que juntamente com o restante do Green Day seria praticamente impossível gravar um disco de folk como “Foreverly”. Então vem a talentosa Norah Jones. E a combinação não poderia sair melhor! Regravando as melodiosas canções do disco “Songs Our Daddy Taught Us” os dois formam um par perfeito, com Billie se libertando do rockeiro que há dentro dele e com a Norah cantando melodicamente bem como sempre. Do início ao fim, as músicas não se diferem muito. Sempre são simples, com uma base maior no violão, e com o típico estilo folk dos anos 60. O início com “Roving Gambler” mostra logo de início o quanto os vocais dos dois se encaixam, sempre formando bons duetos; a melodia, como já disse com forte base no violão (violões esses tocados pelos próprios Billie e Norah), também traz consigo elementos típicos do folk, como uma atraente gaita que permeia boa parte da música. Logo após aparece “Long Time Gone”, tão melódica quanto à faixa anterior, mas ainda mais adorável, mesmo contendo uma letra bem tristonha. Uma grande onda de tristeza pode nos acertar ao conferir a composição de “Lightning Express”, uma música calma, bem simplória, mas ainda assim com uma grande carga emocional. Logo em seguida aparece a doce e bela “Silver Haired Daddy Of Mine”, que traz junto com os vocais bem medidos de ambos um piano reconfortante e bem utilizado, que completa a música. Esse disco também traz elementos novos às clássicas músicas dos Everly Brothers, como, por exemplo, a guitarra que aparece na melódica “Oh So Many Years”. Por fim, aparece a melancólica “Pu My Little Shoes Away”, que possui uma linda composição e, como de praxe, mostra um belo dueto entre a dupla.
O título desse álbum pode ser interpretado de duas maneiras: como uma palavra relacionada à “para sempre” (forever, em inglês) ou então como “for everly” (para everly, em português). De qualquer forma Billie Joe + Norah conseguiram criar um bom disco em homenagem aos Everly Brothers. A morte de um dos Everlys (o Phil Everly) no começo desse ano só aumenta a melancolia sentida ao ouvir esse grande disco.

Confira abaixo toda a harmonia entre Billie Joe Armstrong e a Norah Jones em "Long Time Gone".


Simply Red 25: The Greatest Hits | Simply Red
(sugestão de Nardonio Alves)

Por mais que não seja lembrada como uma banda clássica, o Simply Red cativou uma legião de fãs durante seu vasto tempo em atividade. Liderada pelo Mick Hucknall, essa banda inglesa entrou em atividade nos anos 80, mais precisamente no ano de 1985 (com o disco “Picture Book”), e continuou até 2010, onde então fizeram um último show em Londres. Um pouco antes do fim, lançaram essa grande coletânea de hits, mostrando o que eles têm de melhor.
Sempre apostando no mesmo estilo new romantic e com boas doses de pop e soul, essa coletânea se inicia com “Sunrise”, uma música bem conhecida da banda, possuindo uma letra romântica bem melosa e uma melodia facilmente datada; ainda assim, a música é boa, e agrada àqueles que gostam desse estilo. Logo depois vem “Stars”, outra música bem clássica da banda, novamente se mostrando bem romântica e com uma letra bem explícita, também merecem destaque os vocais bem medidos do Mick. O nível melódico da banda aumenta em grande escala em certas músicas, como “Holding Back The Years” e “Ev’ry Time We Say Goodbye”, deliciosamente românticas e datadas, em certo ponto até foras de moda, mas ainda assim bem agradáveis. A inspiração no soul que a banda utiliza é facilmente identificada em “The Right Thing”, uma música bem animada e com um coral ao fundo muito bem utilizado, aparecendo na hora certa. O disco também se anima na presença de “Ain’t That A Lot Of Love”, que possui uma melodia bem mais eletrônica que o comum da banda. “Home” continua com o estilo típico da banda, munida de uma bonita composição romântica e uma melodia bem melódica e atraente. Talvez o maior hit do Simply Red, “You Make Me Feel Brand New”, também marca presença no álbum. Passando por uma melodia bem chiclete, a música se engrandece no refrão altamente envolvente; e os vocais do Mick sabem aderir a essas mudanças, conseguindo conduzir a música muito bem. A letra é o ápice de todo o romantismo meloso fora de moda da banda; exageradamente romântica, mesmo assim a composição pode ser facilmente adorada por casais românticos saudosistas. Voltando a animação da banda, “Fairground” chega trazendo consigo uma batida bem “diferente”, com toques ao fundo que a deixam diferenciada e agradável aos ouvidos. Por fim, essa compilação se fecha com “Go Now”, uma regravação de uma música de sucesso da década de 60 gravada especialmente para essa coletânea. Mesmo não sendo memorável, é interessante.
Para muitos de seus fãs, Simply Red deixou saudades. Depois de anos de discos bem sucedidos, o fim da banda enfim chegou. Ouvir “Simply Red 25: The Greatest Hits” pode fazer com que muitos matem as saudades da banda, ou então pode ser uma ótima escolha àqueles que ainda não conhecem muito do Simply Red.

Logo abaixo está "You Make Me Feel Brand New", aquela música que todo mundo conhece mas nem todos sabem quem é o artista.









Sobre o Autor:
Matheus
Matheus é Colaborador do blog, cinéfilo de carteirinha, leitor compulsivo e aficionado por música. Quando não está lendo, pode-se vê-lo re-assistindo Kill Bill ou então ouvindo música com os seus fones inseparáveis.


5 comentários:

  1. Amo essas músicas. Principalmente de Simply Red. Demais ele. Parabéns pelas escolhas. Nota 1.000. Beijos.

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  2. das indicações eu já acompanho a um tempinho o Kings of Leom. adoro a cadência das músicas e obviamente a voz do vocalista( e gato kkkkkkkk) Caleb que dá o tom perfeito. e a mistura inusitada de Billi Joe e Norah Jones que eu não conhecia. mas deve ser muito louco! rsrs vou procurar saber mais sobre.

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  3. Atualmente ando desligada para as músicas -.-
    a um bom tempo não escuto um bom som mas estou dando uma olhada nestas que vc postou e como estou sem escolha ultimamente não posso indicar nenhuma :(


    Beijos

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  4. É legal ver o que a Música pode fazer, né?!?! Juntar artistas de estilos completamente diferentes para criar um projeto interessante como esse de Billie Joe e Norah Jones. Que mais parcerias como essas surjam.
    E o que falar do Simply Red?!?! Massa demais!!!! Vão fazer falta mesmo.

    @_Dom_Dom

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  5. Já vi um pouco sobre cada um dos escolhidos. E o que eu realmente mas conhecia foi a Jessie, acho as músicas dela foda!

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