postado por Matheus em 24 fevereiro 2016

[Maratona Pré-Oscar] Review | A Grande Aposta

Direção: Adam McKay
Duração: 2h 11min
Lançamento: 2016
Gênero: Drama, Comédia, Biografia

Sinopse

Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas pessoais desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.


O mundo dos negócios não é um ambiente muito propício para desenvolver um filme desenvolto e atraente para o grande público. Mas na história do cinema há filmes que se deram muito bem no “mercado financeiro”, caso do agora pouco conhecido Wall Street – Poder e Cobiça, de 1987, e o recente O Lobo de Wall Street, sucesso de crítica e público. A Grande Aposta entrou para esse seleto grupo, mesmo não mostrando muito bem o porquê de ter se dado tão bem.

A complexa história gira em torno de Michael Burry (Christian Bale), excêntrico dono de uma empresa que aposta – e MUITO – que o sistema imobiliário nos EUA acabará falindo.
Jared Vennet (Ryan Gosling), acaba percebendo que essa é uma boa e grande oportunidade, passando então a oferecer essa oportunidade a seus clientes.
Mark Baum (Steve Carell), que vive estressado e com problemas pessoais, é um de seus clientes que acaba entrando nessa ideia.
Charlie Geller (John Magaro) e Jamie Shipley (Finn Wittrock) são jovens investidores que pretendem lucrar com tudo isso, utilizando da ajuda de Ben Rickert (Brad Pitt), um grande nome de Wall Street, mas que se distanciou completamente do mundo dos negócios.
Achou fácil de entender? Não? No filme tudo se complica ainda mais.

É inegável que a premissa de Adam McKay, conhecido por seus roteiros e direções em filmes de comédia, é excelente. McKay aposta num tom extremamente satírico durante o desenvolvimento do filme, por vezes mostrando toda a crise econômica como uma grande piada; para isso, ele utiliza de boas sacadas, como falas dos atores destinadas ao público e explicação de termos técnicos com “enquetes” atuadas por personalidades famosas (a participação de Margot Robbie é ótima). Mas as boas intenções de McKay vão por água abaixo à medida que o roteiro – também de sua autoria – vai se desenvolvendo.
Era impossível escapar do padrão técnico envolto nos filmes sobre o mercado de negócios, é óbvio. Mas esse não é o grande problema do roteiro. Por mais que ele seja extremamente complexo, seu maior problema fica com a falta de sintonia entre a comédia e o drama; se todas as tiradas cômicas trazem ao filme certo “alívio”, as cenas onde vemos as tristes consequências da crise na vida dos americanos possuem um peso forte, mostrando que tudo aquilo não é algo risível. E essas duas propostas do roteiro não se misturam uma com a outra, criando então um filme díspar.
Mas existem dois pontos cruciais do filme que alavancam o filme. O primeiro é a edição, que se sai extremamente bem ao lidar com flashbacks, cenas de cortes rápidos e cenas descentradas, criando um filme extremamente bem amarrado no sentido visual. O segundo são as grandes atuações do roteiro. Se Brad Pitt está lá apenas para preencher espaço no filme produzido por ele mesmo, não se pode dizer o mesmo de seus colegas Steve Carell, Ryan Gosling e Christian Bale, todos com ótimas atuações que conseguem segurar seus fortes personagens do começo ao fim. Destaque para Carell, que mais uma vez se mostra um ator excepcional ao ministrar comédia e drama da melhor forma possível.

The Big Short (título original) é um filme difícil, mas que tem seus trunfos. Por mais que esteja ganhando um grande destaque nos últimos meses, não será uma surpresa se vermos que o filme foi esquecido daqui a alguns anos.  

Avaliação:




Sobre o Autor:
Matheus
Matheus é Colaborador do blog, cinéfilo de carteirinha, leitor compulsivo e aficionado por música. Quando não está lendo, pode-se vê-lo re-assistindo Kill Bill ou então ouvindo música com os seus fones inseparáveis.


