postado por Funs Hunter em 10 fevereiro 2017

Resenha | A Passagem [A Passagem #01]

A Passagem
Trilogia A Passagem #01
Autor: Justin Cronin
Editora: Arqueiro

Sinopse: Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos vestígios de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue.
Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior.
Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.
                            

— Certo. Isso é bom. Fico feliz por você não estar com medo.
— Não estou com medo – declarou Amy e começou a andar em direção às luzes do Tahoe. – Você é que está.


Amy foi abandonada por sua mãe em um convento quando apenas irmã Lacey estava lá. Entendendo o que aconteceu, ela inventa uma desculpa para o motivo da menina estar a seus cuidados.
Wolgast é um agente do FBI encarregado de recrutar presos no corredor da morte para uma experiencia do exército. Ao todo serão 12 cobaias, mas o pedido para uma 13ª pessoa o pega de surpresa. Seu novo trabalho é sequestrar Amy para que os testes continuem.
Descobertos e perseguidos pela polícia, são auxiliados e a garota é entregue ao cientista responsável pelos testes. Ao contrário das demais cobaias, Amy não sofre uma transformação em sua aparência, permanecendo exatamente como era antes de receber o vírus.
O caos acontece quando as criaturas conseguem escapar de suas celas. O mundo não está preparado para o que está por vir!


Não vou negar que tinha muita expectativa para este livro, devido a vários comentários que li a respeito e do entusiasmo dos leitores com o lançamento do último volume da trilogia, foi impossível não querer encarar as mais de 800 páginas de A Passagem. O livro acabou não me agradando como eu esperava, mas não deixa de ser original e possuir um tema que pode ser muito bem aproveitado nos livros seguintes.

Os personagens são os mais variados possíveis, alguns tendo sua importância na primeira fase da história, outros já sendo os principais combatentes dos vampiros após a praga se espalhar e alguns reaparecendo quando menos se espera. Amy já demonstra ser especial antes mesmo de receber o vírus, mas o autor não deixa claro o que a faz ser assim.


Com 97 anos se passando desde a fuga das cobaias, uma colônia ainda sobrevive em meio ao caos que se formou. As crianças são cuidadas pela professora no Abrigo, recebendo visitas frequentes de seus pais. Quando completam 8 anos elas ficam sabendo da verdade e vão embora com os pais, assim começam o treinamento para ajudar a Colônia. Cada função desempenhada é de grande importância, mas é entre os guardas que encontramos a maioria dos novos protagonistas do livro.
Theo, Peter, Alicia e Mausami se juntam a Sara (Posto de Enfermagem) e Michael, responsável por manter as luzes funcionando durante a noite e irmão de Sara. Para proteger Amy, que reaparece em um momento de grande desespero para alguns deles, eles seguem em uma longa viagem, procurando um lugar que poder ter as respostas que tanto precisam.


A história se arrasta em vários momentos, tendo muitas páginas que poderiam facilmente ser cortadas sem a história se perder. Com isso, demorei mais que o esperado para concluir a leitura e não pretendo ler os próximos volumes tão cedo.
Justin Cronin foi feliz na originalidade da trilogia, mas peca nos excessos que acarretam ao número tão grande de páginas. Metade desse primeiro livro é para explicar como os vampiros surgiram, a outra metade é para apresentar a Colônia e a busca por respostas.

Essa é a segunda edição lançada pela Arqueiro e, opinando sobre a capa, ficou bem melhor que a primeira. Pena que no terceiro livro esse padrão se perde. A diagramação está simples, utilizando tamanho de fonte e espaçamento no padrão que conhecemos nos livros da editora. A revisão deixou passar algumas coisas, mas nada tão absurdo que atrapalhe a leitura.







Sobre o Autor:
Paulo Cezar
Paulo Cezar é Administrador e Cofundador do blog, descobriu o fantástico mundo dos livros quando leu, pela primeira vez, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Além dos livros, também é apaixonado por filmes e séries.


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