postado por Funs Hunter em 31 outubro 2015

[Mês do Terror] Entrevista: Rodrigo de Oliveira


E o nosso Mês do Terror chegou ao fim!
Hoje é o último dia com postagens relacionadas ao tema em específico. O Matheus ainda prometeu uma maratona de resenhas de filmes depois das 18h. Fiquem de olho!


Claro que não poderia faltar a entrevista com o autor da melhor série de zumbis que se passa no Brasil. Com vocês, Rodrigo de Oliveira!

Observação: A entrevista foi feita pela Tamiris, mas na divisão de postagens ficou para publicação aqui no blog.



Blog: Olá Rodrigo, primeiro gostaria de agradecer a oportunidade de fazer essa entrevista com você. Então, a primeira pergunta é de praxe, que é: Qual foi a sua inspiração para escrever “As Crônicas dos Mortos”?

Resposta: Olá, é um prazer estar batendo esse papo com o Blog Pausa Para um Livro. A inspiração veio após um pesadelo muito realista que eu tive ao assistir o filme A Madrugada dos Mortos, dirigido por Zack Snider. Por isso meu primeiro livro, O Vale dos Mortos, tem diversos elementos em comum com o sonho. Após esse episódio fiquei semanas com aquela história na cabeça, até que finalmente decidi transformá-la num livro.


Blog: Quando você decidiu que queria ser escritor?

Resposta: Eu sempre gostei muito de ler e acho que esse foi o maior incentivo de todos. No fundo, acredito que quase todo grande leitor sonha em produzir algo próprio. Eu já tinha tentado escrever um livro antes, mas eu era muito jovem e o projeto não vingou. O pesadelo foi o impulso que eu precisava para transformar esse meu sonho em realidade.


Blog: Qual foi a maior dificuldade que enfrentou como escritor? E qual a melhor coisa disso?

Resposta: A divulgação, a meu ver, foi o maior desafio. Não é fácil se destacar num mercado editorial como o brasileiro no qual há pouco incentivo a leitura, muitos bons escritores ainda sem reconhecimento e, sobretudo, pouco espaço nas livrarias para os talentos nacionais. Nesse aspecto, foi fundamental o apoio que eu recebi nas redes sociais. E a melhor parte, claro, é o carinho dos meus fãs que estão sempre me enviando mensagens de apoio e incentivo, isso não tem preço.


Blog: Faltam poucos volumes para que “As Crônicas dos Mortos” acabe. Você já pensou em escrever algo diferente quando terminar, outro gênero ou algo do tipo?!

Resposta: Não tem um único dia em que eu não pense nisso (risos). Na prática eu tenho um livro chamado “O Último Baile” que eu pretendo acabar e alguns outros projetos em mente, alguns do gênero terror também, outros um pouco mais leves. Mas ainda é cedo para pensar nisso, “As Crônicas dos Mortos” tem consumido todo o meu tempo.


Blog: Por falar em série acabando, você já tem uma noção de que fim gostaria de dar a Ivan e Estela e todos do (não mais) Condomínio Colinas?

Resposta: Mais do que uma noção, eu tenho tudo milimetricamente planejado. Essa é uma característica minha, eu não consigo começar nada sem ter plena certeza de como tudo vai acabar. Já no começo do meu planejamento da série eu já tinha definido exatamente todos os rumos da história e dos personagens.


Blog: Você tem algum autor(a) favorito(a)? Eles lhe inspiraram de alguma maneira na obra que escreveu?

Resposta: Sim, tenho alguns. Gosto muito do André Vianco e suas histórias vampirescas, acho que herdei um pouco seu estilo sombrio e violento. Adoro também os livros do Jorge Amado e suas personagens femininas fortes e vibrantes. Isso se refletiu muito no meu trabalho, não é coincidência que Estela seja a minha personagem mais amada pelos meus leitores, ela é totalmente inspirada na Tieta do grande mestre baiano.


Blog: Como tem sido e como tem se sentido com a repercussão dos livros no Brasil (e no mundo)?

Resposta: A repercussão tem sido ótima felizmente. Eu creio que consegui trazer um pouco de inovação ao tema e isso tem agradado aos leitores e por isso a saga tem ganhado novos adeptos rapidamente.


Blog: Tenho certeza que você recebe muitos elogios quanto os livros, mas e as críticas: Você lida de que forma com elas?

Resposta: Existem dois aspectos com relação às críticas. Temos aquelas construtivas, que me ajudaram a crescer como profissional, e que são sempre bem vindas. Inclusive contatei um dos meus críticos mais severos do livro “O Vale dos Mortos” e ele me ajudou na leitura crítica do segundo volume, “A Batalha dos Mortos”, dando-me sugestões e conselhos valiosos. Agora, eu também já recebi críticas e comentários cruéis e até mesmo injustos, de pessoas que estavam mais preocupadas em espalhar ofensas ou até mesmo se vingarem por discordarem de passagens pontuais dos livros. Esses são os famosos haters e a internet está repleta de exemplos, infelizmente.