15 comentários:

  1. Alessandra Fernandes24 de fevereiro de 2016 19:06

    Oi, Matheus! Como você esta?
    Eu prometi a mim mesma que iria fazer uma maratona dos filmes indicados para o oscar (até comentei aqui), e não fiquei surpresa quando percebi que só consegui assistir três filmes, pois sou péssima em promessas... Fazer o que, né?! Então resolvi ver somente aqueles que estão causando mais repercussão e que tem grandes chances de levar a estatueta. Confesso que ainda não decidi se irei ou não assistir A Grande Aposta, pois a sinopse pouco me atraiu. Talvez eu veja depois da premiação.
    Bjs!

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  2. Matheus,
    realmente negócios não é um assunto atraente para o público em geral e eu faço parte dessa grande maioria. Acho chato, mas enfim, como você citou o filme tem lá seus pontos positivos e um elenco de peso que o tornam um pouco mais interessante. Quem sabe eu assista um dia. Falando do Steve Carrell, ele está se destacando bastante, vi Foxcatcher e adorei a atuação dele. Assista eu recomendo.
    Um beijo

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  3. Não sou muito de assistir filmes, e esse, tenho certeza, eu não assistiria se tivesse outra opção. Pode até ser interessante, mas imagino que não consiga prender minha atenção.

    Abraços :)

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  4. Acho que de todos que andei lendo um pouco sobre, esse é o que menos me interessei pra ler. Não achei muito interessante a história.

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  5. Achei legal esse elenco, já vi muitos filmes com eles....
    Mas não foi um que me chamou atenção, esse vou passar =/
    As atuações podem ser boas e tal, tem uns aspectos que gostei, mas não sei se iria curtir muito.

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  6. Oi Matheus!
    Este filme parece um tanto quanto complexo, e a mistura de trama e tiradas meio satíricas deve mesmo destoar um pouco... mas, mesmo assim, fiquei curiosa! Tem um elenco ótimo, e a trama parece muito interessante... vou ver se dou um jeito de assistir!
    Bjus, adorei o post!
    Paty Algayer - http://magicacult.blogspot.com.br/

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  7. Eu não curti a premissa do filme.
    Eu não assistiria.
    Não pelos atores porque gosto de todos.
    Acho que a tirada satirista sobre a crise é bem válida, mas não vejo que isso seja comédia no fim das contas...
    Não entendi porque da indicação ao Oscar.
    Nem sabia que este filme estava concorrendo a algo.
    Enfim... Eu posso gostar, mas não sinto vontade de ver.

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  8. Gostei muito da resenha.
    Ganhei o livro no sorteio da editora, porém quando fui tentar ler não gostei, não sou muito fã do gênero, então não assistiria o filme.

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  9. Oi!
    Ainda não conhecia esse livro mas agora que ele virou um dos favoritos ao Oscar vi muitas pessoas falando dele o que me deixou curiosa e adorei ver a premissa dele e conhecer um pouco mais a historia !!

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  10. O filme parece ser bom, porém, não é o tipo que gosto de assistir,mas pela crítica, acho que tem grande chance de levar o Oscar!
    Não vejo a hora de ver!! rs
    bjos

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  11. Não estou tão curiosa assim com esse filme, na verdade ele me lembrou muito o Lobo de Wall Street, as se caso eu tive a oportunidade para ver eu assistiria.

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  12. Se não assistiu antes do Oscar, te aconselho a deixar pra assistir outro dia hahahaha

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  13. Não sei porque até agora não vi Foxcatcher!!! Falam muito bem do filme. Verei sim, pode deixar!

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  14. Que bom que gostou! :D

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  15. Apesar de o enredo do filme parecer ser bem interessante, não sei se é um filme que eu assistiria, ainda mais depois de você dizer que ele é difícil, mas talvez eu dê uma chance pro coitado kkk

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