postado por Matheus em 04 março 2016

Review | Deadpool

Direção: Tim Miller
Duração: 1h 48min
Lançamento: 2016
Gênero: Ação, Comédia

Sinopse

Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.





É normal um gênero do cinema se estagnar em um padrão e continuar seguindo-o, sem nada de novo, principalmente quando o assunto é filme pipoca. Assim acontece com o romance, com o terror e com os filmes de super-herói. Desde que começaram a fazer grande sucesso, lá no começo dos anos 2000 com a saga X-Men, esse subgênero do cinema de ação se prendeu a um padrão fixo, com histórias lineares e em algumas vezes autoexplicativas; os exemplares que fugiram disso se mostram como uns dos melhores do gênero, caso de O Cavaleiro das Trevas e Watchmen – O Filme. Para o bem ou para o mal, Deadpool também chega para trazer mais uma pitada de inovação para o mundo dos super-heróis.

Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um mercenário bem conhecido em seu ramo, arranja vários trabalhos e ainda tem uma linda namorada, Vanessa (Morena Baccarin). Mas essa sua vida maravilhosa acaba ao descobrir que está com um câncer em estágio avançado; sem nenhuma expectativa em mente, ele decide deixar tudo para trás e aceitar uma louca proposta de cura que recebeu, fazendo assim parte de um experimento. No fim das contas, seu câncer é curado, mas junto com ele também vai sua boa aparência. Por outro lado, ele agora tem super-poderes!
Ele não foi advertido dos efeitos colaterais das experiências pelas quais passou, e por isso decide ir atrás de vingança, fazendo tudo o possível para acabar com Ajax (Ed Skrein), aquele que realizou as experiências.

Notou algo de diferente? Pois bem, a história é a mais clichê possível, intencionalmente ou não. De toda forma, o roteiro clichê e previsível acabou dando certo graças ao grande trunfo do filme, a direção.
O estreante Tim Miller tem lá seus problemas na direção, mas é inegável que ele trouxe uma brisa de inovação ao mundo dos super-heróis não antes vista no cinema. Diversos filmes anteriores do gênero utilizaram do humor em sua história, mas nenhum deles de forma tão escrachada quanto Deadpool! Utilizando de incontáveis referências a toda a cultura pop, o humor do filme é algo ácido e politicamente incorreto, agradabilíssimo para aqueles que esperavam justamente isso do anti-herói badass Deadpool.
Para demonstrar em cena todo esse lado incorreto do anti-herói se mostrava necessária violência, muita violência. E isso é o que não falta. Sangue é jorrado em excesso, partes do corpo são dilaceradas e mortes são vistas com extrema naturalidade, tudo isso dentro de ótimas cenas de ação.
E o que dizer de Ryan Reynolds, que enfim conseguiu se redimir frente ao público? Após o desastre que foi Lanterna Verde, o ator viu sua carreira decair cada vez mais. Seus esforços para que o filme de Deadpool saísse do papel deram certo; muitos tinham medo do que veriam, mas o resultado final se mostrou extremamente satisfatório, visto o sucesso de público e crítica que o filme vem tendo. O que é merecido da parte de Reynolds, que nos entrega uma atuação descontraída e extremamente divertida, bem diferente daquilo que vimos em Lanterna Verde.

No fim das contas, Deadpool é o mais novo exemplo de filme “ame ou odeie”; para muitos é difícil se entregar ao estilo do filme, com diversas falas direcionadas ao público e reviravoltas propositalmente toscas. Ainda assim, Deadpool deixou sua grande marca no gênero, e se mostrou inovador dentro do gênero de super-heróis. Afinal, quem foi que disse que a inovação é capaz de agradar a todos?

Avaliação:





Sobre o Autor:
Matheus
Matheus é Colaborador do blog, cinéfilo de carteirinha, leitor compulsivo e aficionado por música. Quando não está lendo, pode-se vê-lo re-assistindo Kill Bill ou então ouvindo música com os seus fones inseparáveis.


7 comentários:

  1. cristiane dornelas4 de março de 2016 15:13

    Não sou muito de pirar com esses filmes de heróis e vejo mais quando passa na tv que no cinema. Mas esse fiquei louca pra assistir assim que saiu. É um tanto diferente e muito...besta? De um jeito bom? Gostei por ser aquele tipo de história herói-que-não-é-herói e cheio de coisas nada agradáveis. Vai entender....
    Mas é bom, pelo visto a ideia foi bem feita e ficou legal de assistir. Mas é mesmo um filme "ou você ama ou odeia" porque é extremo em tudo.

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  2. Não vi o filme ainda, mas pelo que já li sobre ele, acho que você o definiu bem, ame ou odeie.
    Bjs, Rose

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  3. Estou louca pra ver esse filme, muitos colegas me indicaram e disseram que era de morrer de rir. Até agora não achei ninguém que odiou, só que amaram. Nem me lembrava que o ator tinha feito "Lanterna Verde", agora com certeza ele se recuperou.

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  4. eu adorei o DeadPool!!! ou seja eu fiquei no ame. mas, entendo acho que o povo acostumado com o mocinho (bom pai, bom filho, certinho, nada de errado, bom em tudo...) o deadpool é um choque. mas, gente foi um dos melhores filmes de super heróis q eu assisti e olha que eu assisto muito...

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  5. Oi!
    Assisti Deadpool sem saber nada da historia desse anti-herói e adorei com certeza foi um filme que trouxe algo novo e bem engraçado e adorei as referencias a outros filmes com certeza o Ryan se redimiu pois adorei a atuação dele !!

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  6. Daniel Olhos Água28 de março de 2016 16:45

    Estou bem ansioso para ver o filme, parece ser algo totalmente novo, criativo e divertido por entre esses filmes de super-herói de hoje em dia. Acho que o Ryan foi feito para esse papel, só pelo que todos falam! Abraços.

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  7. Fernanda Rodrigues Mendonça31 de março de 2016 00:38

    Oi, essa coisa q vc falou sobre a estagnação no cinema tbm acontece na literatura e eu acho isso um saco. Parece q tem épocas que só se lança filmes/séries/livros sobre assunto x!

    E Deadpool é um filme muito bom. Não sei dizer se ele seria meu antiherói favorito, mas gostei do modo narrativo-sarcastico-violento como o filme é narrado hahaha

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