Blog: O que você acha de blogs literários e sua função no mundo?

Resposta: Eu acho o trabalho dos blogs de vital importância, pois é uma forma democrática de dar visibilidade a todos os produtores culturais, dos iniciantes aos mais calejados. Sem eles provavelmente não teríamos conhecido alguns dos bons escritores da atualidade. Vale lembrar inclusive que autores contemporâneos como o brasileiro Tiago Toy e o espanhol Manel Loureiro surgiram na cena editorial publicando suas obras em blogs.


Blog: Você tem muito contato com os seus leitores? Eles sugerem novos caminhos ou histórias no seu trabalho como autor?

Resposta: Tenho muito contato com eles sim, recebo muitas mensagens, pedidos e sugestões. Tanto que para o meu último livro, “A Ilha dos Mortos”, que será lançado no começo do próximo ano, eu recrutei alguns dos fãs mais fiéis para serem meus leitores-beta. E recebi algumas excelentes sugestões durante esse processo.


Blog: Gostaria de agradecer muito por sua disponibilidade e atenção conosco. E uma ultima coisa: Que mensagem gostaria de deixar para os seus leitores e não leitores?
Resposta:
Eu que agradeço! Tem uma mensagem que eu gosto de passar sempre e nunca é demais repetir: Leiam muito. Toda leitura é válida, não importa o gênero que você mais gosta. Alguns preferem terror, outros romances policiais, alguns simpatizam com obras mais leves e descontraídas. Não importa, o fato é que os livros ampliam horizontes e nos tornam seres humanos melhores. E, parafraseando o grande Paulo Francis, eu diria que: “Quem não lê, não pensa, e quem não pensa, será para sempre um servo”.







Sobre o Autor:
Paulo Cezar
Paulo Cezar é Administrador e Cofundador do blog, descobriu o fantástico mundo dos livros quando leu, pela primeira vez, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Além dos livros, também é apaixonado por filmes e séries.


7 comentários:

  1. Sou doido pra ler essa série do Rodrigo, tenho aqui os dois primeiros livros e esse Elevador 16, primeiro adoro historias de zumbis, e segundo já vi muitas resenhas dos livros dele e todas falavam muito bem dos livros já fiquei animado e doido pra ler.
    Tbm adoro André Viando, um autor que ele citou que gosta e meio que herdou o estilo, mais um ponto positivo, pq li quase todos os livros do André Viando um autor que adoro tbm

    Muito bacana essas entrevistar com os autores. :)

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  2. Olá!!
    Muito simpático ele hen , e nem um pouco assustador rsrs
    Amei a entrevista, muito bom saber um pouco sobre o autor por traz desses livros tão famosos e tão bons.
    Amei a mensagem final dele.

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  3. Muita boa entrevista, ele também se inspirou num sonho para criar seu livro, curioso. Nem imaginava que sua musa inspiradora fosse Tieta. Adorei a mensagem que ele deixou aos leitores!! Quando eu tiver oportunidade quero ler seus livros.
    Um beijo

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  4. Adorei a entrevista, como gosto muito dos livros é bom conhecer um pouco mais da mente por trás das obras. Assim como ele, Jorge Amado está entre os escritores brasileiro que eu mais admiro, lista na qual figura André Vianco também. Interessante saber que os livros se originaram de pesadelos do escritor, deve ter sido bem assustador acordar com isso em mente! rs

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  5. Olá, Paulo! Eu não tinha o mínimo interesse na série As Crônicas dos Mortos, mas após tantos comentários bons em relação aos livros decidi que quero a leitura. Gostei bastante da entrevista, conhecer um pouco das inspirações do autor, seus autores preferidos e como ele superou as dificuldades de ser um escritor nacional.

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  6. Comprei o primeiro livro mas ainda não o li, adoro filmes de terror mas livros tenho um pouco de medo, então estou enrolando um pouco para começar a ler, mas adorei saber que tem um pouco de Madrugada dos mortos, uma vez aque adoro esse filme!

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  7. É incrível ver que vários autores tiveram um ponto de partida para escrever tal livro após um pesadelo. Apesar de triste, isso acaba se tornando uma alegria hahaha Realmente, a divulgação deve ser muito difícil, pois o Brasil é um país que tem pouquíssimos leitores! Já vi muitas pessoas o elogiarem por conta de suas histórias que são muito marcantes. Por conta disso, desejo muito ler seus livros. Amei a entrevista! *-*

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