postado por Funs Hunter em 06 janeiro 2015

Resenha | O Primeiro Telefonema do Céu

Autor: Mitch Albom
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob
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Sinopse: Numa sexta-feira comum, o telefone de Tess Rafferty toca. É sua mãe, Ruth, que morreu quatro anos antes. Em seguida, Jack Sellers e Katherine Yellin recebem ligações semelhantes, do filho e da irmã, também já falecidos.
Nas semanas seguintes, outros habitantes de Coldwater afirmam que estão em contato direto com o além, e que seus interlocutores lhes pediram para espalhar a boa-nova ao maior número possível de pessoas. A mensagem é simples: o céu existe, e é um lugar onde todos são iguais.
Em pouco tempo, correspondentes de diversos meios de comunicação aportam na cidade para transmitir os desdobramentos do fenômeno que pode ser o maior milagre da atualidade. Visitantes do país inteiro começam a surgir, as vendas de telefone disparam e as igrejas se enchem de fiéis.
Apenas uma pessoa desconfia da história: Sully Harding, ex-piloto das Forças Armadas. Após quase morrer num desastre aéreo, perder a mulher e cumprir pena por um crime que não cometeu, ele não acredita num mundo melhor, muito menos após a morte. E quando seu filho pequeno começa a esperar uma ligação da mãe morta, ele decide provar que estão todos sendo enganados.
O primeiro telefonema do céu é uma história de mistério e, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre o poder da conexão humana. Em uma narrativa que vai tocar sua alma, Mitch Albom prova mais uma vez por que é um dos autores mais queridos da atualidade. 


Tess, Jack e Katherine podem não ter mais nada em comum além de viver em uma pequena cidade chamada Coldwater, mas em um dia, como qualquer outro para eles, algo surpreendente acontece, algo que é simplesmente impossível de ser verdade e que mudará os próximos dias de uma forma inimaginável.

Página 10

Um telefonema do céu! Uma mãe (de Tess), um filho (de Jack) e uma irmã (de Katherine) entraram em contato para dizer que está tudo bem, que não há com que se preocupar ou se culpar.
Tudo seria uma terrível manipulação, não fosse a voz. A voz de cada pessoa bate perfeitamente com a dos entes queridos que já se foram. Será mesmo que os mortos estão entrando em contato com os vivos? O que realmente está acontecendo em Coldwater?
Sullivan Harding (Sully) acaba de sair da prisão e volta a morar na pequena cidade onde os telefonemas estão acontecendo. Com um filho para cuidar, se vê em uma situação difícil quando o garota começa a esperar uma ligação da mãe que faleceu recentemente. Ex-piloto das Forças Armadas, apenas tenta recomeçar em sua cidade natal, não imaginava que tudo isso também mudaria sua vida completamente. De uma forma que era impossível de acontecer!

Página 56

Esse foi um livro que a capa e a sinopse foram o motivo que me levaram a lê-lo. Já devem ter percebido que gosto mais de ficção, seres sobrenaturais e uma boa aventura infanto-juvenil. O Primeiro Telefonema do Céu foi realmente uma grande surpresa, um livro que se tornou impossível parar de ler antes de chegar ao final.
Mitch Albom escreve de uma forma que a leitura flui perfeitamente, sem enrolação e repleto de sentimentos. É uma história que realmente nos leva a refletir sobre a nossa vida!
Sully perdeu sua fé com tudo o que aconteceu e vê nisso tudo uma tremenda palhaçada. Em nenhum momento ele acredita que as ligações estão sendo feitas por quem já se foi. E isso ele quer realmente provar!

Os vários personagens na história podem confundir um pouco no início, mas logo se torna fácil se situar na aparição de cada um. Principalmente quando a história é descoberta e milhares de pessoas e jornalista rumam para provar a sua fé ou conseguir a reportagem que os colocará no topo. Amy Penn é uma jornalista ambiciosa e que sonha um dia alavancar sua carreira. Não vê nada de importante no que está acontecendo, mas sua opinião muda completamente quando percebe a proporção que tudo está tomando. E isso ela vai aproveitar!

Jules é tão inocente que se torna impossível não amar as suas passagens. O filho de Sully ainda não entende o motivo de não poder falar com a mãe no céu. Tem até um telefone azul de brinquedo que leva para todos os lados. Mesmo com as várias tentativas do pai de tirar isso da cabeça do garoto, ele é o que mais nos deixa ansioso para que receba uma das ligações.

O mais interessante no livro é que não conhecemos apenas a história que se passa em Coldwater, em várias passagens somos apresentados a história do telefone, a Alexander Graham Bell e outras pessoas que tentaram reivindicar a patente do telefone. Ou seja, além da história emocionante e encantadora, Albom nos leva a conhecer um pouco da criação deste aparelho que hoje podemos levar para qualquer lugar.

