postado por Matheus em 18 outubro 2015

[Clássicos do terror] Review | Drácula (1931)

Boa noite, hunters! Como estão? Entrando no clima do mês do terror aqui no blog, hoje vou começar uma série de reviews de filmes clássicos desse gênero tão adorado por muitos: o terror! Será resenhado um filme de cada década, até chegar aos anos 2010. Além de tudo isso, essa coluna terá uma promoção surpresa ao fim das postagens! Então fiquem ligados até o fim e até a próxima review!


Direção: Tod Browning
Duração: 1h 15min
Lançamento: 1931
Gênero: Fantasia, Terror


Sinopse

Drácula (Bela Lugosi) é um conde vindo dos Cárpatos que aterroriza Londres por carregar uma maldição que o obriga a beber sangue humano para sobreviver. Após transformar uma jovem em vampira ele concentra suas atenções em uma amiga dela, mas o pai da próxima vítima se chama Van Helsing (Edward Van Sloan), um cientista holandês especialista em vampiros que pode acabar com seu reinado de terror.







O personagem Drácula é extremamente pertinente na cultura mundial. Literatura, cinema, TV, teatro... Em praticamente tudo o personagem criado por Bram Stoker já deu as caras. No cinema, sua primeira aparição foi em 1922, com o filme alemão Nosferatu. Por mais que este filme seja lembrado por cinéfilos, não foi ele o precursor da fama do personagem. Drácula ganhou fama um pouco mais tarde, no ano de 1931, com este filme homônimo.

A história é simples. O advogado Renfield viaja até a Transilvânia para fechar um contrato com o Conde Drácula, contrato este referente ao aluguel de uma propriedade em Londres. Reinfield desconhece os poderes paranormais que seu cliente possui, e então é hipnotizado por ele, transformando-se em seu escravo. Ambos viajam à Londres de navio, mas quando chegam lá o único sobrevivente encontrado é Reinfield, que se encontra à beira da loucura e não tem ideia do que aconteceu.
Já em Londres, Conde Drácula começa uma “amizade” com o Dr. Jack Seward. Mas sua intenção é atrair sua filha, Mina, tornando-a sua próxima vítima. Mas algumas pessoas começam a desconfiar de Conde Drácula, e alguns não medirão esforços para mostrar a criatura que ele realmente é: um vampiro.

Por ter sido lançado há décadas atrás é muito provável que o filme cause certa estranheza ao espectador acostumado ao cinema de terror atual. Isso porque ele não aposta naquilo que os filmes atuais apostam. Ou seja, assisti-lo é uma interessante experiência para descobrir o que assustava o público na época.
Mesmo com essa característica extremamente datada, o filme não perde nem um pouco de sua grandiosa qualidade artística. O diretor Tod Browning, muito conhecido por seus filmes do gênero na época, consegue conduzir o filme de uma ótima forma, criando um clima de suspense agradabilíssimo e muito bem construído. A forma como ele conduz o fraco roteiro, que não foi desenvolvido com muita maestria, mostra que ele é um bom diretor, mesmo dirigindo um filme com um roteiro fraco.
Visualmente o filme também se mostra incrível. A fotografia em preto e branco possui uma estética clássica pros filmes da época, com iluminação bem medida e enquadramentos básicos, mas que caem muito bem aos cenários utilizados no filme. Destaque para a névoa, muito bem utilizada em diversas cenas, e para os closes dados à Bela Lugosi.
Lugosi é um espetáculo a parte! Sua expressão hipnotizante se mantém na mente de inúmeros cinéfilos até hoje graças a sua ótima atuação, que caracterizou o personagem Drácula durante longos anos. A atuação de Lugosi foi mostrada no cinema no filme biográfico Ed Wood, de Tim Burton; no filme, Lugosi é interpretado maravilhosamente por Martin Landau, o qual ganhou o Oscar de ator coadjuvante pelo papel. Honraria essa que Bela Lugosi não recebeu...


De toda forma, Drácula sempre estará perpetuado na história do cinema. Sua estética e a forma com que constrói o horror presente na história pode soar datado e sem graça ao espectador atual, mas isso não exclui sua grande importância como obra de arte.





Avaliação







Sobre o Autor:
Matheus
Matheus é Colaborador do blog, cinéfilo de carteirinha, leitor compulsivo e aficionado por música. Quando não está lendo, pode-se vê-lo re-assistindo Kill Bill ou então ouvindo música com os seus fones inseparáveis.


