postado por Matheus em 10 fevereiro 2016

[Maratona Pré-Oscar] Review | Perdido em Marte

Direção: Ridley Scott
Duração: 2h 24min
Lançamento: 2015
Gênero: Ficção científica


Sinopse

O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.







É inegável o impacto que Gravidade causou no cinema. Ficções científicas ambientadas no espaço não costumavam fazer muito sucesso entre o público, e aquelas que alcançavam esse sucesso dificilmente cativavam a crítica. Mas assim que Gravidade, um sucesso de público e crítica, foi lançado, outros filmes do gênero alcançaram o sucesso, caso de Interestelar e Perdido em Marte. Óbvio que eles não foram inspirados fortemente em Gravidade, mas foi ele que preparou o terreno para os novos exemplares do gênero.


Junto com sua equipe de astronautas, Mark Watney (Matt Damon, numa atuação singela, mas muito boa) está numa missão em Marte. Tudo corre bem até que uma forte tempestade de areia os atinge e o inesperado acontece: Mark é atingido por destroços e se separa de sua equipe, que já está retornando à nave. Tudo leva a crer que Watney foi morto, e por isso Melissa (Jessica Chastain) e companhia decide partir de Marte, deixando o corpo de Mark para trás. Mas mais uma vez o inesperado aconteceu: Mark Watney sobreviveu!
Uma parte da “nave” permaneceu no solo de Marte, para sorte de Mark, que tem onde ficar. Mas por quanto tempo? Assim que a NASA descobre que ele está vivo surge um caos entre todos da equipe na Terra; afinal, como salvar alguém que está a 225 milhões de km da Terra? À medida que todos estudam como realizar esse procedimento, Mark Watney tem que usar todos os seus conhecimentos para sobreviver no inóspito território marciano.

Poucos nomes de Hollywood encaixariam tão bem à direção desse filme quanto Ridley Scott. Diretor dos icônicos Alien e Blade Runner, o Caçador de Andróides, Scott voltou ao universo da ficção científica há pouco tempo atrás, com o subestimado Prometheus. Mas para muitos sua grande volta foi aqui com Perdido em Marte. O que não deixa de ser mentira. Ridley demonstra uma grande habilidade em por na tela um turbilhão de dados matemáticos, científicos e também burocráticos, ministrando tudo isso para no fim entregar um filme bem amarrado, mesmo com sua complexidade um tanto confusa.
É fácil para o público notar o quão científico é o roteiro. Isso não é devidamente um problema do mesmo; de certa forma, é até admirável a forma como sua complexidade foi bem amarrada na trama. O verdadeiro problema do roteiro é a falta de profundidade de seus personagens; por mais que todos eles tenham um retrato no roteiro, são retratos superficiais, que não mostram os verdadeiros sentimentos dos personagens. Isso é facilmente exemplificado no personagem de Mark Watney, que mesmo sozinho em Marte em momento algum demonstra sentimentos de solidão ou crises de saudades para com amigos ou parentes na Terra.
Sendo esse um problema para alguns, outros talvez nem notem isso enquanto consomem The Martian (título original) como uma obra de entretenimento. Visto dessa forma, o filme se sai incrivelmente bem. Isso porque ele prende a atenção do público; mesmo que possua diversos momentos extremamente científicos e maçantes, o filme realmente deslancha quando é necessário, entregando ao público o melhor que se pode esperar de um filme pipoca. Os incríveis efeitos especiais deixam-no ainda mais atrativo ao grande público.

No fim das contas, Perdido em Marte é o típico filme divisor de opiniões. Mesmo que muito bem realizado, o filme possui uma despretensão capaz de desagradar a todos que esperavam algo além de um simples filme blockbuster. Nem mesmo o grande elenco foi capaz de alavancar o filme além do “muito bom”.

Avaliação:




Sobre o Autor:
Matheus
Matheus é Colaborador do blog, cinéfilo de carteirinha, leitor compulsivo e aficionado por música. Quando não está lendo, pode-se vê-lo re-assistindo Kill Bill ou então ouvindo música com os seus fones inseparáveis.


1 comentários:

  1. Oi Matheus!
    Ainda não assisti a este filme, mas estou curiosa para conferir... apesar de um pouco superficial, parece bem legal! Vou ver se no futuro consigo conferir o filme (e o livro, de preferência), pra ver o que acho...
    Bjus, adorei a review!
    Paty Algayer - http://magicacult.blogspot.com.br/

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