postado por Matheus em 10 fevereiro 2015

Resenha | Incendeia-me

Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
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Sinopse
O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Todas as pessoas com quem Juliette se importa podem estar mortas. Talvez a guerra tenha chegado ao fim antes mesmo de ter começado.
Juliette foi a única que restou no caminho d'O Restabelecimento. E sabe que, se ela sobreviver, O Restabelecimento não sobreviverá.
Entretanto, para destruir O Restabelecimento e o homem que quase a matou, Juliette vai precisar da ajuda de alguém em quem nunca pensou que pudesse confiar: Warner. Enquanto eles lutam juntos para combater o inimigo, Juliette descobre que tudo que ela pensava saber sobre seu poder, sobre Warner e até mesmo Adam era uma mentira.



Resenha

Agora é o momento! Juliette não tem mais como escapar, a guerra, antes iminente, agora está a beira do princípio. Mas ela está em condições de ir à luta, mesmo depois de tudo que passou? Tahereh Mafi finaliza aqui a saga de Juliette com grande estilo, não apostando em nada de diferente do que já tenha mostrado nos dois livros anteriores da série, mas ainda assim cativando os leitores enormemente.

(CUIDADO! Spoilers sobre os livros anteriores da série abaixo!)


Após ter levado um tiro no peito no clímax de Liberta-me, Juliette conseguiu se curar com a ajuda de Sonya e Sara e seus poderes paranormais. Mas sua situação é extremamente confusa. Agora ela se encontra mais uma vez na base do Setor 45, novamente no quarto de Warner, o homem que tanto odiou, mas que agora não sabe o que sentir por ele. É inegável que ele salvou sua vida, mas por quê? Quer ele uma arma para acabar de vez com todos os rebeldes d’O Restabelecimento ou então ele quer apenas uma aliada para tirar seu pai do poder? Perguntas que Juliette definitivamente não sabe responder.
Porém, ela sabe de muita coisa, como, por exemplo, o bombardeio do Ponto Ômega, o lar onde viviam todos os seus antigos amigos; infelizmente, seus amigos também não conseguiram se safar. Juliette não sabe como lidar com isso, não sabe como lidar com a perda de Kenji, James e principalmente com a perda de Adam.
Mas será mesmo que tudo que Juliette sabe é verdade? Como saber que Warner não está apenas brincando com ela? Ou pior, como saber se Warner é realmente a pessoa que ela pensava? Mais dúvidas surgem na cabeça de Juliette enquanto caminha até a guerra que marcará o fim ou o completo fortalecimento d’O Restabelecimento.
(Fim de spoilers!)

Incendeia-me é um romance distópico e não nega isso em momento algum. Isso explica os clichês típicos de histórias do tipo. Porém, desde Estilhaça-me, Tahereh Mafi nunca mostrou indícios de escrever uma história inovadora; ela queria apenas desenvolver uma boa história, clichê ou não. E por isso não há do que se reclamar em relação aos detalhes piegas desse livro.
Mas, é óbvio, Mafi não se contenta apenas com o clichê. Ela quer emocionar o leitor, inseri-lo na realidade de Juliette e fazer com que ele lute junto a ela contra o governo. Felizmente, ela consegue isso de uma ótima forma!  No quesito emocional, é fácil se sentir cativado por todo o senso romântico que o livro contém; aos poucos vamos aproximando-nos mais e mais de Juliette e seus amores, torcendo para que ela encontre seu felizes-para-sempre, seja ao lado de quem for.
Infelizmente, boa parte da emoção transmitida pelo livro é derivada somente de seu romance. As batalhas mostradas aqui são narradas de uma forma com a qual é difícil se emocionar profundamente, como em Liberta-me. Não há grandes batalhas vibrantes e nem momentos de extrema tensão. Porém, isso não resulta num livro entediante, pois Mafi conduz a história de uma forma extremamente interessante, fazendo com que o leitor fique ávido à saber o que acontecerá no próximo capítulo, mesmo sabendo que não encontrará nenhuma grande emoção.
É bem visível a evolução de Juliette no decorrer dos três livros da série. Em Estilhaça-me, a jovem aterrorizada e com medo de si mesma. Em Liberta-me, a moça que tem sabedoria de seu poder, mas ainda assim sem nenhuma confiança própria. Em Incendeia-me, a mulher decidida e de forma alguma amedrontada. Essa evolução conferida pelo leitor que já leu os outros títulos da série é muito interessante, principalmente aqui, onde podemos ver onde é que Juliette, antes a menina repleta de medos, conseguiu chegar.
Uma grande marca do desenvolvimento de Juliette é o nível de sensualidade que Incendeia-me possui. Se nos livros anteriores as experiências amorosas de Juliette eram limitadas e, de certa forma, ingênuas, aqui vemos passagens bem mais sexys e desinibidas. Tahereh consegue escreve-las sem nenhuma vulgaridade, um grande ponto positivo. Por mais que o que esteja sendo descrito seja algo bem ousado e sensual, tudo o que lemos são passagens cheias de sentimentos e emoções descritas pela narradora Juliette.
  
