postado por Matheus em 26 junho 2015

Review | Divertida Mente

Direção: Pete Docter
Duração: 1h 34min
Lançamento: 2015
Gênero: Animação


Sinopse

Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.


Crítica


Desde que surgiu no cinema, a Pixar vem cativando uma infinidade de fãs. O motivo é óbvio: desde seu primeiro e clássico filme (Toy Story, 1995) ela nos entrega filmes extremamente criativos e arrebatadoramente emocionantes. Mas desde Carros 2 a história tinha mudado... Tanto Carros 2 quando Universidade Monstros eram bons filmes, mas que não traziam nada de novo ao universo Pixar. Já Valente era o típico filme de princesa da Disney. Contudo, agora veio Divertida Mente para comprovar que a Pixar ainda tem muito, mas muito mesmo, para nos mostrar.


Riley é uma garota americana normal de 11 anos. Ela leva uma vida feliz junto aos seus pais no estado de Minnesota, onde tem seus amigos e pratica seu esporte favorito, o hóquei. Porém, seus pais decidem se mudar para São Francisco, e a partir daí sua vida vira de cabeça para baixo, quase que literalmente!
Ao fundo, as "ilhas" de Riley,
outro conceito incrível do filme
Ao mesmo tempo em que vemos a vida de Riley, também vemos o que se passa dentro de sua mente. Na sala de controle, onde ficam suas principais emoções, nos deparamos com Alegria, Raiva, Medo, Nojinho e Tristeza. Ambas as emoções trabalham em harmonia para fazer com que a vida de Riley seja feliz, mas problemas aparecem quando a Tristeza tenta ajuda-los em algumas tarefas, o que acaba fazendo com que Riley apenas se entristeça. Além de entristecer Riley, a Tristeza também causou uma grande confusão na sala de controle, o que resultou num grave problema: ela e a Alegria foram retiradas da sala de controle. Longe desta sala, Alegria e Tristeza têm que achar um jeito de trabalharem em equipe e então voltarem para a sala de controle. Mas esta não é uma tarefa fácil, e enquanto lutam para conseguir isso a vida de Riley toma rumos nunca antes esperados.

O que mais chama atenção em Inside Out (título original) é simplesmente sua criatividade. Dar vida às nossas emoções e a toda complexidade de nossa mente é algo que transborda uma criatividade jamais vista em animações. E esta criatividade alcança níveis estratosféricos à medida que vamos assistindo ao filme e vendo a representação de diversos aspectos psicológicos da mente humana.
Por exemplo, é difícil não ficar de boca aberta com as cenas onde é mostrado a construção de nossos sonhos. Além de ser de uma criatividade imensa, esta passagem também é uma das passagens mais hilárias do filme, o que resulta numa melhor assimilação do público infantil. Aliás, esta é outra tarefa complicada que o filme tinha. Por tratar de aspectos um tanto complexos (eles representam até mesmo o subconsciente!), o filme poderia se tornar uma grande confusão para as crianças. Mas isto não ocorre, já que em diversos momentos temos explicações didáticas de como algumas coisas da mente acontecem; explicações essas colocadas de uma ótima maneira no roteiro, não atrapalhando em nada o desenvolvimento da história.
Divertida Mente, além de contar com uma criatividade imensa, ainda conta com um roteiro genial. Essa genialidade não vem apenas de sua criatividade, mas também de outros fatores, como, por exemplo, a ótima forma em que eles misturaram duas histórias dentro de um mesmo filme. Afinal de contas, enquanto vemos todas as aventuras de Alegria e Tristeza dentro da mente de Riley, também vemos o que está acontecendo no mundo de Riley, o que pode ser considerado duas histórias paralelas, mas que se completam de uma maneira incrível. Além disso, o roteiro acerta em cheio em algo que é característico dos filmes da Pixar: a emoção.
Quem nunca chorou com Up - Altas Aventuras (dirigido por Pete Docter, mesmo diretor
As cativantes Alegria e Tristeza juntando forças para o
bem maior de Riley
de Divertida Mente)? Ou então quem não sentiu uma nostalgia extrema ao assistir o magnífico Toy Story 3? Verdade seja dita, a Pixar sabe como arrancar lágrimas (e risadas verdadeiras) do seu público. Com Divertida Mente não é diferente! O filme conta com um senso de humor contido, que arranca pequenas risadas sinceras, mas é claro que temos também aquelas cenas que arrancam gargalhadas fervorosas do público. Além disso, a obra também tem tudo para arrancar lágrimas de todo tipo de público; além do desfecho emocionante que a história toma, há também uma magnífica sequência que, além de nos emocionar profundamente, também nos dá uma ótima ideia do quanto temos que deixar para trás para crescermos interiormente. Simplesmente fantástico!

Divertida Mente tem tudo para se tornar um novo clássico da Pixar. Além de ser uma forma de entretenimento perfeita, o filme também traz consigo uma mensagem grandiosa, nos mostrando a importância da tristeza em nossas vidas. A versão legendada do filme traz dublagens fantásticas da equipe de dublagem americana, com destaque para a comediante Amy Poehler como Alegria e Phyllis Smith como Tristeza, que consegue manter uma icônica voz melancólica do começo ao fim. No Brasil o filme também contou com um bom time de dubladores. De toda forma, o prazer ao se assistir este filme será o mesmo, sendo ele legendado ou dublado. Repleto de personagens extremamente bem construídos e com uma história criativa habilmente escrita, assistir Divertida Mente é como passar por uma montanha-russa de emoções, nos mostrando que as meras cinco emoções da sala de controle são poucas para expressar o turbilhão de emoções que sentimos após passarmos pelos rápidos 94 minutos de filme.

Avaliação:







Sobre o Autor:
Matheus
Matheus é Colaborador do blog, cinéfilo de carteirinha, leitor compulsivo e aficionado por música. Quando não está lendo, pode-se vê-lo re-assistindo Kill Bill ou então ouvindo música com os seus fones inseparáveis.


5 comentários:

  1. adoro animações, e to ansiosa pra assistir, sempre gostei dos filmes da Pixar.

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  2. Estou doida pra assistir esse filme, curto muito animação e essa crítica me deixou ainda mais ansiosa em conferi isso tudo que estão comentando desse filme.

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  3. Ai Matheus!
    Já disse que sou sua fã?
    Adoro a forma como faz suas análises sempre tão criteriosas e embasadas.
    Não assisti ainda o filme, mas já tinha anotado aqui, porque gosto da forma como os novos desenhos são feitos, cheios de criatividade e efeitos especiais.

    Bom domingo!

    “Amizade só faz
    sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu
    começo.”(Chico Xavier)

    cheirinhos

    Rudy

    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  4. Adoro os filmes da Pixar, Up é um dos meus queridinhos. Acho que os únicos que não assiti ainda foram Carros 1 e 2. Não conhecia esse, mas com certeza quero assistir, ainda mais depois de ler sua resenha.

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  5. Fico feliz em saber que gosta de minhas resenhas. Obrigado mesmo! <3


    E sobre Divertida Mente, pode assistir que não vai se arrepender.

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