Quando tudo vai se resolvendo, o autor nos revela algo muito importante, algo fundamental para a história. O final é encantador! Não pensem que, apesar de algumas coisas serem previsíveis, o desfecho deixe a desejar. Amor, carinho, saudade e esperança... Esse é um livro repleto de sentimentos e que te proporciona um momento de excelente leitura!









Sobre o Autor:
Paulo Cezar
Paulo Cezar é Administrador e Cofundador do blog, descobriu o fantástico mundo dos livros quando leu, pela primeira vez, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Além dos livros, também é apaixonado por filmes e séries.


14 comentários:

  1. Gosto de livros assim. No começo eu fiquei meio com pé atrás, mas depois que eu li "A Cabana" que é um verdadeiro teste de fé eu comecei a procurar por livros nesse tema. Não conhecia esse e ele parece incrível!

    Beijinhos,
    http://www.girlbeinggeek.com.br/

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  2. Já li outras resenhas desse livro e, apesar de achar a ideia muito legal, é um livro que não faz meu estilo.
    Sem dúvidas, parece ser um livro muito bonito e repleto de amor, mas não me interesso muito pela leitura.
    A única coisa que me agrada é a parte mais histórica. Acho a história do Graham Bell fascinante.
    Beijos!! Adorei a resenha!!

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  3. Fabio Maurer Nonnemacher7 de janeiro de 2015 10:42

    Esse livro parece interessante. Já li outras resenhas e me interessei. Principalmente, por envolver um mistério.

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  4. Ai que triste :(
    Sinceramente não gosto muito de histórias assim, sabe?
    Bela resenha :) bjs

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  5. Se eu puder resumir minha reação ao ler as primeiras frases dessa resenha será: Arrepiante. Sério, eu ficaria surtada se recebesse alguma ligação de um parente morto.
    O tema parece ser interessante e bastante original, mas não me cativou nem um pouco.

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  6. Esse livro parece ser lindo!
    Não o conhecia ainda, mas parece ser uma leitura realmente prazerosa. Achei muito criativo o tema do livro, me deixou bastante curiosa. Gosto de livros que falam sobre fé, amor, esperança... Parece ser um livro encantador, já entrou pra minha wishlist.

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  7. Tem autores que mesmo com um enredo previsível ainda assim consegue não só prender o leitor, mas também surpreendê-lo. Pelo visto é o que acontece com este livro.
    Bjs, Rose

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  8. É a primeira resenha que leio desse livro, confesso que passaria batido (apesar da capa bonita), Lendo pude entender os seus pontos e fiquei bem curiosa com o desenvolvimento dessa premissa. Filhos fofos em narrativas, me fazem derreter feito manteiga (sim, sou dessas).

    Beijos,

    Amy - Macchiato

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  9. Já estava bastante interessada em ler esse livro só pelo título e sinopse, depois de ver essa resenha fiquei ainda mais ansiosa em conferi essa história que parece ser excelente!

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  10. Geralmente não gosto de livros assim, mas esse livro não, ele me chamou a atenção e me fez querer lê-lo. Parece ser uma história cativante e emocionante, mas totalmente fora do meu estilo de leitura. Gosto de livros sobre ficção, zumbis, vampiros, lobisomens, bruxos, deuses, etc. Mas como eu disse, tenho vontade de ler esse livro. Me identifiquei com o Sully, também não acredito que exista vida após a morte.

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  11. Amei a resenha <3
    O Livro parece ser muito bom :)

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  12. Paulo!
    Gosto também de leitura sobrenatural e com um quê questionador e devo confessar que fiquei bem intrigada através de sua resenha. O que será que está por trás dos telefonemas? Tantos questionamentos surgiram na minha cabeça que fiquei com muita vontade de ler.
    cheirinhos
    Rudy

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  13. Aiiii DEUS! To loooouquinha para ler esse livrooooo!!1
    Sério, ate me emocionei lendo essa resenha... queria tanto que fosse possível nos comunicar com quem já se foi. Tá que eu tenho medo de fantasmas e afins, kkkkkk mas gostaria sim! E ainda vou ler esse livro!
    Ele tem cara de ser aqueles livros que te fazem refletir, mudar várias atitudes e dar mais valores a coisas simples e familiares esquecidos, por isso quero lê-lo rapidamente e espero não me decepcionar! rsrs
    bjoos

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  14. Desbravadores de Livros26 de agosto de 2015 14:48

    Também gosto de obras com seres sobrenaturais ou com uma pegada diferenciada.
    Mesmo tendo todos os elementos para até mesmo ser clichê, é interessantíssimo de ver quando o autor consegue transformar tudo e fazer algo diferente.

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