16 comentários:

  1. Alessandra Fernandes18 de outubro de 2015 20:17

    Olá, Matheus! Nada melhor do que começar essa série de clássicos filmes com Drácula, né? Não assistir confesso, mas tenho uma grande vontade, pois como você falou, apesar de não ter todos os recursos que possuem hoje para deixar os filmes mais reais, eles souberam trabalhar maravilhosamente bem nos cenários e personagens em um filme preto e branco.
    Bjs!

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  2. Matheus, realmente o personagem Drácula está exibido em todos os meios possíveis. Bom, confesso que conheço apenas histórias mais atuais sobre os personagens, ressaltando o último filme sobre ele, Drácula - A História Nunca Contada. Mas, sempre tive curiosidade em assistir Nosferatu, pelas qualidades atribuídas a ele, pois os efeitos naquela época eram, praticamente, inexistentes, dando mais destaque ao suspense. Gostei bastante!

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  3. Confesso que também nunca assisti Nosferatu hahaha
    Mas também está na minha listinha. Conferirei em breve!!

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  4. Se você não tem problemas com filmes clássicos em preto e branco Drácula é uma ótima pedida! É realmente muito interessante ver os recursos que eles utilizavam na época para poder passar medo ao público.

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  5. Não conhecia essa historia do começo do drácula, muito bom saber, eu conheço só o básico mesmo, mas adoro demais os filmes e historias sobre drácula, e eu gosto das mais sinistras hahahahahahha
    pra mim inventar historias de drácula bonzinho é sacanagem com o personagem... kkkkkkkk

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  6. Curto muito o Drácula, já assisti quase todos os filmes, gosto de muito de algumas versões modernas, porem os meus filmes preferidos ainda são os clássicos.

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  7. Gosto muito dessa historia, essas historias antigas de vampiros sangrentos que queimam a luz do dia são minhas preferidas hoje que me deparo com vampiros que brilham com o sol não me agrada muito, chega até a me desagradar

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  8. nunca li drácula e nem vi nenhum filme, acredita? já ouvi falarem muito sobre a história então meio que eu já conhecia sem ter lido nada hahah
    cada vez mais fico fascinada com a história... pretendo ler o mais breve possível.


    beijos

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  9. Vou ser sincera que esse filme do Drácula é meu preferido, sou a Loka dos clássicos do horror, principalmente os em preto e branco, e esse não fica para trás, existem vários outros com a msm história, mas esse ganha de todos!

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  10. Matheus!
    Adoro o Drácula e já assisti tantos filmes e suas versões que até me confundo um pouco.
    Esse filme assisti e o bom é ver o quanto já naquela época, mesmo sem muitos recursos cinematográficos, os efeitos eram satisfatórios.

    “Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo.”(Friedrich
    Nietzsche)

    cheirinhos

    Rudy

    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  11. Drácula é o meu xodó desde que eu me conheço por gente, e fui inserida nesse mundo do horror, que lá em casa é bem cultuado. Eu simplesmente amo a caracterização do personagem, principalmente nesse filme, em particular: a aura de mistérios e segredos que o ator deixa clara em sua atuação me conquista logo de cara, mesmo que o longa não assuste tanto assim. Independente da data, Drácula sempre será sinônimo de sucesso pra mim!

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  12. É incrível como Drácula, por mais antigo que seja, sempre será lembrado na história do cinema, teatro, livros etc. Confesso que até tenho vontade de assistir os filmes clássicos do Drácula, mas ainda não assisti. Apesar disso, eu adorei conhecer um pouco mais sobre o Drácula!

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  13. Esse Drácula veião eu não vi, talvez seja difícil de conseguir ver, já que normalmente os canais não costumam passar filmes tão antigos. Mas a história é bem conhecida mesmo, adoro a versão do Dram Stoker, assisti a mais atual no cinema, e tive uma grande decepção história ruim, com efeitos legais. Mas a Mina não era mina do advogado? Um beijo

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  14. Eu também ouço falar bastante sobre um da década de 50, se não me engano, que também falam ser muito bom. Mas ainda não assisti esse.

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  15. Eu também adoro ver a evolução dos efeitos especiais. Principalmente nos filmes de terror, onde tinham que usá-los da melhor forma possível.

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  16. Eu nunca vi este filme passando na televisão. E acho difícil passarem algum dia hahaha
    Então, pelo menos nesse filme a Mina não era mina de ninguém hushuahuas
    Eu já assisti o Drácula, de Bram Stoker, mas não lembro muito bem da Mina na história. Mas com certeza existem diversas diferenças entre as várias adaptações do livro.

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