postado por Funs Hunter em 30 maio 2016

Resenha | Cyberstorm


               

Você tem confiança demais na segurança - disse Chuck. – Desde que os seres humanos começaram a criar coisas, perdemos mais tecnologias do que ganhamos. A sociedade regride de tempos em tempos.


O Caos de um colapso digital mais próximo do que você imagina.







O livro de Matthew Mather nos mostra o quão insuficiente nós somos, dependendo da tecnologia e energia elétrica pra absolutamente tudo na nossa vida, e quando os Estados Unidos sofrem um ataque cibernético fazendo com que todas as redes caiam e não tenham propensão de voltar ( ponto para os hackers Chineses), começa uma corrida contra o tempo, onde temos que sobreviver mais tempo e com menos recursos, usando elementos básicos de engenharia e sobrevivência na selva ( de pedra!), Mike tem que manter sua família unida e saudável, e pra isso conta com a ajuda do seu vizinho e amigo Chuck, uma espécie de Rambo de Nova York, que é viciado em teorias da conspiração e por sobrevivência a qualquer custo, o que fica evidente no sangue frio que ele demonstra durante o livro, e que vai ficando mais forte com o apertar da fome.


Aviso do departamento de Saúde: surto de gripe aviária H5N1 Nova York Connecticut. Altamente Patogênico. Aconselha-se que as pessoas fiquem dentro de casa nas áreas criticas do condado de Fairfield, do distrito financeiro de Manhattan e adjacências. 

Em meio a tempestades de neve, escassez de alimentos, doenças graves como pestes e gripe, gente matando gente por um simples pedaço de salsinha, problemas familiares e do grupo de sobreviventes, a trama se mantém num ritmo frenético, onde tudo pode mudar ao virar da página, e mostra, num retrato um tanto verídico, como seria a nossa sociedade animal, onde seríamos controlados pelo simples instinto de sobrevivência e de proteção por aqueles que amamos.

O ritmo do texto e a enxurrada de informações tornam o livro um tanto cansativo de ler, fazendo o leitor ter que voltar e ler uma, duas vezes o mesmo trecho até entender e conseguir prosseguir, devido ao sarcasmo dos personagens ao lidarem com as situações do seu novo dia a dia, mas o texto vem carregado de curiosidades e dicas, deixando o leitor com mais vontade de continuar a leitura. Quando eu li, poucos foram os dias em que pouca coisa realmente acontecia, e esses dias eram prosseguidos por dias que parecem que fazem parte do script do seriado 24 horas, muita coisa acontecendo num curto espaço de tempo.



Com uma estrutura feita em forma de diário, o autor consegue passar bem o sentimento dos personagens frente as aflições diárias que estão passando, o sentimento de comunidade, de sentir o que o outro sente passa até para o leitor, e poucos foram os autores que nos fazem nos sentir assim. Os termos de engenharia, de tecnologias passadas e até de técnicas de sobrevivência carregam  o texto transformando-o ainda mais, tornando mais fascinante quanto ao conteúdo literário.


Em meio a personagens épicos e casais simpáticos como o velho casal Borodin (casal soviético extremamente... nem consigo achar adjetivos pra descrevê-los), a trama de CyberStorm é muito bem escrita pelo autor Matthew Mather, que soube retratar muito bem o apocalipse digital e a sociedade pós-apocalíptica, que, aqui entre nós, não é muito difícil de acontecer e não parece tão distante assim.






Sobre o Autor:
Caique
Caique é estudante de engenharia e aspirante a escritor nas horas vagas, gosta principalmente de livros clássicos, de guerra, ficção científica, fantasia, ou qualquer livro que seja recomendado pelas pessoas que gosta. É apaixonado por filmes e séries, além de viajar.


6 comentários:

  1. q interessante o livro ser em forma de diário. tentando decidir se isso para mim isso é bom ou não. realmente as vezes eu fico imaginando o que aconteceria se um ataque cibernético derrubasse a rede.
    definitivamente vou por na minha lista de leituras

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  2. Boa a proposta do livro, realmente hoje em dia somos dependentes de toda essa tecnologia e viver sem ela pode ser um grande desafio, estou curiosa já para saber todas as confusões pelas quais os personagens devem passar, pena que o autor não conseguiu fazer um livro bem frenético, mesmo assim me interessei pelo enredo e espero ler em breve

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  3. Oi.
    Sei bem como é esse sentimento, informações são boas, mas em demasiado torna o livro chato e até cansativo.
    Porém eu gostei dessa premissa, esse senario meio que apocalíptico da um ar interessante a narrativa.
    Boa Noite.

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  4. Não sei se compraria, mas acho o tema super atual e que pode acontecer. Já aconteceu e não faz muito tempo, um blackout e ver que é real e assustador como hoje em dia estamos tão conectados e dependentes da tecnologia, eletricidade e o mundo virtual. Se tiver algum dia a oportunidade de ler, lerei.
    Um beijo

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  5. Achei super interessante a ideia do livro. Imagina só que dificuldade voltar ao tempo em que não existia tanta comodidade como estamos acostumados? É um belo dilema, dá pra explorar muita coisa.
    E o livro parece fazer bem isso. Além de ter uma boa narrativa. Acho que o processo lento, dependendo do tipo da história, é legal pra fazer entender melhor ou passar aqueles sentimentos, ideias e tal. Não sei se cansaria, mas achei o ritmo dele bom, mesmo que possa enrolar em algumas coisas...

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  6. Oi!
    Faz um tempo que vi esse livro e fiquei bem interessada na historia, gostei muito desse livro, achei uma historia diferente principalmente pelo tema usado pelo autor onde temos uma distopia diferente, achei interessante os sentimentos que o autor consegue transmitir para o leitor durante a leitura e com certeza esse livro está na minha lista de leitura !!

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