postado por Funs Hunter em 10 outubro 2016

Resenha | O Feiticeiro de Terramar [Ciclo Terramar #1]


                    

O garoto não fora ferido por armas, mas não era capaz de falar, comer ou dormir. Parecia não ouvir nem ver quem fosse visitá-lo. Não havia ninguém nos arredores que fosse capaz de curar o que afligia o garoto.
– Ele abusou do poder - comentou sua tia, sem saber como ajudá-lo.

Ged cresceu sem a presença de sua mãe, ela morreu quando ele tinha menos de um ano de idade. Cresceu ajudando o pai, que é o forjador de bronze de Dez Amieiros. Sua tia é uma espécie de feiticeira da vila, mesmo não recebendo o treinamento adequado. Quando ela percebe o potencial do garoto, passa o seu conhecimento sobre magia para ele.
Quando a vila é atacada, Ged é quem salva a todos convocando uma névoa para esconde-los e ilusões para distrair os guerreiros. Mas como tudo tem o seu preço, o garoto pagou alto demais pelo seu feito.
Ajudado por Ogion, um cura-tudo, ele parte junto ao feiticeiro pra receber um melhor treinamento em magia. Até que em determinado momento ele é enviado para a ilha de Roke, onde irá treinar com mais aprendizes pelos Mestres e Arquimago, o mais forte entre os feiticeiros.

Cortesia da editora

Nunca lhe ocorreu que o perigo ronda o poder como a sombra persegue a luz? A feitiçaria não é um jogo que jogamos por diversão ou para receber elogios. Pense nisto: toda palavra, todo ato de nossa arte, é falada e é feita para o bem ou para o mal. Antes de você falar ou fazer, você tem que saber o preço a pagar!

O problema de se criar grandes expectativas de um livro é que as vezes você acaba levando um balde de água fria. O Feiticeiro de Terramar tinha tudo para ser um excelente livro, mas não é exatamente isso que acontece. Não que a história seja ruim, mas a narrativa da autora não me agradou e a "aventura" do personagem foi uma espécie de fuga com caça ao tesouro.
Gavião, como Ged é conhecido por quem não conhece seu verdadeiro nome, é um aprendiz ogulhoso um tanto arrogante e que mais cedo ou mais tarde irá se colocar em encrencas.
Em Roke, ele logo faz amizades, mas acaba ganhando um certo oponente, Jaspe. Os mestres estão satisfeitos com a rapidez que ele aprende o que é ensinado, mais rápido que qualquer outro aprendiz. Mas isso acaba o deixando confiante demais e Gavião acaba aceitando um desafio proposto por Jaspe. Algo perigoso, que acaba não saindo como o planejado. Durante a invocação, uma criatura é liberta e os jovens precisam ser salvos pelos mestres.



A autora apresenta alguns fatos que não serão discutidos nesse primeiro volume, logo no início já somos informados de que Ged se tornará alguém importante entre os feiticeiros, mas o caminho para isso será no decorrer dos volumes. Até aí tudo bem! O problema é que apresentar algo e depois já contar o que acontecerá com os personagens no futuro foi algo que acabou me desanimando na leitura, esperava que as respostas fossem apresentadas nos próximos livros e não como uma explicação do que acontecerá antes da história continuar.

A magia do livro anima bastante, já que o poder deles é algo finito e o descanso é necessário para novos feitos, as criaturas também recebem seu merecido destaque, mesmo que não seja o bastante. É impossível não ansiar pelo momento da capa do livro, dragões são seres misteriosos e que merecem a atenção do leitor.

Quanto a edição, a capa é belíssima! A arte foi feita especialmente para a edição brasileira e ficou bem diferente da antiga capa divulgada pela editora. A diagramação está simples, sem detalhes elaborados e com espaçamento confortável para a leitura. O volume apresenta um mapa de Terramar para o leitor se situar em que local do Arquipélago a história está acontecendo.


A leitura flui bem e as poucas páginas garantem uma leitura bem rápida. Dá pra ler em uma pegada só naquele dia chuvoso onde ficamos com preguiça de sair da cama.
Ah, não esqueçam de me contar o que acharam da leitura, vi que o livro está mesmo dividindo opiniões e seria legal debater um pouco sobre a história.






Sobre o Autor:
Paulo Cezar
Paulo Cezar é Administrador e Cofundador do blog, descobriu o fantástico mundo dos livros quando leu, pela primeira vez, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Além dos livros, também é apaixonado por filmes e séries.


5 comentários:

  1. Oi, Paulo! Já tinha visto outras resenhas sobre esse livro que abordavam mais o fato de ser uma fantasia antiga sendo relançada, sobre ter inspirado Harry Potter, etc, em suma: engrandecendo bastante a obra.
    Mas confesso que a sua foi a primeira que tratou como um livro como qualquer outro e puro e simplesmente falou do que se trata. Agora eu vejo que é um livro mais adolescente, que lembra um pouco de Eragon (ou é Eragon que lembra esse?) por causa disso de um menino que parte em aventuras e acaba se metendo em problemas...

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  2. expectativa pode ser uma ***,né?
    esse livro é um dos queridinhos entre os fãs de fantasia pelo mundo(se não me engane essa série é mais antiga que HP e cia), eu tb esperava muito até minha irmã reclamar: todo mundo falava dela, mas eu não gostei e começou a descrever o porquê
    +- o que vc escreveu só que com palavras menos educada
    por final ela disse: leia, acho que o problema foi que meus amigos elogiavam tanto que esperava mais...
    então no final eu quero ler para tomar minha própria conclusão. (tvz eu acabe gostando pq não vou esperando muita coisa)

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  3. Eu achei a história desse livro bem interessa, mas não fiquei com tanta vontade de ler ele não. É uma pena que você tenha lido o livro com tanta expectativa e se decepcionado. Mas eu acho que também iria me incomodar com a narrativa da autora, e isso das respostas serem dadas bem rápido. É bom saber que a magia do livro te animou. Talvez eu até leia esse livro algum dia, mas não é uma prioridade...

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  4. É meio chato quando a gente cria expectativas e...nada. O livro não chega lá.
    Mas achei ele muito bom de sinopse e deu vontade de ler. Dá pra ver que tem algumas coisas que me incomodariam ali, como o de contar o que acontece com o personagem. Acho mais legal que a gente vá descobrindo ao longo dos livros mesmo...
    Mas ainda parece bom e gostaria de ler.

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  5. Olá.
    A capa do livro está muito bonita. Achei a premissa bem interessante e como gosto desse gênero, coloquei na lista de desejados. Mas lendo sua resenha e os pontos negativos que você citou, já fiquei na dúvida quanto a leitura. Mas, se tiver oportunidade, vou ler.
    Resenha perfeita e sincera. Abraços.

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