postado por Funs Hunter em 21 janeiro 2016

Resenha | In Nomine Patris: Dominus Mortuorum


          

Os olhos, muito bem abertos, mostravam-se cobertos por uma camada esbranquiçada que quase escondia as pupilas. A boca estava também escancarada, exibindo dentes pequenos e sujos e permitindo que grossos fios de baba pegajosa escorressem pelo peito do menino.

Julian Bergamo é um venator, pertence a uma ordem da igreja responsável por combater o mal, ele é um exterminador de demônios. Por determinação da Ordem Mundial de Venatores, um venator não pode ficar mais do que seiscentos e sessenta e cinco dias em um mesmo local e, com o seu prazo já expirando, ele é enviado para a cidade de Willinghill, onde dias escuros estão por vir.
Uma força estranha está se alojando na cidade, um demônio capaz de fazer os mortos voltarem a uma semi-vida. O Mormo, um terrível necromante, está criando mortos-vivos que só pensam em uma coisa: atacar.

Tudo começa com a família Mosley pedindo sua ajuda com o filho logo no dia em que chega na cidade, o garoto, misteriosamente, volta do túmulo após o seu enterro. Após isso, as complicações são impensáveis!

Cortesia da Editora Tribo das Letras

– Olhem para ele. Esta é uma das obras mais terríveis que um demônio pode fazer. [...] Seu garotinho não está vivo - explicou e se permitiu a uma breve pausa antes de finalizar a frase. - Ele é um morto-vivo.

Dominus Mortuorum é o primeiro livro de In Nomine Patris e, sem conhecer algum outro trabalho do autor, li sem grandes expectativas. A surpresa foi tão grande que terminei a leitura rapidamente.
O tema não é estranho quando assistimos a um bom filme, mas a história escrita por Décio Gomes era o que eu sentia falta em um livro.
Ler a história de um padre especialmente treinado e com espécies de amuletos que o auxiliam no combate as forças do mal foi algo completamente novo, mas completamente gratificante.
A leitura flui bem rápida, visto que o autor usa uma linguagem "sem enfeites" e escreve de modo a manter a nossa atenção e curiosidade.


As portas do hospital por fim escancararam-se. Todos ali presentes, viram quando um, dois, quatro, seis, dez mortos-vivos surgiram do corredor principal do hospital e vorazmente alcançaram a rua.

George é um personagem que sofre bastante na história e, em consequência, ajuda Padre Julian em sua caçada ao Mormo. Eu achava que o impulso o iria dominar e que seus atos trariam algum tipo de problema a Julian. Ele se mostra forte e determinado e de grande ajuda.
A história se passa um pouco rápida, visto as poucas páginas do livro, e senti falta de um pouco de explicação da vida de Julian e até de seu treinamento. Descobri que ele era um personagem de outro livro do autor, mas que ganhou sua própria série. Claro que estou curioso para conhecer esse livro que apresentou o venator aos leitores, mas só o encontrei na versão digital.

Os acontecimentos finais são incríveis e angustiantes, o Momo mostra todo o seu poder e a criatividade do autor.

Quanto a edição da Tribo das Letras tenho alguns pontos a comentar: A capa é linda e condizente com o que lemos, esse ar sombrio desperta ainda mais a curiosidade do leitor. A diagramação é de brilhar os olhos, com detalhes em todas as páginas da história e não atrapalhando a leitura. Em relação a revisão só percebi um erro de digitação no nome da cidade para que Julian se mudou.


Com uma narrativa incrível e extremamente viciante, Décio Gomes nos presenteia com uma ótima história capaz de deixar qualquer leitor ansioso pelo próximo volume.




E a caçada continua... Lançamento de In Nomine Patris: Sanguinis Sigillum dia 30/01









Sobre o Autor:
Paulo Cezar
Paulo Cezar é Administrador e Cofundador do blog, descobriu o fantástico mundo dos livros quando leu, pela primeira vez, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Além dos livros, também é apaixonado por filmes e séries.


10 comentários:

  1. Avistei este livro uma única vez, mas não me interessei. Com sua resenha percebi que In Nomine Patris vai além de qualquer expectativa. Eu não imaginava uma história com exterminador de demônios e Dácio Gomes apostou muito na originalidade. As questões da fé e religião também são abordas, mesmo que pouco, de forma genuína. Gostei.

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  2. In Nomine Patris me despertou uma enorme curiosidade, a
    única premissa que pensei em ser minimamente parecida com a trama foi O
    Demonologista, mas não há muita coisa a ver, o que me despertou para total
    inovação na escrita do Décio Gomes. Gostei muito da sua obra e da forma como o
    mesmo trata da situação do padre e de seu combate aos demônios. George também
    foi fundamental e explicativo para todo o enredo.

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  3. Alessandra Fernandes21 de janeiro de 2016 22:20

    Paulo, preciso confessar que mesmo lendo tantos pontos positivos para este livro em sua resenha, ele está longe de me agradar, isto tudo simplesmente porque não gosto de temas como mortos-vivos e narrativas que mechem com essas forças do mal.
    A história mostra ser muito interessante, surpreendente e de agradar aqueles leitores que gostam de um leitora mais sombria.

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  4. cristiane dornelas22 de janeiro de 2016 18:42

    Não conhecia, mas curto muito livros assim e esse já me interessou. Bom saber que é viciante e bem escrito. Histórias assim ficam incríveis quando são bem feitas e dão aquela vontade de ler o próximo. Vou querer ver mais deles.

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  5. Eu não gostei do livro, na verdade o gênero não me
    interessa. Pensei que seria um livro mais religiosa, mas era de se pensar desse
    lado mais demoníaco com uma capa mais sombria. Confesso que é uma boa trama,
    cheia de questões e inovações ao longo da narrativa. O autor acertou em cheio
    com os personagens.

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  6. Acredito que esse seja um daqueles livros que só pelo título eu já fico com um pé atrás. A história em si não me chamou muito atenção, e não costumo ler esse tipo de livro. Traduzindo: essa leitura eu passo!

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  7. marlene conceiçao28 de janeiro de 2016 10:44

    Gostei da resenha.
    Lendo a sinopse lembrei de duas séries kkkkk Os instrumentos mortais, pela caça de demônios e the walking dead pelos mortos-vivos (zumbi), gosto muito do tema, os dois juntos ainda mais, fiquei com um pé atrás por ser um padre, mas eu com certeza lerei esse livro.
    Bom dia.

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  8. Daniel Olhos Água28 de janeiro de 2016 16:54

    A história parece mesmo cativante e instigante, fiquei bastante curioso com a premissa, com esse clima de demônios e suspense. Confesso que antes não me interessaria o bastante p/ querer ler sem o seu post. Abaços.

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  9. Uau a edição está maravilhosa! Obrigada por tirar foto do livro por dentro, é realmente muito bem trabalhado, adorei, morrendo de curiosidade para ler, enredo bem instigante.

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  10. Oi!
    A historia pareceu interessante e com um ótimo enrendo parece que o autor conseguiu trabalhar muito bem com o tema deixando a leitura envolvente e o leitor curiosa mas não é o tipo de livro que gosto de ler !!

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