Depois de lançar capas próprias para Estilhaça-me e Liberta-me, a Novo Conceito decidiu inovar com este livro, nos trazendo a capa original americana. Bem, o resultado não passa do mediano. A imagem superficial que ilustra a capa tem pouca conexão com a história. Teria sido melhor se a editora investisse em outra capa tão magnífica quanto a do primeiro livro...

Num geral, Incendeia-me não traz nada de incrivelmente novo a saga iniciada com Estilhaça-me; as passagens sensuais são vistas muito mais como uma demonstração do desenvolvimento de Juliette do que como uma evolução na escrita de Tahereh Mafi. E é justamente por isso que ele consegue agradar aqueles que já leram os dois outros livros: Incendeia-me conta com a mesma desenvoltura tão agradável à leitura que tanto Estilhaça-me quanto Liberta-me já possuíam
Não tenho mais medo do medo, e não vou deixá-lo mandar em mim.

O medo vai aprender a me temer.
Pág. 100


Avaliação:






Sobre o Autor:
Matheus
Matheus é Colaborador do blog, cinéfilo de carteirinha, leitor compulsivo e aficionado por música. Quando não está lendo, pode-se vê-lo re-assistindo Kill Bill ou então ouvindo música com os seus fones inseparáveis.


14 comentários:

  1. "O
    medo vai aprender a me temer." EU AMO ESSA FRASE! acho que Juliette passou por tudo isso, para ser um ser humano que se aceita como é. gostei muito de toda a evolução dos personagens, Warner, Kenji, Juliette e os outros. ao meu ver, a autora foi super feliz em construir uma história coerente com os outros livros. minha ressalva é o final completamente aberto. detesto finais assim =/ eu não vou comentar a palhaçada que a NC fez com as capas desses livros. não por causa da imagem em si, mas por causa da solução (?) encontrada pela editora. mas enfim, é uma das minhas trilogias preferidas =)

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  2. Terceiro e último livro da trilogia Estilhaça-me, Incendeia-me, melhor livro dos três, me surpreendeu a da primeira a última página. Ri, fiquei triste, chocado e senti todas as emoções na história de Tahereh Mafi. Sentirei saudades de Juliete, Warner, Adam e seus amigos.

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  3. Não li esse ainda e não vejo a hora de ler. Pelo que estou sabendo muita emoção está rolando neste livro. Estou amando essa série e principalmente o casal mais fofo que conheci.
    Beijos.

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  4. Que capa perfeita! Porém, li só o início e a sinopse pois me interessei e não quero levar spoiler haha'
    Bjs

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  5. Nunca tinha ouvido falar, mas amei a sinopse. Mas essa frase foi suficiente para eu ter certeza que já quero ler este livro para ontem: "Não tenho mais medo do medo, e não vou deixá-lo mandar em mim" UAU!!! Preciso deste livro! <3

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  6. Gostei muito dos livros Estilhaça-me e Liberta-me estou bastante curiosa em ler esse terceiro livro e conferia o desenrolar dessa série.

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  7. Bem Matheus!
    Eu particularmente gostei muito, tanto da finalização como de toda série.
    Nada de espetacular na verdade, mais uma admiração pelo enredo e pelo 'triângulo' amoroso.
    cheirinhos
    Rudy

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  8. Li a resenha por cima pra não pegar muitos spoilers, não sei se quero ler ou não, só que é mais fácil não ler. Já ouvi falar muito bem da obra, então acredito que todos os comentários positivos sejam suficientes.

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  9. Não li os volumes anteriores. Na verdade eu não me interessava por distopias até ler Divergente. Gostei tanto da série que pretendo ler outros livros do gênero, então pode ser que eu leia essa série. Pelo que li na sua resenha, a autora parece contar bem a história. Eu não me importo com clichês, contanto que a narrativa seja fluida. Acredito que eu possa gostar da leitura. Outro ponto positivo que encontrei é o amadurecimento da personagem. Alguns autores se perdem nesse processo.

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  10. Bem, como vi que essa resenha contém spoilers, e vou ler a trilogia muito em breve, preferi pular para o último parágrafo. Pelo que vi, não houve grandes reviravoltas na trama, mas, pelo menos, houve um amadurecimento na personagem principal. Enfim, essa trilogia já está na minha meta de leitura e creio que nos próximos meses a lerei.


    @_Dom_Dom

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  11. Esse livro foi um dos meus favoritos do ano passado principalmente porque eu adorei muito o desenvolvimento da Julliete. Confesso que esperava mais do final e torço pra que a autora desista e lance uma continuação.

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  12. Eu não sei... Já tem tempo que vi essa trilogia, não sei se vou ler, ou se não vou ler. É um gênero que eu gosto muito, mas não me interessou tanto assim. A capa é bonita, assim como as anteriores. No momento, só leria eles caso ganhasse, tenho muitas prioridades.

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  13. Desbravadores de Livros28 de fevereiro de 2015 23:49

    Oi, Matheus.
    Ainda não li nenhum livro da série. Fiquei com medo danado dos spoilers, mas achei mega tranquilos. Ah, eu amo distopias e tenho certeza que gostaria de acompanhar essa série

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